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Persépolis, ponto culminante de uma viagem

25 de fevereiro de 2011 0

Com certa apreensão, acompanho a viagem do Beto Conte e seu grupo pelo Oriente Médio, diante de todos os protestos e da violência de que já foram vítimas especialmente a Tunísia, o Egito e a Líbia.

Mas Beto manda notícias sempre sobre as andanças com seu grupo e diz que estão todos em segurança, a essa altura passando pelo Irã.

Nesse recado enviado abaixo, ele conta a passagem por PERSÉPOLIS.

Confira:

Teu leitores podem nos acompanhar no www.betonomundo.wordpress.com pelo Irã. Estamos em Shiraz onde visitamos Persépolis – a capital Persa Aquemenida de Dario no século 6 a.C.

e seguimos para Esphahan – que teve um renascimento persa com a dinastia Safavídia no século 16. Acompanhando os acontecimentos turbulentos no Oriente Médio.”


Viagem ao mundo Persa Achemenida de Dario


“Antiga capital cerimonial da dinastia persa Achemenida, é o ponto culminante de qualquer viagem ao Irã. Persépolis tem sua história atrelada a Dario I, que a construiu, e a uma sequência de Xerxesses e Artaxersesses, que a ampliaram ao longo de um século e meio. No caminho ao centro arqueológico, a 40 quilômetros de Shiraz, nosso guia Ali foi criando a atmosfera dessa viagem no tempo nos relembrando a história da construção do maior império de seu tempo a partir de Ciro, o grande, descrito por Herodoto como o soberano ideal, a expansão até o Egito com seu filho Cambises, e o apogeu com Dario e Xerxes, até a conquista por Alexandre da Macedônia em 330aC.


Dario I decide construir, em 512 a.C., Persepólis como símbolo do império que se estendia da Etiópia a Índia, passando pelo Egito e Mesopotâmia. Nas comemorações do ano novo solar persa, No Ruz, no equinócio da primavera, de 21 a 24 março, representantes das 23 satrapias que compunham o império vinham a Persépolis prestar homenagem ao “rei dos reis” com ricas oferendas e tributos.


Ao entrarmos pelo Portão de Xerxes, também chamado de portão das Nações, com enormes figuras de touro-alado em estilo Assírio, imaginamos a sensação de admiração pela monumentalidade do complexo. Ao subir as escadas que levam ao palácio Apadana, as paredes decoradas com baixo-relevo das delegações trazendo presentes ao soberano persa fortaleciam a imagem do poder do maior império de todos os tempos até então.


Trata-se de um registro na pedra da diversidade dos povos do império representados em suas vestimentas, adereços, traços físicos e riquezas oferecidas.


Visitamos também o museu com Xerxes entalhado na rocha, o palácio de Dario, Xerxes e das 100 colunas, além da sala do tesouro – saqueado por Alexandre, que teria carregado milhares de camelos com as riquezas da cidade.

Após o almoço visitamos Raqsh-e-Rostam, a necrópolis Acheminida com tumbas de Dario I e II, Xerxes e Artaxerxes. Na base das tumbas, baixo-relevos do período Sassanida, representando a fundação por Ardashir do 2º império persa (séculos 3 a 7 d.C.) e das vitórias contra os romanos pelo de seu sucessor Shapur, que aprisionou o imperador Valeriano.”



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