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O guia da semana é Roma

24 de junho de 2008 0

Escrever sobre ROMA… Taí uma coisa muito fácil e muito difícil… Dá para falar milhares de coisas sobre Roma. É da cidade o guia que o caderno Viagem e o Recorte e Guarde vão oferecer aos seus leitores nesta semana (clique aqui para saber como participar).

Para solucionar este dilema, resolvi reproduzir aqui um texto que escrevi para o caderno Viagem em julho do ano passado, quando o COLISEU ganhou o título de uma das Sete Maravilhas do mundo moderno. Confira abaixo:



De Roma, a primeira imagem gravada na minha memória é a de um pôster. Explico: cheguei à cidade num final de tarde de dezembro, mais de uma década atrás. Escurecia. Depois de fazer o check in, instalei-me no
apartamento 308 de um simpático hotel da Via Labicana. Confortável,
apesar de pequeno.


Para vencer uma certa claustrofobia, antes de desfazer a mala ou qualquer reconhecimento de outro tipo, dirigi-me à janela. Era, na verdade, uma espécie de sacada. Afastei as cortinas e estaqueei. O que estava ali, diante de meus olhos, era um pôster. Que coisa, pensei, esses europeus: tentam ampliar os ambientes com fotografias.

Apesar do frio, abri também a janela. E o pôster permaneceu. Era nada menos do que o Coliseu iluminado. Ali, bem diante de meus olhos, à vista de minha sacada, imóvel, como há quase 2 mil anos. A obra do imperador Vespasiano à minha janela.

Foto: Andrew Medichini

A fachada, pilhada ao longo dos séculos, nunca me pareceu tão imponente, apesar das referências acumuladas durante os meus anos de vida. O espaço
para 55 mil pessoas onde mais de 9 mil animais seriam trucidados só nos combates iniciais, em 80 d.C, nunca me pareceu tão irreal. No entanto, estava ali.


O hotel de minha primeira visita a Roma passou por reformas profundas, é o que consigo ver em seu site na Internet. E acrescentou Colosseo ao seu nome fantasia. Subtraia o fato de animais e homens terem morrido em seu interior em lutas sangrentas. Melhor não pensar nisso.

O monge e historiador inglês Beda disse, em sua obra De temporibus

liber (século VII), que “enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma cairá e acabará o mundo”.


Que fique bem ali onde está. Um dia pretendo voltar ao apartamento 308 do hotel da Via Labicana. E espero rever meu pôster, uma maravilha do

mundo novo.”


O hotel que me permitiu essa visão na época se chamava Delta. Hoje é o Mercure Roma Delta Colosseo.

Postado por Rosane Tremea

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