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Posts de setembro 2009

Hora de dizer algumas palavrinhas...

27 de setembro de 2009 3

 

  Eu tenho medo de altura. Não gosto de olhar muito perto da janela em andares altos. Mas já fiz paraquedismo. O trabalhou me levou a isso. Agora, outra vez, o jornalismo me leva. Dessa vez para um passo maior ainda do que apenas um salto de pára quedas. Depois de tanto tempo dividindo os meus dias, as minhas reportagens com a minha região, nasci em Passo Fundo embora tenha morado e muitos outros lugares, estou iniciando nesta segunda-feira uma nova etapa do meu trabalho na RBS TV Porto Alegre.

   Sempre foi um sonho meu. Agora se realizou. Mas antes de entrar na minha nova redaçao, quero dizer que levo comigo tudo que aprendi neste período em Passo Fundo. Carinho, respeito, consideração e principalmente amigos. As críticas construtivas também sempre foram bem vindas, os comentários maldosos, deleto. Sempre. Carrego comigo apenas a certeza de que escolhi a profissão correta e tenho orgulho de ter começado tudo isso em Passo Fundo, minha cidade.

E como nos veremos sempre, pois seguirei fazendo meu trabalho na TV, essa não é uma despedida e sim, um até breve, até o próximo telejornal.

Um carinho enorme por toda essa história e a saudade grande de todos os amigos da redação e fora dela!!!!

 

Roberta Salinet

Postado por Roberta Salinet

Para gaúchos e gaúchas...

20 de setembro de 2009 0

Jean Pimentel

Numa data tão marcante para os gaúchos, uma bela poesia e uma imagem de encher os olhos…

Viva o Rio Grande

 

Gauchesca

Antônio Augusto Coronel Cruz 

 

Canto agora nestes versos
com meu grito entusiasmado
a lida e o povo gaúcho
neste rincão abençoado

Quero falar do chimarrão
do churrasco e do gaiteiro
da linda prenda cheirosa
e do ginete faceiro

Das tropas cruzando as coxilhas
na toada mansa do tropeiro
nos tombos nas domas renhidas
e do galpão hospitaleiro

Canto o minuano cortante
o poncho amigo e o laço
a disparada da ema
e a boleadeira cortando o espaço

Exalto a história dessa gente
valente, simples e altiva
que tem a liberdade como semente
brotando da terra nativa

Sendo farrapo, chimango, maragato
ou peleador no Paraguai
são os rebentos deste Rio Grande
os filhos honrando o pai

Canto um tempo iluminado
pelas faíscas das adagas
pela prata dos arreios
e pelos olhares das amadas

Um tempo de muitas distâncias
vencidas num lombo tobiano
das frescas sangas de pedras
e das noites no chão pampeano

Vendo a tapera silenciosa
sinto um aperto no peito
lembrando o fio do bigode
e outras tradições de respeito

E me vem uma nostalgia infinita
dessa vida gaudéria e passada
uma amarga solidão sem consolo
como a perda da mulher amada

Mas sigo alimentando o braseiro
e ao patrão do céu peço, sincero,
que proteja este mundo campeiro
e o grito do quero-quero”

Postado por Mateus Rodighero

A esperança em meio à tragédia

04 de setembro de 2009 0

Equipe da RBSTV na casa de Jacir. Ele e a esposa recebem a visita da Defesa Civil/Jean Pimentel
 

“Se Deus quiser, aos pouquinhos, a gente vai conseguir juntar e fazer tudo de novo”.

 A frase espontânea e sincera, somada aos olhos cheios d’água do Seu Jacir Gonçalves são exemplos de otimismo e fé em meio a uma tragédia.  Horas antes, o operário de uma indústria presenciava o telhado da própria casa sendo arrancado pelo vento, sem que pudesse fazer nada. A chuva forte parecia inundar o esforço dele e da esposa. Paredes e móveis molhados.

O casal foi um dos 300 moradores de Ernestina que foram surpreendidos nesta semana por um temporal. Menos de cinco minutos de ventos fortes foram suficientes para transformar a rotina daquelas famílias. Mais do que isso. Suficientes para destruir o que Jacir e a mulher levaram mais de dez anos para construir.

Ainda com a expressão de susto e os olhos marejados, contou a mim e ao cinegrafista Jeferson Barbosa, que, há alguns meses, conseguiram erguer as paredes de tijolo, substituindo a madeira. Uma conquista para quem vive com pouco mais de um salário mínimo por mês. O fogão, que estava sendo pago em dez parcelas, os móveis da cozinha, o forro da casa. Tudo se foi em menos de cinco minutos. Mas nem por isso ele perdeu a força. Com a ajuda de vizinhos, cobriu a casa com uma lona e quando perguntado sobre como recomeçar, não teve dúvidas: largou a frase que abre este texto.

São exemplos assim que nos fazem ver a vida de outro jeito. Para nós jornalistas, fatos como este são sempre dramáticos de cobrir. Afinal, lidamos com as emoções e a dor das pessoas. Mas em momentos tristes como este, é possível perceber que o tamanho da esperança parece ser proporcional ao tamanho do obstáculo.

Postado por Mateus Rodighero