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A casa de Horacio Quiroga, no Uruguai

05 de junho de 2008 2

Duas semanas atrás, a repórter de Zero Hora no Vale do Rio Pardo, Sâmia Frantz, andou por Salto, no URUGUAI. E, simpática, mandou uma colaboração para o blog. Confira abaixo:


Apesar do meu pouco contato com o Uruguai até então — em visitas-relâmpago a Rivera — eu já tinha conseguido ter uma idéia dos costumes e da gastronomia castelhana. Mas foi só na visita à cidade de Salto, na fronteira com a Argentina, durante o feriadão de Corpus Christi, que descobri a existência de Horacio Quiroga.

Um dos hotéis onde fiquei hospedada — o cinco estrelas Horacio Quiroga — foi meu primeiro contato com ele. Não demorou nada para descobrir que era o nome de um escritor uruguaio; por sinal, um dos mais importantes do país. E, devo confessar, demorou menos ainda saber detalhes de sua vida e de sua obra.

Tudo em Salto tem alguma relação com Quiroga. Além do hotel, ele também empresta seu nome a uma escola e a um bairro da cidade. É fácil entender o porquê: Quiroga nasceu em Salto, em 1878, sendo uma das pouquíssimas personalidades uruguaias não-nascidas na capital, Montevidéu.

No museu em sua homenagem — chamado de Casa Horacio Quiroga — é possível saber tudo da vida dele. Uma visita ao local não estava nos planos da nossa excursão, mas mesmo assim eu e alguns colegas abrimos mão de passear pelo shopping para ir até lá: vimos de perto toda a coleção de suas obras, fotos e o tronco que guarda suas cinzas.

Infelizmente, ainda não consegui ler nenhuma de suas obras, mas quando o fizer vou seguir o conselho dos próprios castelhanos:

— É preciso ler primeiro a biografia dele para entender a obra.

Essa é, a propósito, uma referência importante. Quiroga foi um escritor de contos policiais e de terror. O curioso é que a temática provavelmente não foi escolhida por acaso. Toda sua vida esteve relacionada a acontecimentos trágicos: ele matou acidentalmente um amigo a tiros, viu o pai morrer de forma violenta e a mulher e os três filhos se suicidarem. Por fim, acometido de câncer na próstata, ele também se matou (em 1937, em Buenos Aires).

Com certeza, as obras de Quiroga — desde a biografia até as mais conhecidas como Anaconda e Contos de amor, loucura e morte — estão na minha lista de livros a serem lidos em 2008. Na Feira do Livro em Santa Cruz, que vai até domingo, vou aproveitar a visita para descobrir se Quiroga chega a ser uma aposta dos livreiros do interior gaúcho.”

Postado por Rosane Tremea

Comentários (2)

  • Elisa Ines Christ Theves diz: 16 de março de 2009

    Ola eu estive na casa de quiroga á um mes atras, a casa tras trasos assustadores da morte de sua falecida esposa,na Argentina a senhora que cuida sua casa é muito simpatica porem precisa de ajuda, doem, ajudem a quem cuida tâm bem do patrimonio cultural de todos, quem puder visitar sua casa va atras de sua casa onde ele criava cobras e visitem a pedra onde tirava seu tempo para escrever é de dar arepio bjos a todos
    Elisa

  • Jefferson Bittencourt diz: 10 de setembro de 2009

    Oi Roseane. Sou diretor teatral e atualmente estou com um espetáculo baseado no conto de Quiroga. Chama-se `A Galinha Degolada`. Dá uma olhada aqui: http://www.youtube.com/watch?v=XrbQeKktkPc

    Você sabe de algum Festival ou encontro cultural em Salto onde possamos apresentar a nossa obra?

    um abraço!!

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