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Jardins de colônia

09 de maio de 2012 3

Quando eu era criança, tinha quase vergonha do jardim cuidado com zelo por minha mãe. Achava uma bagunça aqueles canteiros entremeados de caminhos construídos com restos de tijolos, telhas quebradas, pedras recolhidas no quintal.

Desgostava da profusão de tipos e cores, da mistura de espécies de flores que se engalfinhavam, cada uma buscando seu espaço.

Minha mãe raramente voltava da visita a uma vizinha ou parente sem trazer mais uma muda, uma semente, um acréscimo àquela babilônia botânica.

Eu preferia um jardim alinhado, só de rosas ou de espécies mais nobres. Muito, mas muito, mais tarde encontrei beleza naqueles projetos paisagísticos maternos e, hoje, uma das coisas de que eu mais gosto é o que eu chamo de “jardim de colônia”. Com liberdade para plantas flores e, especialmente, para os jardineiros!

Pensamentos desalinhados, para começar a semana.

Comentários (3)

  • Mirtes M. Ecker diz: 9 de maio de 2012

    Olá Rosane,lendo este texto,viajei até a infância e senti muita saudades,que tempo bom aquele, não? È assim mesmo que lembro do jardim da mãe. beijos
    Luz e Paz

  • MARIA LUCIA WOLFART BECHERT diz: 25 de maio de 2012

    Olhando estas fotos tive até dúvida se não eram dos canteiros da minha mãe ( antigamente) , ou os de hoje, da mãe do meu esposo. A minha mãe também trazia mudinhas cada vez que voltava de uma visita. E era aquela coleção, tudo misturado!
    Hoje com 88 anos, ela ainda cuida das flores e fica muito feliz quando ganha umas mudas que ainda não tem em seu jardim.
    Abraço.
    MOA.

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