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Lições de Vancouver para o Brasil

02 de março de 2010 5

Eu não poderia querer colaborador melhor. Constantin Sokolski enviou no ano passado textos e fotos falando sobre os preparativos para os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver. Depois mandou nova colaboração às vésperas do evento. Ontem, dia seguinte ao encerramento, remeteu uma análise com contribuições aos brasileiros que terão Copa do Mundo (2014) e Olimpíada (2016) na sequência. Não pense que está muito longe não. Você reparou que há minutos estava vendo os fogos do Réveillon e já se passaram dois meses de 2010…?!

Vamos então ao texto e às fotos de Constantin:

Neste globo encontra-se o Science World, museu interativo dedicado às ciências. Possui também um cinema IMAX (invenção canadense). Parte do mesmo foi utilizado pela delegação de Sochi, cidade da Rússia sede dos próximos jogos em 2014.

“Terminaram os Jogos Olímpicos de InvernoForam 17 dias empolgantes.

Vancouver, no seu dia a dia cosmopolita e multicultural, ficou ainda mais global, com a vinda de pessoas do mundo inteiro.
Ao acompanhar a emoção provocada pelo evento, não pude deixar de lembrar de Porto Alegre e do Rio, que num futuro próximo sediarão também eventos importantes.


Seguem algumas observações:


a) Vancouver procurou fazer uma Olimpíada Verde. Ou seja: todas as pessoas utilizaram o transporte público para se deslocar aos eventos.
Apresentando o ingresso , o transporte era de graça.
Verifiquei que isto foi obedecido. Não houve carros particulares e muito menos congestionamentos em torno dos estádios.


b) Civilidade das pessoas. Não ocorreu nenhum empurra-empurra na entrada ou saída dos eventos. Ninguém tentou furar as filas existentes.

c) Todos os ginásios estiveram quase sempre com a lotação completa, independente do evento ou dos países participantes. Todos os atletas foram aplaudidos e incentivados.

d) Políticos, quando presentes, não fizeram nenhum discurso.

e) Houve atividades culturais paralelas aos jogos.

O sistema de segurança similar ao dos aeroportos, antes do embarque.  Foi vedado inclusive levar líquidos para dentro dos estádios. A olimpíada custou 6 bilhões de dólares canadenses, dos quais 900  milhões foram dispendidos com a segurança da olimpiada. Veja como é  alto este índice.

Vista noturna dos totens no Stanley Park (o maior parque urbano do mundo) com parte do centro ao fundo. Durante as 17 noites do evento, houve espetáculos de raios laser em Vancouver.

Comentários (5)

  • Recortes de Viagem » Blog Archive » Lições de Vancouver para o Brasil – viagem diz: 2 de março de 2010

    [...] http://wp.clicrbs.com.br/recortesdeviagem/2010/03/02/licoes-da-olimpiada-de-vancouver-para-o-brasil/Sem?topo=13,1,1,,,13 nenhum outro objetivo que não compartilhar experiências, escrevo aqui dicas e curiosidades de [...]

  • elio diz: 2 de março de 2010

    Ora, é só pôr uma sambista seminua pra desfilar sambando e improvisar tudo, desviando a comissão (30%) pros políticos, empreiteras e governos se divertirem que tudo ficará bem, como de costume brasileiro.O Brasil não é um país sério faz tempo.

  • Angelo diz: 2 de março de 2010

    Eu não creio que tenhamos competência para oferecer ao mundo um evento como este com a qualidade que temos visto. Imagino que no primeiro arrastão, feito por “torcidas” organizadas, o Comitê resolva encerrar os Jogos e as Olimpíadas. É triste. É vergonhoso. É a nossa realidade.

  • Gilmar diz: 2 de março de 2010

    Já pensou um globo deste a beira do Guaíba, os eco-chatos, donos da verdade em Porto Alegre, nunca deixariam acontecer. Estou pessimista com a Copa no Brasil. Se teremos melhorias que serão um legado para a cidade? Poucas e, com certeza, segurança não será uma delas.

  • Constantin Sokolski diz: 2 de março de 2010

    Rosane, é sempre um prazer colaborar com seu blog.
    O comentário do Gilmar, faz-me lembrar de como a beira do Guaíba é mal aproveitada.
    Em Vancouver havia uma zona decrépita e feia, a beira da água, mas que em poucos anos foi transformada num belo bairro (Yaletown) com praças arborizadas, e largos caminhos à beira d’agua. Bem mais isto já seria tema para outro post.

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