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E, enfim, a (minha) Colônia do Sacramento

21 de maio de 2012 2

Não consegui contabilizar por que o blog, lá pelas tantas, perdeu a classificação das postagens mais antigas.

Mas há muitos e muitos posts nos meus Recortes de Viagem sobre Colônia do Sacramento.

Nunca havia ido e já tinha sido promessa de viagem do ano passado, reprometida para 2012.

Enfim, cheguei. Cheguei num dia de outono à tardinha. E ela não me decepcionou. O primeiro encontro!? Arrebatador! Quer ver?

Colônia fica a 177 quilômetros de Montevidéu, a capital uruguaia.

Há várias formas de se chegar até lá, mas vou contar como foi o meu jeito, bem fácil:

  • Tomei um voo de Porto Alegre, que tem duração de 1h15min (fui pela Gol, mas TAM, Pluna e Aerolíneas Argentinas também fazem o trajeto), para Montevidéu.
  • Do aeroporto de Carrasco, fui em táxi ao Terminal Tres Cruces, o terminal rodoviário, um roteirinho de meia hora.
  • Dali, um ônibus da COT me deixou no terminal de Colônia em pouco mais de duas horas (ônibus relativamente confortável, em estrada quase toda duplicada e em boas condições).

Fiquei na cidade quatro dias, o que causou certo espanto a mais de uma pessoa (gente da cidade): um “montón”! Até dava para entender a surpresa. É que Colônia é pequenininha, especialmente o centro histórico. São pouco mais de 25 mil habitantes e, aparentemente, não muitas atrações. A maioria dos visitantes vem pelo Buquebus, que cruza o Rio da Prata, desde Buenos Aires, em 50 minutos, para em geral passar apenas o dia. Ou vem para o final de semana. Por isso os quatro dias pareciam uma eternidade. Para eles. Para mim, não foram.

Colônia é daqueles lugares em que o tempo é valorizado. O muito e o pouco tempo. Quando éramos adolescentes, um dos meus irmãos dizia que acordava cedo para ficar mais tempo sem fazer nada. Parece desperdício, mas tem lá sua sabedoria. Eu acordava cedo, em Colônia, para ver o dia passar.

Num desses dias, sentei em um banco do Muelle Viejo, o mesmo lugar da foto acima, para esperar o pôr do sol. Podia ter chegado minutos antes, como ouvi de uma pessoa (o sol, segundo ela, teria seu ocaso exatamente às 17h45min). Mas compareci mais de duas horas antes disso. Sentei ali com um livro, me enrolei em uma manta e fiquei, observando as pessoas, o dia que ia embora, os barcos, o movimento do rio… Não desperdicei um só momento.


A Colônia que eu imaginava era exatamente essa. Antes descrita por outros, agora vista por mim. Vou falar ainda muito sobre ela.

***

P.S.: estou retornando de férias hoje, depois de 20 dias reconfortantes. Não foram muitas as peripécias. O vizinho Uruguai, o destino mais longínquo. Ainda assim, voltei com muitos recortes!

Comentários (2)

  • Eliane diz: 11 de junho de 2012

    Finalmente … e que bom que gostaste. Acompanhei a tua história sobre Colônia mas não tinha ficado sabendo que tinhas ido. Eu adoro. É uma cidade especial e quando fiquei sabendo como foi a recuperação da parte histórica ficou mais evidente o porquê do encanto dela. Não tenho a referência aqui (não estou em Porto Alegre) mas está num livro da Margarita Barreto sobre Turismo e Patrimônio Cultural. Para mim Colônia é uma cidade para voltar muitas vezes … abraços

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