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Uma expedição pela Colômbia

18 de março de 2011 1

O EVANDRO COLARES, biólogo de Porto Alegre que costuma frequentar o blog comentando ou enviando colaborações, escreve desde a COLÔMBIA, para onde embarcou no último dia 10 com sua companheira, Márcia.

Ele, que normalmente viaja de carro pela América do Sul, desta vez seguiu de avião.

No roteiro estão a capital, Bogotá, Santa Marta, de mar e montanhas, a “cidade amurallada” de Cartagena de Indias e a caribenha ilha de San Andrés, com seu mar de sete cores.

Reproduzo abaixo o post que ele publicou no seu blog, VIAJANDO NA PATAGÔNIA E AMÉRICA DO SUL, sobre o Parque Nacional Tayrona. Se quiser seguir o resto da viagem, confira no blog do Evandro.


“No último domingo fizemos um passeio ao Parque Nacional Tayrona. Este é considerado um dos parques mais lindos e populares da Colômbia, com muitas praias, selva, serras e trilhas. Tinha tudo para ser uma maravilha de passeio, mas não foi bem assim que aconteceu. A gente entrou numa roubada, pelo menos foi esse o nosso sentimento!

Tomamos uma lancha em Taganga com mais outras 15 pessoas e seguimos para o Parque lá pelas 10h. Logo depois que saímos da bahia de Taganga entramos em mar aberto numa navegação costeira. E o mar estava muito picado! Os primeiros vôos do barco e os borrifos foram legais e divertidos, todo mundo foi rindo, mas depois de 15 minutos batendo as costas, saltando do banco e todo ensopadado nós começamos a rezar para que a viagem terminasse logo. Só que ainda faltavam mais 50 minutos de provação para chegar a Cabo San Juan de la Guia, nosso destino no parque.

Bem, depois de um tempo eu não olhei mais para o relógio, pois era pior, custava mais a passar o tempo. Eu só olhava a Márcia e ficava com peninha da carinha de assustada dela, toda contraída, agarrando-se do jeito que dava para não pular fora da lancha! Os outros passageiros também foram “murchando” ao longo do percurso. E ainda bem que por prevenção nós tínhamos tomado comprimidos de Dramin para evitar o enjôo e foi essa a nossa salvação para a história não terminar em pesadelo.


Depois de passarmos por várias e várias enseadas na costa chegamos a Cabo San Juan. Uma praia lindíssima, diria mesmo que paradisíaca. Só que o nosso moral tinha ficado tão para baixo que, sinceramente, a gente nem chegou a curtir. Parece que tínhamos tomado, como se diz lá pelo sul do Brasil, uma tunda de relho das boas, hehehe (hoje eu já posso rir da situação)!!! Parecendo dois cachorros molhados sabíamos que teríamos enfrentar uma volta dolorosa, ai, ai, ai!!! E não tinha outra alternativa, pois o parque situa-se numa área isolada e o acesso por terra pode ser feito de auto somente até a entrada do parque. Nos deslocamentos internos é necessário utilizar as trilhas que cruzam serras e selva. E de chinelinho de dedos não ia dar para encarar, até mesmo porque a passagem de volta já estava paga! Bom, o negócio foi tentar relaxar da melhor forma possível e curtir o que dava. Secamos ao sol, tomamos algumas fotos e caminhamos no entorno próximo para às 15:30 embarcar novamente para Taganga. A sorte que, com vento a favor, o trajeto da volta foi mais rápido, mas ainda assim saltamos muito do banco da lancha e batemos bastante as costas no encosto. Ao final parece que tínhamos tomado uma verdadeira surra!


Se você desejar fazer esse passeio de lancha até o Parque é possível, principalmente com espírito de aventura, mas não faça um bate e volta como nós fizemos. Proteja sua bagagem e equipamentos com sacos plásticos e prepare-se para se molhar com os borrifos de água. Utilize um impermeável leve se desejar. Programe-se para ficar pelo menos uma noite no parque. Em Cabo San Juan existe camping, restaurante e você também pode alugar uma rede com mosquiteiro para dormir à noite. O lugar é muito astral e merece a visita, sem sombra de dúvidas. A passagem na lancha desde Taganga custa COP$ 40.000,00 por pessoa, portanto são COP$ 80.000,00 ida e volta. Paga-se mais COP$ 35.000,00 de ingresso no Parque ao desembarcar na praia. E “suerte” amigo, hehehe!”

Comentários (1)

  • Evandro Colares diz: 23 de março de 2011

    Oi, Rosane! Agora relendo o post eu fico dando risadas da nossa empreitada até o Parque Tayrona. Quero acrescentar que a Colômbia é um grande barato, estamos adorando seus locais turísticos e o povo é muito “chevere” (bacana, na expressão local). Terei muitos posts para escrever sobre a Colômbia! Um grande abraço, diretamente da Colômbia!

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