Kazuo Ohno foi um dos principais nomes do butô, gênero que une dança e teatro criado no Japão na década de 1950, sob influência (entre outras referências) da dança de vanguarda europeia.
O dançarino e coreógrafo, que morreu nesta terça-feira (1º/06) aos 103 anos, estreou nos palcos aos 43. Teve influência de Tatsumi Hijikata, outro nome fundador do butô, responsável pelo espetáculo Cores Proibidas (baseado no romance de Yukio Mishima), de 1959, um marco do gênero.
Ohno obteve repercussão em 1977, com Admirando La Argentina, homenagem à dançarina espanhola Antonia Mercé (que tinha esse apelido), cujo trabalho o inspirou a se iniciar no mundo da arte. Foi a partir da década de 1980 que ele ficou célebre, dançando sempre caracterizado como mulher e maquiado com pó-de-arroz.
Kazuo Ohno esteve três vezes no Brasil, em 1986, 1992 e 1997. Sua influência nas artes cênicas por aqui pode ser vista, por exemplo, no histórico espetáculo Macunaíma (1978), de Antunes Filho. O Lume Teatro, de Campinas, é uma das companhias que têm no butô uma referência constante.
Confira nos vídeos abaixo por que Kazuo Ohno fará falta.

