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Posts com a tag "Rota"

Rota reforça contato com o meio ambiente a caminho do litoral

29 de novembro de 2011 0

Férias de verão e feriados são épocas em que as pessoas buscam o descanso nas praias. Mas o intenso movimento nas principais estradas que levam ao litoral muitas vezes desestimulam o passeio.

- O turista chegar na praia já com a mente limpa do trânsito estressante - diz o historiador Jacinto Iaronka.

O objetivo do roteiro destinado exclusivamente ao ecoturismo e ao turismo de aventura é valorizar as culturas locais dos municípios que integram o percurso e facilitar o acesso das populações do Vale do Paranhana, Vale dos Sinos e Grande Porto Alegre aos balneários do Litoral Norte gaúcho. O vice-prefeito de Maquiné e integrante da Comissão da Rota Natur, Eder Rech, afirma que o passeio envolve natureza e turismo consorciado.

- É uma rota turística de integração entre os municípios de Rolante, Riozinho e Maquiné, e abrange as RS 239 e 484, num percurso total de 54 quilômetros e se destaca pelas belas paisagens, águas cristalinas, exuberância da vegetação da Mata Atlântica que pode ser apreciado durante o percurso da viagem por locais propícios para o turismo - ressalta.

Eder salienta ainda que além das pousadas, o turista pode desfrutar em Maquiné da hospitalidade dos descedentes de italianos.

- O que se quer também com essa Rota é resgatar toda aquele cultura italiana que dispomos no município. Nós também temos a Festa da Polenta que se realiza de dois em dois anos, muito visitada e muito apreciada e oferecer para o turista poder deslumbrar e participar e compartilhar com esse pessoal servindo o prato principal, preservando seus traços culturais.

O vice prefeito de Maquiné ressalta a parceria com a Secretaria estadual do Turismo, Daer, Famurs e outras entidades para a criação da Rota Natur. O historiador Jacinto Iaronka salienta que o roteiro cria também uma alternativa para as pessoas chegarem aos municípios de Riozinho e Rolante.

- Vai ser uma nova opção vir a Rolante, Riozinho, subir a Serra, ter vista do litoral a 900 metros de altura, altitude em relação ao nível do mar, e chegar ao litoral já desestressado devido às maravilhas e isso puxa automaticamente a questão turística - avalia.

Ele também fala sobre as atrações do percurso.

- Além de ir à praia pode pernoitar em Rolante no Caminho das Pipas, o Morro da Asa Delta. Riozinho com a Cascata do Chuvisqueiro, o Conduto, Lago Forja Sul e a Serra da Boa Vista. E Maquiné com as suas cahoeiras e belezas naturais - conta.

Para chegar à Rota, o acesso pode ser pela BR 116 até Novo Hamburgo e São Leopoldo, depois pega a RS 239 passando por Campo Bom, Sapiranga, Parobé e Taquara. Mais detalhes sobre a Rota Natur pelos telefones (51) 3628.1322, 3548.1090 e 3547.1011.

Lendas e belezas naturais são atrações no Salto do Jacuí

09 de novembro de 2011 0

origem do nome do município é indígena e também se deve à cascata de águas chamada de Quedas do Salto Grande no rio Jacuí. A cidade possui raras belezas naturais, muitas delas relacionadas ao próprio rio que corta o seu território no sentido norte-sul.

- Temos o saltinho onde fica a reserva indígena Guarani que também é bastante visitada. Eles tem artesanato, dança como cultura - afirma o secretário de Turismo de Salto do Jacuí, Flávio de Jesus Nogueira, se referindo a dois pontos turísticos do município, a Reserva Indígena Guarani, onde vivem 45 famílias Mbyá Guarani, e a Cascata do Saltinho.

Segundo o secretário, o Salto do Jacuí faz parte do Rota das Terras que é composto por 17 municípios. Flávio cita ainda outras atrações que os turistas podem encontrar na região.

- O Salto do Jacuí tem vários eventos como a Romaria de Nossa Senhora dos Navegantes que é no Balneário da Barragem Maia Filho. Temos o Moto Acampamento, que acontece dias 16, 17 e 18 de dezembro. Temos o Moto Cross, a Moto Náutica, rodeios - informa.

