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Cenário de um recente adorável vício

13 de julho de 2013 2

Não vou dizer que é a minha série preferida, porque já tive outras. Então, direi que é a preferida do momento. Sou apaixonada por DOWNTON ABBEY e seu cenário. E escrevi esse texto abaixo, publicado nesta semana no caderno Viagem, acompanhando uma matéria que fala exatamente dele, de como o Highclere Castle foi transformado no set da série inglesa (que o GNT mostra às quintas, às 22h30min) e como tem recebido turistas interessados em conhecê-lo de perto:

Adorável vício

Foi um caso de amor ao primeiro episódio. Comecei assistindo por acaso, num canal em HD, achando que estava vendo um filme de época qualquer. Nunca tinha ouvido falar a respeito. E, durante muito tempo, só tinha notícias da família Crawley por meio de minha irmã, já que minha TV não tinha sinal HD. Mais do que notícias, eu precisava conviver com a resistência dela em aceitar qualquer convite para o final do sábado à noite.

– Não posso, preciso assistir a minha série – dizia.

E foi a mania alheia que criou a minha. Resolvi comprar o DVD da primeira temporada e viciei. Vi inteirinha em dois dias. Sete episódios com 378 minutos de duração (traduzindo em horas, são mais de seis!). E corri à livraria assim que soube da chegada da segunda temporada, e esperei o vendedor desempacotar a caixa no depósito (sim, sou dessas que gosta de comprar os DVDs)… E já presentei em aniversário, em amigo secreto, em Natal.

E acabei sucumbindo à oferta de uma amiga que havia, digamos, pirateado a terceira temporada. Simplesmente não resisti, contrariando meus princípios.

Eu sugiro para todo mundo ver Downton. Não só pelo cenário, que é espetacular, como o texto destas páginas descrevem. Mas também porque a vida dos Crawley, aristocrática e semidecadente nos anos 20, e da turma debaixo, como chamam os (muitos) empregados da mansão/castelo, é um pouco da nossa, ainda que de outra época. Mary, a herdeira que precisa casar para salvar a propriedade da família, lembra as personagens de Jane Austen. Uma mistura de mulher vanguardista e corajosa presa às convenções de seu tempo e meio social. E some-se ainda o figurino, os jantares espetaculares, os diálogos bem construídos e o humor ferino de Maggie Smith, a condessa viúva, e você entenderá porque eu conto nos dedos para que a quarta temporada, que estreia em setembro na Inglaterra, chegue logo.


Comentários (2)

  • Ana Maria Allgayer diz: 11 de agosto de 2013

    Rosane: valeu muito a pena ler teu artigo e poder ver essa maravilha. Sou aficcionada de filmes de época ingleses e tua dica foi muito oportuna. Muito obrigada!

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