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Onde mais levaríamos os visitantes para conhecer a alma da cidade, senão ao Mercado Público?

08 de julho de 2013 1

Venham do Interior, de outros Estados ou do Exterior… Sejam amantes da arquitetura, da história ou da gastronomia… Queiram um café ou um almoço, pretendam conhecer os sabores da nossa terra ou simplesmente conhecer um ponto turístico… Esperem encontrar porto-alegrenses, de todos os tipos… Para onde mais levaríamos nossos visitantes para conhecer a alma da cidade, senão ao Mercado Público de Porto Alegre.

Pessoalmente, perdi as contas de a quantos turistas, amigos, parentes, amigos de amigos apresentei o Mercado Público.

E quantas vezes marquei encontros e almoços, quase sempre no Gambrinus, meu preferido. Quase sempre aos sábados, com reserva feita com antecedência, porque a fila era certa.

Ele é nosso ponto turístico por excelência, referência como poucas na cidade.

Para dizer a verdade, eu o conheci antes de conhecer Porto Alegre. Meu pai vinha do Interior para a Capital e quando descrevia um lugar usava como referência o “Mercado” – tudo para ele ficava perto ou longe do Mercado: a rodoviária, o hospital, o banco, o restaurante… Parecia transportar a praça da nossa cidadezinha, onde todos os pontos importantes estão no entorno, para a metrópole, sem se importar com o tamanho. Para ele, tudo girava à volta do Mercado.

Quando soube do incêndio que destruiu parte do prédio, no último sábado, fui logo remexer em fotos. E, mais do que já havia feito, agradeci por ele não ter sido consumido totalmente pelo fogo. Eu teria poucas lembranças do Mercado. Ficaria só com minha memória afetiva, com flashes de bons momentos vividos ali.

Eu, que amo mercados e criei aqui um espaço para eles, me dei conta que pouco escrevi ou pouco fotografei o MEU próprio Mercado.

Vou resgatar essa dívida assim que ele for reaberto. Que seja logo, que seja rápido.

Senão, para onde levaremos nossos visitantes para conhecer a alma da cidade?

Uma das poucas fotos que achei no meu arquivo pessoal e que foi feita não para mostrar o mercado,
mas essa estátua provisória, que eu sequer lembro o que era. A foto é de 2007.

 

Para ler reportagens sobre o incêndio no Mercado Público de Porto Alegre, clique aqui.


Comentários (1)

  • Joao Pedro Leal Azeredo diz: 8 de julho de 2013

    Um poeminha de outrora, quando reinauguram o Mercado Público, sendo uma obra que nos encheu de orgulho, segue:

    “Quando estiver estressado,
    Caminhe no Mercado,
    desfrute desse prazer de ser,
    um porto-alegrense que preserva,
    e conserva, sua história,
    de tantas trajetórias e gerações
    que olham; e se orgulham,
    e deixam cair uma lágrima,
    pois o ‘velho’ está forte e saudável,
    no coração do Porto.”

    Em analogia ao poema de outrora, terminaria dizendo:

    pois o velho sofre agruras, se mistura ao clamor popular
    para protestar…
    contra as mazelas do mundo, ora imundo,
    e que também quer mudanças,
    quer proteção, quer educação,
    quer cuidado de não ser colocado no asilo
    de quem perdeu a memória…”

    “O Mercado

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