A energia gerada no município corresponde a cerca de 27% do total produzido pela CEEE. São duas usinas hidrelétricas em seu território, a Usina do Passo Real e a Usina Leonel de Moura Brizola, no Bairro CEEE. Os complexos também representam áreas turísticas.

Muitas lendas contribuem para aumentar ainda mais a magia da região. Uma delas, muito famosa, é a do Minhocão que possui diversas versões e a principal delas é de que o bicho ficou brabo com as obras da Barragem do Passo Real. A partir disso ele aparece para os pescadores e às vezes os derruba do barco. Também tem a lenda da Janela do Padre.

A professora e escritora Clara Montanhér conta que o Rio Jacuí possui um trecho bastante acidentado com grandes paredões e na margem direita existem muitas cavernas, algumas até inacessíveis, e que uma delas poderia ser a Janela do Padre.

- Dizem que quando os índios missioneiros, os jesuítas, quandos as missões foram destruídas, eles pegaram os tesouros que podiam carregar e foram vindo, só que esbarraram no rio. Como não puderam atravessar teriam enterrado esses tesouros nas margens. E nessa janela do padre dizem que tem uma mulher de branco na entrada da caverna e quando alguém passa ela acena e convida para entrar. Só que a pessoa que entra sente arrepios, as velas se apagam - relata.

Segundo a professora, a comunicação com essa janela seria através da árvore conhecida como UMBU que tem raízes grandes e ocas e fica em uma fazenda próxima ao rio.

Em seu livro, Clara faz um resgate da história dos primeiros habitantes da região e relata como a cidade mudou sua economia. A região que era apenas focada na agricultura e pecuária se transformou também em geradora de energia.

Para saber mais sobre o turismo no município localizado na região do Alto Jacuí acesse o site www.saltodojacui.rs.gov.br.

Áudio Campo e LavouraLendas, balneários e jazidas são alguns dos atrativos turísticos em Salto do Jacuí

Vale do Rio Pardo conta com as rotas Caminhos da Serra Geral e dos Casarões

31 de outubro de 2011 0

O roteiro Caminhos da Serra Geral inclui seis propriedades. São vinícolas, área de camping e lazer, cabanha, roseiral e trilhas ecológicas.

- O turista pode pescar, pode degustar bons vinhos, pode andar por baixo dos vinhedos, pode fazer trilhas, pode colher hortaliças – afirma o presidente da Associação de Turismo Rural Caminhos da Serra Geral, Bertoldo Marino Wachholz.

Na Rota, o visitante encontra diversas variedades de uvas de mesa e vinhos finos na Vinícola Granja do Silêncio. Nos Vinhedos Redin, os turistas podem adquirir uvas e vinhos orgânicos e ecológicos através da prática colha e pague. E na Cabanha e Granja Costaneira, é possível apreciar a criação de caprinos Bóer, degustar o salame de cabrito e conhecer a plantação de hortaliças.

O roteiro Caminhos da Serra Geral foi lançado há dois anos e já atrai muitos turistas, segundo Marino.

- A nossa região de Sobradinho em termos de natureza é uma região típica de serra a exemplo de Canela e Gramado. Então o pessoal que aqui vem diz: “Pô, porque nós não descobrimos isso antes?” – conta.

Também fazem parte deste roteiro o Roseiral onde o turista pode acompanhar o cultivo e adquirir as rosas. O Balneário Curva do Rio, um lugar tranquilo com piscinas, quadras de jogos e restaurante. E o Recanto do Peixe que oferece caminhada ecológica. O roteiro Caminhos da Serra Geral é curto e pode ser feito em um dia.

No interior de Sobradinho também tem a Rota dos Casarões, com sete propriedades erguidas há 100 anos por imigrantes italianos e que foram preservadas pelos seus descendentes. O presidente da Associação de Turismo do Campestre e da Rota, Nilo Puntél, salienta como o turista é recebido.

- Aqui quando chega no café colonial o turista é recebido com uma cantoria. Podem passear de carroça puxada a boi, tem a cacimba, chamada cacimba pelos avós, a fonte d’água, que é tirada de balde a água – diz.

Os turistas podem entrar nas propriedades e conhecer a história e o trabalho realizado pelas famílias, além de degustar os vinhos, sucos e os produtos cultivados no local. Estão no roteiro o Casarão de Nilo Puntél, o Casarão de Francisco Puntel, Sementes Cereta, Casarão dos Cella, Capela La Consolata, Casarão da Família Lago e Casarão Raminelli.

