
Bruce Myers, em foto de Robinson Estrásulas
A entrevista completa com Bruce Myers, o ator inglês que encarna o religioso que interroga Jesus em O Grande Inquisidor, estará na página central do Segundo Caderno de segunda-feira. O Caco adianta algumas respostas de que Myers ofereceu em uma pequena entrevista coletiva, sexta chuvosa pela manhã, no hall do Teatro do CIEE.
sobre o fato de montar uma peça que trata de intolerância religiosa em tempos quando o fundamentalismo está em alta
“Mesmo quando os homens não têm um Deus, mas apenas ídolos, existe intolerância. Mesmo em religiões ancestrais, se percebe essa paixão em rejeitar outras religiões. Mas não se deve deixar de ter fé.”
sobre o que é necessário para assistir a “O Grande Inquisidor”
“Nada. Tem de estar aberto e pronto para receber. Só isso.”
sobre a escolha de um ator para viver Cristo (leia o post abaixo para conferir quem é o gaúcho que terá essa missão)
“Francamente, o Cristo de O Grande Inquisidor não é um bom personagem. Não é o papel que um ator goste, porque ele praticamente não se move durante a peça, assumindo uma atitude apenas na cena final.”
sobre o critério para escolher o ator
“Não sei o que estou procurando (para definir o escolhido). Talvez perceber um nível ideal de intensidade e ternura. Uma qualidade que me faça sentir confortável.”
E a impressão do Caco sobre Myers? Um homem calmo, paciente, talvez confortado com a chuvinha porto-alegrense que imitava a garoa londrina. Um homem curioso, que queria saber detalhes sobre os lenços colorados que os frentistas de um posto de gasolina usavam para homenagear a Semana Farroupilha. Um estrangeiro corajoso o suficiente para experimentar um chimarrão.
Postado por Renato Mendonça

