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Urubici, em Santa Catarina, no inverno e em qualquer estação

27 de outubro de 2010 6

Ainda durante o inverno, a VANESSA HACK GATTELI enviou essa contribuição para falar sobre URUBICI, em Santa Catarina. Aproveito para publicar agora, que é um destino que pode ser uma opção em qualquer estação. Lá vai o que a Vanessa escreveu, ipsis litteris:

“Primeiro quero dizer que amo teu blog! Além dos destinos clássicos, você sempre coloca alguns lugarejos especiais que são lindos! Lembro de uma vez que você postou sobre um café colonial no Walachai, em Morro Reuter. No mesmo fim de semana fui até lá e minha impressões sobre o lugar foram as mesmas que as tuas!

Estou enviando uma colaboração de um lugar que não consta AINDA no teu blog e que é fantástico. É a cidade de Urubici, perto de São Joaquim, na serra catarinense.


Eu e meu namorado fomos até lá em maio de 2009. Fomos pela Serra do Rio do Rastro, para aproveitar e conhecer essa estrada também. O problema é que pegamos neblina praticamente o caminho todo. Tenho fotos bem no início da serra e outra com a neblina densa de fundo, de dentro do carro mesmo.

Chegando lá, temos uma bela vista da cidade.

Ficamos hospedados na Pousada Alto da Colina. É maravilhosa! O lugar tem aquecedores potentes, lareira, hidromassagem e café da manhã com direito a bolo saído direto do forno para nossa mesa!

Sobre como chegar até os pontos turísticos, o centro de Informações Turísticas tem funcionários atenciosos e simpáticos.

Fomos até a Cachoeira do Avencal, o acesso é um pouco difícil. É preciso deixar o carro e fazer uma trilha (para mim, motivo de diversão) no meio das pedras. Pra quem não gosta de caminhar, é possível ver da estrada a cachoeira do lado de cima.


Perto dessa cachoeira estão inscrições rupestres de aproximadamente quatro mil anos.


Dali, partimos para o principal ponto turístico da cidade, o Morro da Igreja, a 1.822 metros de altura, onde fica a famosa Pedra Furada. O lugar é de deixar a gente hipnotizado. Fiquei sei lá quantas horas lá em cima, em silêncio, só admirando a paisagem. Nesse dia tivemos sorte, pois o tempo estava limpo e conseguimos ver tudo.

É nesse lugar que foi registrada a mais baixa temperatura da história do Brasil, em 29 de junho de 1996: – 17,8ºC. A sensação térmica chegou a – 46ºC!!! É lá também que fica o Cindacta II, responsável por dar as coordenadas para os aviões.


Seguimos então para o que seria o final da Serra do Corvo Branco. O traçado dela é muito parecido com o da estrada da Serra do Rio do Rastro. A diferença é que não tem asfalto e por segurança não é recomendado que turistas trafeguem nela. Mas dali do finalzinho dela temos uma vista maravilhosa. Ali também pode ser visto o maior corte em rocha no Brasil: 90 metros.


Também vale a pena conferir a caverna que foi feita por índios, a pejorativamente chamada Caverna do Rio dos Bugres. Fica em uma propriedade particular (não é cobrado nada para entrar) a 11 km do centro.

Rosane, espero que goste da minha contribuição! Um abraço!!


***

Eu adorei a contribuição, Vanessa. Muito obrigada!!!!

Comentários (6)

  • Jeandro diz: 27 de outubro de 2010

    Belo post! esta região de SC é muito bonita, fiquei curioso pela Serra do Corvo e a Cascata, pois quando fui a cidade nao deu tempo de conhecer…

    No meu blog tambem tem um post de Urubici com o Morro da igreja sobre as nuvens, uma das visões mais fantasticas q ja vi http://www.caminhosdosul.com.br/2010/04/sao-joaquim-urubici-e-serra-do-rio-do-rastro-sc/

    Abraços

    JEandro

  • ILIDIO VILMAR NICOLINI diz: 27 de outubro de 2010

    é isso aí, temos aqui no Brasil, em demais paises sulamericanos, belezas mil naturais e não aquele artifialismo de 1o mundo europeu e norte americano……viajando pela Europa não vi nada de especial a não ser aquela cultura e arte milenar.

  • Chiappeta diz: 4 de novembro de 2010

    Há necessidade de corrigir uma informação.
    O CINDACTA II ( Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo) fica na cidade de Curitiba, capital do Paraná. Na cidade de Morro da Igreja fica apenas um Destacamento de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA), subordinado ao CINDACTA II, ambos órgão da Força Aérea Brasileira.

    Na penúltima foto, onde há uma torre verde com uma bola cinza em cima, é a torre onde está instalado o radar (dentro da bola) que envia informações para o Centro em Curitiba, responsável pelo controle de voo de toda a região sul e sudeste do Brasil.

    Curiosidade: foi necessário colocar a proteção em formato de bola em torno da antena do radar, pois os vento fortes (alguns com mais de 70km/h) atrapalhavam o giro da antena.

    Abraço a todos,
    Sargento Chiappeta

  • Recortes de Viagem » Arquivo » Urubici, de novo, só para confirmar diz: 15 de novembro de 2010

    [...] atrás uma leitora, a Vanessa Gatelli, escreveu dando dicas preciosas sobre URUBICI (clique na palavra para ver o post original), em Santa [...]

  • Recortes de Viagem » Arquivo » Um roteiro para Bonito diz: 23 de novembro de 2010

    [...] Hack Gatteli, que há pouco enviou uma bela contribuição para o blog sobre URUBICI agora vem com uma nova, ainda mais legal, sobre BONITO.  Acompanhe abaixo o que a leitora do blog [...]

  • Heinrich Frank diz: 23 de fevereiro de 2012

    Olá:

    “caverna que foi feita por índios” – nananinanão !!

    Aquilo é um sistema de túneis cavadas por preguiças gigantes há mais de 10.000 anos atrás. DEPOIS que as preguiças se extinguiram (palavra-chave: megafauna cenozóica sul-americana) os índios entraram e rabiscaram nas paredes (ops, petroglifos ou inscrições rupestres). MAIS TARDE, um bando de caçadores de tesouros que achava que aquilo era uma mina de prata dos jesuítas, escavou e cavocou naqueles túneis. MAIS TARDE AINDA, hordas de turistas rabiscaram as paredes de novo – são as famosas “inscrições burrestres”, produzidas pela espécie “homo sapiens asinus”.

    Em Urubici já catalogamos 40 localidades com túneis. Leia mais: http://www.ufrgs.br/paleotocas. E se encontrar uma paleotoca, nos avise: paleotocas@gmail.com. Obrigado.

    Frank

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