Para agendar a visita é necessário um prazo de, no mínimo cinco dias, pelo telefone (51) 9668.3630.

Vinte e dois municípios integram o Vale do Rio Pardo, iniciando por Estrela Velha, passando por Sobradinho, Candelária e indo até Encruzilhada do Sul. A Associação de Turismo da Região está apostando no turismo rural como opção de desenvolvimento regional e uma alternativa de renda aos agricultores familiares. O presidente da entidade, Carlos Correa da Rosa, informa que existem vários roteiros formatados que contemplam as culturas alemã, italiana e açoriana, principalmente a parte da gastronomia.

- A colonização açoriana, o sonho, por exemplo, que é uma iguaria, que é um destaque do município de Rio Pardo, e em Santa Cruz do Sul tem a comida típica alemã. E na região Centro Serra nós temos os pratos de colonização italiana, mas tb tem como ênfase a feijoada que é um prato típico brasileira, e que serve para incentivar esse turismo gastronômico – salienta.

Para ter acesso às informações das rotas e roteiros do Vale do Rio Pardo visite o sitewww.aturvarp.com.br.

Áudio Campo e Lavoura: Conheça a Rota dos Casarões e Os Caminhos da Serra Geral em Sobradinho

Rota Colonial destaca tradição alemã em Dois Irmãos

26 de setembro de 2011 0

O município de Dois Irmãos ainda preserva a característica original de região agrícola, com o domínio de pequenas propriedades. Recebeu a designação de Portal da Serra por estar situado nos primeiros degraus da encosta do Planalto Meridional. Integrante do Vale do Rio Feitoria, afluente do Rio Caí, sua história está ligada à colonização alemã no Estado.

Para valorizar o pequeno agricultor da região, teve início em 1998 a Rota Colonial Baumchneis. A ideia era evitar o êxodo rural mantendo o jovem no campo através de uma alternativa turística. Com o apoio da Emater, do Sindicato dos Produtores Rurais de Dois Irmãos e Morro Reuter e do Sebrae foram criados os empreendimentos dentro da Rota.

O presidente do Sindicato afirma que um dos objetivos na época foi garantir mais renda ao agricultor que também aprendeu a administrar a sua propriedade de forma mais equilibrada. Pedro Becker salienta, no entanto, que além do pequeno produtor, também os turistas e principalmente as crianças, ganharam um espaço para conhecer a natureza e o que ela produz.

- O carinho que se tem com os pequenos animais, mostrar a procedência dos produtos consumidos na cidade. Muitas crianças da cidade não sabem de onde vem o leite, as verduras, o ovo. E através dos empreendimentos que se encontram na Rota, eles conseguem ver de perto a origem de todos esses produtos. Todo o empreendimento quando foi criado, teve esse objetivo de mostrar para a cidade a procedência dos produtos que estão sendo consumidos – frisa.

O presidente da Rota Colonial Baumchneis, Alcindo Berlibz, que também é produtor, possui o empreendimento conhecido como Colhe-Pague onde o visitante pode colher a verdura que vai comprar. Ele explica como funciona.

- A pessoa entra na horta, colhe, escolhe o que estiver no ponto, o que está no período, alguns produtos tem épocas, então o que está no ponto pode colher. Ou então a gente colhe também, não é problema, não é que a pessoa é obrigada a colher, a gente colhe também. A gente também trabalha com geléias, schmiers, vinhos, ovos, conservas – salienta.

Alcindo fala também sobre os outros empreendimentos que os turistas podem visitar nesta Rota.

- Aqui no meu empreendimento Colhe-Pague, ou no Mundo dos Ovos, ou Café da Dona Judith, o campo Sete Amigos, Armazém Jolas, isso pode ser visitado diariamente – ressalta.

No Mundo dos Ovos, as pessoas podem pegar os ovos junto à galinha. Segundo Alcindo, existe ainda uma associação de colonos que fornece bolachas, cucas, entre outros produtos coloniais. O presidente da Rota ressalta com orgulho que a região é de imigrantes alemães que preservam a língua e é dessa forma que os visitantes são recebidos.

- A gente fala o alemão, nós somos de origem alemã, agricultor com orgulho, e a gente está preservando a nossa língua. A pessoa que chega aqui vai se surpreender – conta.

