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Sobre príncipes, princesas, reis e rainhas

14 de fevereiro de 2011 3

A realeza tomou conta do meu domingo.

Explico:

  • terminei de ler Um Certo Verão na Sicília, que conta a história de um príncípe italiano e sua paixão plebeia;
  • me contaram, nesse mesmo dia, que minha afilhada de pouco mais de três meses ouviu pela primeira vez uma das histórias de O Livro das Princesas, que eu dei a ela ainda antes do nascimento; e consta que ouvia tudo de olhos arregalados, muito interessada;
  • por fim, fui ao cinema para ver O Discurso do Rei que, apesar de algumas críticas às vezes desfavoráveis mesmo com favoritismo no Oscar, eu “recomendo vivamente” (adoro dizer isso!)


E fiquei cá perguntando aos meus botões por que todos nós, da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas aos pobres mortais, temos esse fascínio por príncipes, princesas e reis…

De minha parte, preciso fazer uma confissão: fiquei horas de pé numa cerimônia, no último novembro, à qual compareceu toda a Família Real Britânica. Foi obra do acaso, mas eu fiquei. Vi a todos de longe, mais pelo telão do que a olho vivo, que eu estava próximo, mas não tanto.

Estava em Londres em meu último dia de viagem, e fui ao Palácio de Buckingham para ver a troca da guarda da rainha. Dei com a cara na fonte. Naquele dia não haveria a troca da guarda…

Por que a rainha e toda a torcida do Manchester United estavam próximos dali, em Whitehall, para a cerimônia dominical do Dia do Armistício, a celebração do final da Primeira Guerra Mundial.

Durante essas celebrações, que duram a semana toda, o Big Ben, às 11h do décimo primeiro dia do décimo primeiro mês, toca 11 badaladas. E todos fazem dois minutos de silêncio portando papoulas nas lapelas, nos carros, em tudo…

Eu já tinha visto a cerimônia do dia 11,e agora acompanharia a do domingo, no dia 14, com a Família Real e todos os ministros.

Depois de passar por uma revista rigorosíssima, me plantei ao lado da rua, no cordão de isolamento, acompanhando o desfile de veteranos de guerra. Às 11h em ponto (a pontualidade britânica não é força de expressão) começam a colocar as coroas de papoulas, a rainha primeiro, no monumento aos mortos na guerra, o Cenotaph.


Abaixo, dois videozinhos que eu fiz do momento em que a rainha deposita a coroa de papoulas e outro em que todos cantam juntos.


Fazia muito, mas muito frio. E começou a chover. Acompanhei o início e o desfile de nobres e plebeus. E aí fui embora, que nem um chá das 5 com a rainha me salvaria da gripe!

Bem, depois de todas as fotos, aí vai o trailer de O Discurso do Rei, que se ganhar o Oscar, na minha modesta opinião, terá sido bem merecido.


Comentários (3)

  • Izane diz: 14 de fevereiro de 2011

    O que chama a atenção, é a curiosidade de ver a pompa, os “rituais”, as carroagens e observar pessoas que são exclusivamente palacianas.

  • Solange Campello diz: 18 de fevereiro de 2011

    Muito legal o post!
    Também adorei “O Discurso do Rei”.
    Sucesso!

  • Recortes de Viagem » Arquivo » No encalço do Rei George VI diz: 26 de fevereiro de 2011

    [...] favorito ao Oscar, que será neste domingo, dia 27, O DISCURSO DO REI (sobre o qual já escrevi aqui), tem um interessante roteiro de locações na [...]

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