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Posts com a tag "Revolução"

Combatentes farroupilhas: Tito Lívio Zambeccari

20 de setembro de 2011 0

Tito Livio Zambeccari foi um revolucionário italiano que veio para o Brasil após ser setenciado com pena de morte em seu país e viver por alguns anos na Espanha. Chegou ao Rio Grande do Sul em 1833, onde esboçou o mapa mais antigo de Porto Alegre, possivelmente datado de 1833.

Tornou-se amigo e assessor daqueles que viriam a ser os líderes da Revolução Farroupilha. Segundo relato de seus contemporâneos, Zambeccari, Bento Gonçalves, Onofre Pires e José Calvet é que tratavam dos negócios da República Rio-Grandense. Para o historiador Alfredo Varela, o italiano influenciou os manifestos assinados por Bento. Também a bandeira da República Rio-Grandense teria sido idealizada por ele, antes mesmo do início da revolução.

Ao começar o conflito, tornou-se secretário e chefe do estado-maior do general Bento Gonçalves. Com ele foi preso na batalha do Fanfa e enviado à um navio-prisão ancorado no rio Guaíba, para depois ser transferido à Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Após três anos de prisão acabou deportado e nunca mais voltou ao Rio Grande.

Combatentes farroupilhas: José Mariano de Matos

19 de setembro de 2011 0

José Mariano de Matos, carioca e republicano, foi transferido para o Rio Grande do Sul, em 1830. Na República Rio-Grandense, para cuja adoção influiu decisivamente, atuou como ministro da Guerra e da Marinha. Depois da vitória da Batalha de Seival, em dez de setembro de 1836, foi vice-presidente da República e presidente da república interino, em substituição a Bento Gonçalves.

Mariano de Matos também foi o autor do brasão adotado para o Rio Grande do Sul pelos constituintes de 1891. Próximo do final da revolução foi preso em Piratini e encarcerado em Canguçu, na cadeia que o imperial Chico Pedro, conhecido como Moringue, mandara construir e ironicamente chamava de quarto de hóspedes para os farrapos.

Após o fim da Revolução, Mariano de Matos foi o farrapo que chegou mais alto na hierarquia militar do Império, como general, sendo ministro do Conselho Supremo Militar ao falecer.

Combatentes farroupilhas: Luigi Rossetti

19 de setembro de 2011 0

Luigi Rossetti foi um jornalista e intelectual italiano que se refugiou na América do Sul em 1827 depois da participar de uma sociedade secreta e revolucionária na Europa. Chegou à América pelo Uruguai, à época da Revolução Farroupilha. Residiu algum tempo no Rio de Janeiro, onde conheceu Giuseppe Garibaldi, com quem se juntou à Revolução Farroupilha.

Em 1837 conheceu em Piratini os mais influentes líderes da guerra Farroupilha, como Onofre Pires, Domingos José de Almeida e Corte Real. Foi editor do Jornal O Povo, órgão oficial da República Rio-Grandense.

Participou da Tomada de Laguna, sendo nomeado secretário de Estado da República Juliana. Nesse cargo enfrentou uma série de dificuldades em seus quatro meses de existência, entre problemas econômicos e políticos, além dos militares, com falta de pessoal e de recursos.

Morreu, vitima de uma lança do inimigo, durante a tomada de Viamão pelos imperiais em 1840, no posto de capitão.

Combatentes Farroupilhas: Domingos José de Almeida

19 de setembro de 2011 0

Domingos José de Almeida, fazendeiro, político, jornalista e militar brasileiro, migrou de Minas Gerais para o Rio Grande do Sul em 1819, se estabelecendo em Pelotas. Ao estourar a Revolução Farroupilha era um dos mais prósperos industriais da província.

Foi o secretário responsável pela ata da reunião histórica na Loja Maçônica Philantropia e Liberdade que decidiu pelo início da Revolução. Logo depois recebeu a tarefa de organizar o parque bélico farrapo em Pelotas e a fábrica de arreamento para a cavalaia. Foi também da senzala de sua charqueada que saíram vários dos combatentes Lanceiros Negros.

José de Almeida ajudou a convencer Antônio de Souza Neto a proclamar a República Rio-Grandense. Com Gomes Jardim, assinou o decreto que criou a bandeira oficial Farroupilha.

Foi ministro da Fazenda e do Interior, e participou da Assembléia Constituinte farroupilha. Em 1838 comprou a tipografia, onde o jornalista italiano Luigi Rossetti tornou-se editor de O Povo. Foi preso em combate em março de 1844, conseguindo fugir depois de poucos dias. Após o fim da guerra, retornou a Pelotas e em dez anos restabeleceu suas finanças.

Combatentes Farroupilhas: Lucas de Oliveira

16 de setembro de 2011 0

Manuel Lucas de Oliveira, nascido em Piratini em 1874, militar brasileiro, combateu na Revolução Farroupilha em importantes batalhas, como um dos principais líderes e ministro da guerra do Rio Grande do Sul.

Na batalha do Seival, depois da vitória, ajudou a convencer o comandante Antônio de Souza Neto a proclamar a República Rio-Grandense, declarando separado o Rio Grande do Sul do Império do Brasil.

Foi capturado em 25 de março de 1840, junto com Onofre Pires, perto da Quinta do Bibiano, margem direita do Rio Jacuí e depois libertado em troca de prisioneiros. Em São Lourenço do Sul, na localidade de Boqueirão, venceu batalha contra a tropa do imperial Francisco Pedro de Abreu.

