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Cracóvia, uma joia do Leste

04 de setembro de 2010 2

A contribuição deste post veio do colega VINICIUS VACCARO. Sem mais delongas, deixo que ele fale sobre seu destino recomendado:

“Praga, a Paris do Leste, é destino obrigatório. A bela Budapeste também encanta os turistas. Mas um destino menos óbvio e que merece ser considerado nos planos de quem viaja para a porção oriental da Europa é Cracóvia.

Separada de Varsóvia por 300 quilômetros, essa linda cidade do sul da Polônia, a segunda maior no país do papa João Paulo II, foi poupada de bombardeios e fogo de artilharia na II Guerra Mundial. Assim, preservou seus prédios históricos. Mil anos de história, diga-se de passagem.

Por séculos, foi a capital da Polônia. Às margens do Rio Vístula, o fortificado e imponente Castelo de Wawel, que serviu de sede de governo, é uma das principais atrações. Reserve pelo menos um turno do dia para conhecê-lo, em especial os aposentos reais e a sala de tesouros, em visitas guiadas em inglês.

A exemplo de muitas das cidades europeias, as áreas de interesse de Cracóvia estão compactadas em um perímetro que pode facilmente ser percorrido a pé.

Se ficar hospedado nas cercanias do eixo Cidade Velha-Kazimierz, melhor. Mas considere também a possibilidade de locomover-se de bondes. Baratos, trata-se de uma boa alternativa para um city tour econômico.

Um bom ponto de partida é a Rinek Glówny, a ampla Praça do Mercado, no coração da Cidade Velha. Na época de calor, cafés e restaurantes costumam ficar abertos até a madrugada, com mesas ao ar livre. Quase cortada pelo mercado, a praça é o melhor ponto para providenciais pit stops de turistas. Até porque as ruas da Cidade Velha, muitas das quais reservadas à circulação de pedestres, parecem sempre conduzi-los para lá.

Na Cidade Velha estão concentrados alguns dos melhores restaurantes da culinária polonesa. Uma dica: fuja das armadilhas de turistas e evite os restaurantes da Rinek Glówny (a não ser, claro, que você não se importe de pagar mais caro). Aposte em sopas, cogumelos, pratos à base de carne de porco e os pierogis, os pastéis de massa cozida, feitos na hora.

Uma caminhada mais ao sul leva ao histórico bairro Kazimierz. Pelas ruas desse reduto judaico encontram-se a maioria das sinagogas da cidade. Num dia ensolarado, prolongue o percurso até o Vístula, caminhe pelo calçadão e reserve-se ao direito de beber um cerveja local – recomendo duas: Tyskie e Zywiec (mas não me pergunte como é a pronúncia) – em um dos barcos transformados em bares/restaurantes ancorados nas margens do rio que corta de cidade de leste a oeste.

Vinicius com a mulher, Ana Paula, experimentando uma das cervejas das quais ele fala

Outros passeios

Há dois roteiros a partir de Cracóvia altamente recomendados para quem vai ficar mais de dois dias na cidade:

O principal deles é conhecer os campos de concentração de Auschwitz (Oświęcim, em polonês), distante cerca de 60 quilômetros. Na área declarada patrimônio mundial pela Unesco, dois campos preservados expõem a crueldade sem limite do Holocausto. Nos balcões dos hotéis há ofertas de roteiros com guias. Se preferir uma viagem mais reservada e sem pressa, experimente ir para lá de trem. Programa-se para passar o dia em Auschwitz (leia mais sobre esse roteiro no blog do caderno Cultura, clicando aqui).

Outro passeio que desperta bastante interesse é uma visita à Mina de Sal de Wieliczka, a cerca de 15 minutos de carro do centro de Cracóvia. Ok, eu sei que em dias de Big Brother forçado sob terras chilenas não é estimulante sugerir um roteiro que o leve a mais de cem metros pelos subterrâneos, mas acredite (eu acreditei…), é seguro. Com uma temperatura constante de 14°C, a mina é composta por um labirinto de 300 quilômetros de galerias, com aproximadamente 3 mil câmaras (das quais 22 incluídas no roteiro para turistas) e nove andares.

Por quase nove séculos a exploração de sal rendeu dividendos para a cidade. Hoje, chama a atenção as incrível esculturas feitas em blocos de sal e uma impressionante capela. Se algo ocorrer… bom, há bares, restaurantes e até um teatro espalhados estrategicamente pelas galerias.”

Comentários (2)

  • Jeferson diz: 4 de setembro de 2010

    Cracovia e realmente impressionante…….interessante tambem e conhecer a Universidade
    onde estudou nada mais do que……Nicolau Copernico!!!!
    A basilica na praca central possui um altar em estilo barroco de cair o queixo….
    Que saudade….tomar vodka nos bares!

  • Constantin Sokolski diz: 4 de setembro de 2010

    Fotos e texto excelentes. A Mina de Sal citada, deve ser parecida com a Catedral do Sal que existe um Zipaquirá, na Colombia.

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