A Rota Colonial Baumschneis recebeu em agosto investimentos para a construção de calçadas e paradas de ônibus em estilo enxaimel. Além do trecho já em andamento, o trajeto irá receber também mais recursos para a execução da Rota Colonial parte Dois, onde está prevista a construção de uma praça de brinquedos e a mais espaços de estacionamento para os turistas.

Os agendamentos para grupos podem ser feitos pelo telefone (51) 9875 2975 ou também através do e-mail rotacolonial@gmail.com.

Áudio Campo e LavouraDois Irmãos abriga um roteiro turístico que valoriza a cultura colonial da região

Rota mostra beleza das pedras preciosas gaúchas

10 de maio de 2011 0

Ametista, Citrino, Ágata, Cristal de Rocha, Calcita e Selenita. Essas são as pedras preciosas que o turista pode encontrar na Rota Gemas e Jóias da qual fazem parte Porto Alegre, Estrela, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Soledade, Guaporé, Frederico Westphalen, Iraí e Ametista do Sul.

É um belo passeio principalmente neste final de semana em que neste domingo (8) se comemora o Dia das Mães. O fascínio das jóias acompanha as mulheres há séculos e neste roteiro é possível visitar as minas, oficinas e indústrias, e saber como essas lindas pedras se transformam em peças exclusivas.

Vamos destacar dois municípios deste roteiro. O primeiro é Ametista do Sul, conhecido como a Capital Mundial da Pedra Ametista. Localizada na serra gaúcha, a cidade tem o privilégio geológico de possuir as maiores jazidas de ametista do mundo, geminadas nas convulsões vulcânicas ocorridas há 135 milhões de anos. O vice-prefeito Silvio Poncio enfatiza quea cidade é focada na área de extração e salienta o que o turista encontra neste roteiro.

- Dentro desse roteiro temos uma Igreja com 40 toneladas de pedras revestindo o interior, temos um museu subterrâneo com uma coleção de mais de mil peças das mais variadas qualidades e tb tamanhos aqui próximo à cidade e tb diversificando muito na questão de agroindústrias, principalmente no setor de vitivinicultura. Tem já 2 empresas na cidade, uma, inclusive, com toda a parte de envelhecimento do vinho dentro de galerias subterrâneas com mais de 300 metros junto a cristais que estão nas paredes.

Além disso, o turista pode visitar a Pirâmide de Energização, o Shopping das Pedras e o garimpo em atividade.

O outro município que vamos destacar hoje é Soledade, conhecido internacionalmente como a Capital das Pedras Preciosas. Sua base econômica é centrada na exploração, industrialização e comercialização de gemas, pedras preciosas e jóias. Nos meses de maio, a cidade realiza a Exposol, a maior feira de pedras e oportunidades da Amércia latina.

O presidente do Sindipedras e coordenador do evento, Ivanir Pedro Lody, ressalta que tudo começou há mais ou menos 60 anos quando os alemães já faziam extrações de pedra em Soledade, e agora 70% das empresas do setor no Rio Grande do Sul estão instaladas na região e representam uma parte significativa da economia do município.

- As pedras preciosas da nossa região, a comercialização corresponde a 40% do PIB soledadense, o que fomenta muito o comércio e as indústrias geram bastante empregos, cerca de 1000 empregos diretos, isso faz com que a nossa cidade se consolide como a Capital das Pedras Preciosas.

A Décima-Primeira Feira Internacional de Pedras Preciosas acontece até este domingo (8) no Parque de Eventos Centenário. A feira é voltada principalmente para a exposição de produtos relacionados a gemas e minerais. O coordenador Ivanir Lody conta sobre uma das grandes atrações da edição deste ano.

- A construção de uma santam a Nossa Senhora de Soledade, com 4m de altura, pesando aproximadamente 12 toneladas, toda ela feita com pedras ametistas e está exposta na frente do pavilhão central das pedras preciosas.

Lody salienta ainda que além do turismo religioso, hoje o maior turismo na região é direcionado a venda de jóias, principalmente para o público feminino.

Para saber mais acesse o site www.rotadasgemasejoias.com.br.

Áudio Campo e LavouraBeleza das pedras preciosas pode ser conferida em um roteiro turístico que passa por nove cidades gaúchas