O que são as distorções cognitivas?
Distorções cognitivas ou crenças disfuncionais são percepções errôneas que as pessoas têm sobre conceitos fundamentais para elas. Com as crenças disfuncionais ativadas, percebemos que muitas vezes ocorre um pensamento “errado” e como consequência, um elevado sofrimento.
Na medida em que o tempo passa, as crenças disfuncionais podem fazer parte da vida da pessoa, sem que ela perceba que há algo de errado. As pessoas convivem “muito bem” com toda a estrutura e funcionamento de seus pensamentos, com os quais estão acostumadas; no entanto, esses pensamentos são disfuncionais e estão realmente prejudicando, o seu desempenho e a sua qualidade de vida. Com muita frequência as pessoas sofrem por um longo período sem necessidade, pois se fossem avisadas – ou até mesmo ouvissem quando são avisadas – poderiam começar a pensar de uma forma diferente, e com isto, perceberiam seus pensamentos que são disfuncionais, podendo, a partir daí, sentir a necessidade de reestruturá-los. O objetivo desse processo de mudança é fazer com que você obtenha uma qualidade de vida melhor.
Assim, observamos que durante a vida de um estudante, por exemplo, eles passam a perceber muitas “manias” em relação ao estudo como se fossem normais, mas sempre é preciso verificar se estas são apenas características da pessoa, ou se estão causando um prejuízo para o seu funcionamento. Se porventura estiverem causando prejuízo e/ou sofrimento, pode-se tratar de um conjunto de crenças disfuncionais. Nesse caso, tais crenças precisam ser trabalhadas na busca de “um novo olhar” sobre as possibilidades e potencialidades que, muitas vezes, foram distorcidas.
Exemplos práticos de como essas distorções cognitivas podem atrapalhar a produção.
Com o passar do tempo, as crenças disfuncionais podem fazer parte da sua vida sem que você perceba que há algo de errado. Procure identificar suas crenças para que elas “trabalhem” a seu favor, e não contra. Todos nós temos crenças desadaptativas com o meio em que estamos vivendo, mas também temos o “poder” de identificá-las e modificá-las.
Não se menospreze e muito menos se coloque em um papel de vítima, pois se você quer realmente se preparar para uma prova ou passar em um concurso vestibular ou público, acredite que é capaz, identifique suas necessidades, suas falhas e se for o caso, peça ajuda. Nunca esqueça que, se você quiser passar, é necessário somar ações em sua vida, estudar, identificar as emoções que possam estar atrapalhando-o e mãos à obra!
Isto não é uma sugestão de auto-ajuda, e sim uma constatação real de que é possível modificar seus pensamentos e comportamentos, mas o primeiro passo cabe a você, já que só pode se ajudar aquele que quer ser ajudado. Para poder exercitar esse passo na mudança, é importante entendermos de onde surgem nossos pensamentos.
No exercício exemplificado a seguir, podemos observar como uma crença disfuncional, após ser ativada por um gatilho, gera conseqüências emocionais e comportamentais que interferem diretamente na vida do indivíduo
Como fazer esse exercício de auto-avaliação.
O Exercício A – B – C consiste em identificar e avaliar os pensamentos, sentimentos e emoções que passam diariamente na cabeça de todos. Quando colocamos no papel o que estamos pensando, fica mais fácil de identificar onde realmente precisamos modificar, pois pensamentos não são fatos.
Outro objetivo desse exercício é você aprender a distinguir as diferentes situações na sua vida que ativam os mais variados pensamentos, os quais geram diferentes emoções e comportamentos.
A – Estudar, discutir a matéria com um amigo, assistir uma aula são situações ativadoras, os gatilhos que acionam os pensamentos. Um A é o que uma filmadora captaria se estivesse filmando a cena. A filmadora não interpreta o que vê, simplesmente filma.
B – Todo e qualquer momento da vida faz a gente ter os mais variados pensamentos, os quais podem ser agradáveis, desagradáveis ou neutros. Segundo o modelo cognitivo, são os pensamentos que levam as emoções, isto é, às emoções são decorrentes ou, no mínimo, influenciadas pelos pensamentos.
C – São as consequências, o que decorre do que pensamos. Normalmente é mais fácil identificar as emoções, especialmente às negativas ou desagradáveis. Por isso, você pode começar o A – B – C pelas emoções, depois verificar qual a situação que estava ocorrendo para você sentir o que sentiu e, então, identificar o que você pensou imediatamente ou enquanto estava sentindo.
Exemplo prático:
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A
Ativador
Evento ou
Situação Ativadora
(Gatilhos)
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B
(Beliefs)
Pensamentos Automáticos
Pressupostos, Regras, Crenças (Esquemas)
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C
Conseqüências
Emocionais
Comportamentais
Físicas
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Estudar
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Será que vou conseguir?
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Não estudar.
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Ir à aula
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Será que sou competente?
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Não prestar atenção.
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Este e outros exercícios poderão ser encontrados no livro “CONCURSOS – FAÇA SEM MEDO” Artes e Ofícios Editora, 2011. Indicado para provas, vestibulares e concursos.