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Festa na minha terra

11 de fevereiro de 2010 3

Todo ano, em fevereiro, tem festa na GRUTA DE ITAPUCA, no interior de Anta Gorda, minha terra natal.
Perdi a conta de quantas vezes fui até lá, não só para a festa, mas também porque é uma atração turística. Quando meus pais eram vivos e passávamos todos juntos o Natal lá, era tradição fazermos um passeio/piquenique. Íamos todos, irmãos, cunhados e sobrinhos, com tantos suprimentos que dava para viver na gruta por algumas semanas.

Sempre tive medo de entrar nela. A sensação é de que aquele maciço de pedra, que vai se fechando aos poucos, caia sobre mim. Não cai, claro, mas é uma fantasia de infância. Na entrada, tem 30 metros de largura; nas partes mais altas, um pé direito de 3 metros de altura; 115 metros de comprimento. Fica nesse distrito chamado Itapuca, que é uma gracinha, muito pitoresco.

Sempre aconteciam coisas interessantes quando ia pra lá. Uma vez, criança, fomos com o pai de uma amiga em seu Jeep dos anos 40 (aliás, durante anos, esse Jeep, que pertenceu a um tio meu, foi usado em sociedade entre o pai dessa amiga e meu pai – sociedade improvável hoje, não?) para mostrar a gruta a uns visitantes. Na volta, todos os que estávamos na parte detrás do carro vimos o que jurávamos ser um disco voador. Era algo luminoso que se movia. O pai da minha amiga traduziu nossa visão como sendo a de uma “nuvem luminosa”, categoria que ele criou ali na hora. Podia ser um avião, a lua atrás das nuvens ou qualquer outra coisa que, com a nossa imaginação, virou um disco voador. Para mim, continuou sendo um mistério.

Outra vez, já no final da faculdade, levei uns colegas que me visitavam para conhecer nossa principal atração turística. Na volta, tivemos uma infeliz ideia juvenil: resolvemos colher, sem pedir licença, apetitosas espigas de milho que se ofereciam à beira do caminho. Foi um desastre. O dono das terras, coberto de razão, subiu lomba acima com uma espingarda na mão. Sem explicações… não havia o que dizer. Para nossa sorte o caso não acabou na delegacia. Devolvemos o milho e pronto, voltamos com o rabinho no meio das pernas.

Mas vamos à festa, que era afinal o motivo do post.
A gruta, como toda gruta de lugar colonizado por italianos, como eu já comentei num post dias atrás, tem uma santa, Nossa Senhora de Lourdes, e é lugar de peregrinação (hoje, qualquer intervenção dessas seria fatalmente condenada por ambientalistas).
E todo mês de fevereiro tem romaria e festa no local.
Neste ano vai ser nos dias 14 e 15 de fevereiro. É a 76ª festa.

Nos dois dias tem missa às 9h30min, 11, 13h30min e 15h.
E claro, almoço ao meio-dia, com jogos tradicionais durante todo o dia. 
Anta Gorda fica a cerca de 200 quilômetros de Porto Alegre, no Vale do Taquari. Itapuca fica a 17 quilômetros de Anta Gorda, e a ligação é uma estrada de chão, mas a estrada costuma ser boa, e as paisagens compensam.

Comentários (3)

  • Zelmira Angela Chiesa Mazzutti diz: 12 de fevereiro de 2010

    Bacana essa sua materia….
    Adorei, sabes porque???Tambem estive la por várias vezes..
    Nasci em Putinga, não mto.longe dai…Então ir até a Grupa de Itapuca..era a festa!!!!!!!

  • Tiago diz: 12 de fevereiro de 2010

    Eu conheci na região uma gruta muito linda em Dr. Ricardo, são bastante parecidas. Abraço, Tiago.

  • Silvete diz: 18 de fevereiro de 2010

    Gostei muito de ler sobre esta gruta, aliás, sou também natural de Anta Gorda e a conheço.Conheci este lugar ainda muuito pequena, numa dessas excursoẽs do colégio,e a visitei várias vezes. É um lugar místico e muito lindo. Parabéns Rosane por divulgar nossa terra natal e que mais pessoas pudessem conhecer. Até uma questão de turismo para o municipio.Um grande abraço SILVETE

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