Lucas de Oliveira assinou uma das três declarações de paz, firmada em 28 de fevereiro de 1845, em nome de Gomes Jardim, presidente da República Rio-Grandense, encerrando uma guerra de dez anos.

Combatentes farroupilhas: Vicente da Fontoura

15 de setembro de 2011 0

Antônio Vicente da Fontoura, nascido em Rio Pardo, em 1807, foi o maior líder civil da Revolução Farroupilha. Participou da reunião que decidiu pelo início da Revolução em 18 de setembro de 1835, na Loja Maçônica Philantropia e Liberdade. Foi chefe de polícia das vilas de Rio Pardo e Cachoeira do Sul, chegando a ministro da Fazenda na República Rio-grandense.

Liderou a facção contra Domingos José de Almeida e Bento Gonçalves. Foi eleito deputado para a Assembléia Constituinte e Legislativa farroupilha, em Alegrete, em dezembro de 1842, onde foi líder da minoria, oposição da maioria alinhada com Bento Gonçalves.  Foi escolhido por unanimidade, entre os principais chefes farroupilhas, para negociar com o Governo Imperial as condições de Paz.

Em dezembro de 1844, ao retornar ao Rio Grande do Sul, percorreu em prol da pacificação a Província, de acampamento em acampamento, divulgando as condições para o fim das hostilidades e reintegração do Rio Grande no Brasil. A sua ação foi concluída com a paz de Ponche Verde.

Combatentes Farroupilhas: Teixeira Nunes

14 de setembro de 2011 0

Coronel Joaquim Teixeira Nunes, o maior lanceiro farrapo, nasceu em 1802 na costa do rio Camaquã, filho dos primeiros povoadores de Canguçu. Comandante dos lanceiros negros, grupo constituído por negros escravos ou libertos, Teixeira Nunes foi o personagem principal da tentativa de estebelecer a República Juliana, em Laguna, Santa Catarina. O italiano Giuseppe Garibaldi que foi seu comandando nesta batalha, o classificou como o bravo entre os bravos.

Era o terror dos seus inimigos. Onde carregava o Corpo de Lanceiros Negros ao seu comando surgia a vitória. Teixeira era humano. Durante a peleja matava por ser contingência da luta, e depois da vitória não morria um só prisioneiro.

Esbelto e galhardo, apresentava-se à frente de seus comandados na ocasião do combate. O final de Teixeira Nunes e os lanceiros negros foi comovente. Por ordem de David Canabarro, após o combate em Porongos, entre Piratini e Bagé, Teixeira Nunes foi acampar no arroio Chasqueiro. Alí foi surpreendido por forças imperiais e morto ao lado de seu grupo de guerreiros.

Combatentes Farroupilhas: Corte Real

13 de setembro de 2011 0

Afonso Corte Real, nascido em Rio Pardo, em 1805, participou da Revolução Farroupilha como um dos mais ativos e combatentes. Quando Bento Manuel, que lutou pelos Farrapos e também pelos imperiais, aderiu pela primeira vez ao Império, foi feito coronel da Guarda Nacional.

Excelente soldado, participou de diversas ações como a Batalha do Seival. Foi preso na Batalha do Fanfa e levado ao Rio de Janeiro para o Forte de Santa Cruz. Fugiu um ano depois em companhia do coronel Onofre Pires.

Foi morto aos 34 anos numa emboscada no arroio Velhaco, na casa da fazenda de Marcos Alves Pereira Salgado, por uma força imperial comandada por João Patrício de Azambuja.  Corte Real está sepultado na catedral da cidade de Viamão.

Combatentes Farroupilhas: Gomes Jardim

12 de setembro de 2011 0

Gomes Jardim, fazendeiro, maçom, médico e militar participou da Revolução Farroupilha desde o começo. Foi na Estância das Pedras Brancas, à sombra do Cipreste Farroupilha, em sua propriedade, que foi planejado o ataque à Porto Alegre, dando início à guerra.

Depois da prisão de Bento Gonçalves na Ilha do Fanfa, no Rio Jacuí, assumiu a presidência da República Rio-Grandense interinamente.

Gomes Jardim organizou a estrutura dos ministérios. Foram criados seis: Fazenda, Justiça, Exterior, Interior, Marinha e Guerra. Cada ministro cuidava de dois ministérios por medida de economia.

Foi na casa de Gomes Jardim em Guaíba que faleceu o general Bento Gonçalves, em 1847.

Combatentes Farroupilhas: Onofre Pires

12 de setembro de 2011 0

Um dos mais ativos e atuantes coronéis da Revolução Farroupilha, Onofre Pires, comandou as forças que deram início ao combate na noite de 19 de setembro de 1835 no vitorioso encontro da Ponte da Azenha. A ação criou condições para a conquista de Porto Alegre, com a entrada do líder politico-militar da revolução, e seu primo, o coronel Bento Gonçalves da Silva.

Em outubro de 1836, Onofre Pires foi preso na Batalha do Fanfa, junto com Bento e levado como prisioneiro ao Rio de Janeiro. Preso no forte de Santa Cruz, fugiu um ano depois em companhia do capitão José de Almeida Corte Real.

Em 1844, desgastados por tanto tempo de guerra, Bento e Onofre entraram em linha de colisão. A partir daí, Onofre Pires falava abertamente tudo o que sentia em relação ao primo. Os dois duelaram no dia 27 de fevereiro de 1844, nas margens do Rio Sarandi, em Santana do Livramento. Onofre foi atingido no antebraço direito e morreu quatro dias depois, em conseqüência de gangrena, e um ano antes do término da Revolução Farroupilha.