Tito Livio Zambeccari foi um revolucionário italiano que veio para o Brasil após ser setenciado com pena de morte em seu país e viver por alguns anos na Espanha. Chegou ao Rio Grande do Sul em 1833, onde esboçou o mapa mais antigo de Porto Alegre, possivelmente datado de 1833.
Tornou-se amigo e assessor daqueles que viriam a ser os líderes da Revolução Farroupilha. Segundo relato de seus contemporâneos, Zambeccari, Bento Gonçalves, Onofre Pires e José Calvet é que tratavam dos negócios da República Rio-Grandense. Para o historiador Alfredo Varela, o italiano influenciou os manifestos assinados por Bento. Também a bandeira da República Rio-Grandense teria sido idealizada por ele, antes mesmo do início da revolução.
Ao começar o conflito, tornou-se secretário e chefe do estado-maior do general Bento Gonçalves. Com ele foi preso na batalha do Fanfa e enviado à um navio-prisão ancorado no rio Guaíba, para depois ser transferido à Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Após três anos de prisão acabou deportado e nunca mais voltou ao Rio Grande.



