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Uma jornada particular pelo Canadá (2)

19 de novembro de 2013 0

Depois da primeira parte da viagem pelo interior do CANADÁ, contada ontem aqui pelo Constantin Sokolski, aqui vai a segunda parte descrita por este leitor que mora naquele país e manda sua contribuição para o blog:

Hello Rosane,

Segue a segunda parte da jornada que envolveu 4.400 quilômetros que, para as distâncias canadenses, assim como para as brasileiras, não é tanto assim. Cite-se que a mais longa rodovia do mundo é a Transcanada, que une o país de costa a costa, partindo de Victoria até Saint John totalizando 8 mil quilômetros. Parte de nossa jornada foi feita nesta rodovia.

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Museu da Aviação em Edmonton. Como muitas instituições no Canadá, vive à custa do trabalho de voluntários. Neste caso, o museu costuma receber ou comprar aeronaves em mau estado ou acidentadas, e uma equipe de voluntários faz a completa restauração dos mesmos. Qualquer cidade ou vilarejo, cria alguma atração para reter o visitante.

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Hotel Delta Bessborough em Saskatoon. Este é um dos tantos hotéis estilo chateau construídos no início do século passado em diversas cidades, desde a costa leste à oeste. Na época, a companhia de trens, necessitando passageiros dispostos a ir ao interior, achou importante erguer estes enormes hotéis ao longo de sua rota. Hoje em dia, já reformados, tornaram-se uma atração. São muito requisitados, pela aura de elegância que transmitem, além da história que carregam. Alguns se tornaram mundialmente famosos, como o Banff Springs Hotel, em Banff, e o Chateau Frontenac, em Quebec. Este último é o hotel mais fotografado do mundo.

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Este é o Palácio Legislativo da Província de Saskatchevan, localizado em Regina, sua capital. Tem cerca de 240 mil habitantes. As províncias não têm governador, mas sim o premier. Note-se que há espaços de terra entre o gramado ainda débil. Em fins de maio são plantadas flores, que duram poucos meses, já que o inverno é muito rigoroso, e as plantas e flores não resistem. Tudo o que aparece nesta foto é coberto de neve em grande parte do ano.

Já em Vancouver, onde o inverno não é tão rigoroso, as flores, o verde das árvores e as folhagens permanecem quase que o ano todo, sendo trocadas apenas o tipo de flor ou planta.

A região das planícies tem invernos tenebrosos, com temperaturas oscilando entre -5ºC e -20ºC.

Bem, existem ainda algumas regiões ainda mais frias.

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O Victoria Park, no centro de Regina. Não deve existir nenhuma cidade em que alguma rua, praça ou parque não seja chamado de Victoria, que foi a rainha que reinou durante décadas no Império Britânico. Aliás, por lei, ainda somos súditos da rainha atual. Somos permanent residents.

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Além das lavouras de cereais, os artefatos de extração de gás e petróleo são uma constante ao longo da rodovia. Há milhares delas. O material é enviado via tubulação diretamente aos USA ou a centros de beneficiamentos.

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Chateau Lake Louise. Este hotel foi diversas vezes reconstruído, após vários incêndios no passado. Faz parte dos hotéis castelo. Lake Louise, junto com Banff, são os lugares mais famosos e visitados nas Montanhas Rochosas.O lago, apesar de a foto ter sido tirada na metade de maio, ainda está congelado. Como curiosidade, Banff , assim como Gramado, anualmente hospeda um Festival de Cinema e conta com cerca de 10 mil habitantes e recebe 8 milhões de visitantes por ano! O Brasil todo recebe pouco mais de 5 milhões.

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Este poderia ser um postal canadense. Afinal é isto que está no imaginário das pessoas. Este tipo de cenário repete-se muito. No caso é o Kicking Horse River ,no Yoho National Park.

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Em contraste com a cena anterior, zonas extremamente áridas também existem. Ao regressarmos para Vancouver, passamos pela região de Thompson – Okanagan, onde praticamente não chove e, portanto, o terreno é seco, destituído de  vegetação. Vê-se a estrada de ferro, com proteções, para o caso de avalanches ou deslizamento de rochas.

Bem, estas foram algumas das experiencias vividas em viagem pelo Hemisfério Norte.

Seguirá comentário futuro sobre o trânsito enfrentado durante os 4.400 quilômetros.

Saudações,

Constantin

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