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Um restaurante para conhecer em Pelotas

12 de março de 2013 1

Não se trata de complexo de vira-lata, aquele eternizado por Nelson Rodrigues.

Isso acontece não só no Brasil, já tive essa sensação em outros lugares.

Mas é que às vezes há lugares que parecem deslocados de onde estão. Sem puxar muito pela memória, alguns no Rio Grande do Sul que eu já descrevi aqui:

São museus, livrarias, restaurantes que poderiam estar em qualquer lugar do mundo e fariam bonito.

Tive essa sensação ao entrar no restaurante CHU, em PELOTAS.

Fui lá no final do ano passado e falei tanto dele ao vivo que achei até que já tivesse escrito sobre ele. Não tinha.

Saí de Porto Alegre com essa intenção, de ir até Pelotas pra conhecer o restaurante (uma boa PARA IR NO FINAL DE SEMANA). Fiz a reserva com antecedência e deu tudo certo. Quando cheguei, estava lá uma boa mesa reservada.

A mesa, aliás, ficava bem à frente da cozinha, que fica visível para todo o salão. É legal observar o movimento e ver o próprio prato ser preparado…

Essa coisa da cozinha no centro das atenções, de novo, me remete à infância na colônia italiana. A peça mais importante da casa, onde se passava a maior parte do tempo.

E ela tem tudo a ver ali, naquele restaurante de inspiração italiana, um antigo prédio do século 19 que sofreu as intervenções contemporâneas do arquiteto Rudelger Leitzke.


Para o prato principal, escolhi o sorrentino de bacalhau ao molho de nata.

A entrada era ótima, a sobremesa um sorvete artesanal, que foi o único que eu fotografei (sim, apesar de fotografar os pratos, eventualmente, eu fico constrangida), ainda que tenha ficado sem foco.

O espumante que acompanhou a refeição foi sugerido pelo pessoal do Chu, onde a carta de vinhos e a adega são bem respeitáveis.

Valeram a pena as três horas de carro até lá.

O lugar, a comida, a atmosfera… gostei de tudo.


Serviço

  • Funciona terça, quarta, quinta e domingo, das 18h30min às 24h
  • Sexta e sábado das 18h30min à 1h
  • Tem telentrega de pizzas a partir das 18h30min

Comentários (1)

  • Etienne Nunes diz: 14 de agosto de 2013

    Não entendi essa de “complexo de vira-lata” !?!
    Por acaso se refere a uma sugestão de que a cidade de Pelotas não comportaria um restaurante como o Chu ?!?
    Talvez a gente também pudesse pensar também “o contrário” !?!
    Sou pelotense e, apesar de viver atualmente em Santa Catarina por questões de trabalho, não esqueço o valor à cultura e o jeito único de viver que tem Pelotas, apesar das mazelas oriundas de governos realmente patéticos no município.
    Acho que Pelotas comporta qualquer espaço gastronômico diferenciado e exclusivo, o que não penso ser o caso do citado, apesar de reconhecer qualidades no estabelecimento.
    Quanto à Livraria Miragem, em São Francisco de Paula, não vejo melhor cidade para ela do que a própria São Chico, visto que é um município deslumbrante, de gente que preza também a cultura e a educação e, principalmente, não mede a sabedoria e o desenvolvimento de um povo pelo número de arranha-céus e pelo trânsito caótico de cidades desumanizadas.
    Sinto indescritível prazer ao entrar em São Chico e ver aquele grandioso lugar das Letras, pronto para receber os mais sensíveis leitores e curiosos, em meio àquelas paisagens deslumbrantes de uma cidade que, se seus habitantes quiserem, e seus políticos permitirem, não se deixará contaminar pela ganância materialista…e continuará a ser, simplesmente, a São Chico da Livraria Miragem – deleite para seus habitantes e os inúmeros turistas (não de massa) que hoje procuram lugares diferenciados e especiais.
    No Rio Grande do Sul, são duas cidades a conhecer “com prazer” – Pelotas e São Francisco de Paula! E ambas comportam qualquer estabelecimento, mas por terem “pedigree” e não serem “vira-latas”.
    Os estabelecimentos citados nessas duas situações por você, Rosane, não estão, de forma alguma, “deslocados” – estão mesmo onde deveriam estar!
    Também adoro viajar e, com certeza, viajo bem menos do que gostaria e bem menos do que você, mas quando o faço procuro deixar de lado “preconceitos” e visões generalistas. Viajo muito mais “com o sentimento e as sensações”.
    Foi mal essa de dizer que “há lugares que parecem que estão deslocados de onde estão” e que “fariam bonito em qualquer lugar do mundo”…como se não o fizessem exatamente porque estão onde estão.

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