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O olhar de um leitor sobre a Costa Rica (1)

13 de março de 2014 0

O incansável Constantin Sokolski, leitor e colaborador do blog desde seus primórdios, mandou mais um material para ser compartilhado, desta vez sobre a COSTA RICA e em duas partes:

“Olá, Rosane,

Apesar de não constar na sua lista, provavelmente deves ter material sobre a Costa Rica.

De qualquer modo seguem fotos e relato sobre este país da América Central cujos dirigentes souberam explorar muito bem o nicho do ecoturismo, tão em voga nos últimos anos…

Saudações,

Constantin”

Welcome to the “rich coast”, friendly land of democracy and rare natural beauty. See exotic birds and wildlife, hike in rainforests, view volcanoes, soak in hot springs, relax on tropical beaches and cruise through biological reserves…

É isto o que consta nos panfletos turísticos, tentando atrair  turistas  a visitar a Costa Rica.

Por diversas vezes adiada, finalmente em 2013 fomos conferir as propaladas belezas naturais do país. Era junho, baixa estação. Não nos importamos por ser a época das chuvas, o que poderia causar transtornos.

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Ao contrário dos pacotes turísticos norte americanos, que evitam a capital, e cujos manuais de orientação alertam para toda a sorte de inconvenientes, desde a segurança passando por calçadas de piso irregular até a própria falta de atrações, exploramos a área central de San José. Estes manuais não poderiam estar mais equivocados.

Há diversas obras arquitetônicas de destaque, sendo a mais relevante o Teatro Nacional.

Assistir à Cavalleria Rusticana e Pagliacci, que estavam anunciadas para os dias seguintes, teria adicionado um charme à passagem por San José, mas a ida ao interior já estava programada. Nos contentamos, entretanto, em conhecer seu interior.

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No afã de trazer cultura, fazendeiros recém enriquecidos com o plantio de café, há cerca de um século, financiaram a construção do magnífico Teatro Nacional. Materiais, projeto, obras de arte, tudo fora importado da Europa.

Ao percorrer o interior de suas suntuosas instalações, o espírito do viajante é invadido por sonoros acordes de música clássica, devaneio este logo interrompido pela algazarra vinda das ruas, lembrando a todos de que ainda estávamos na América Latina.

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Outro imponente prédio é o que alberga os Correios e Telégrafos, onde utilizando colones, a moeda da Costa Rica, adquirimos muitos selos, que depois no interior seriam difíceis de obter.

Dentre os diversos meios de medir o desenvolvimento de um país, como os conhecidos PIB, consumo de energia elétrica, índice disto e daquilo, em outra ocasião citei a maior ou menor dificuldade em conseguir comprar cartões-postais. Pode-se incluir outro: quanto mais lombadas existirem nas ruas e estradas, mais subdesenvolvido é o país.

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Menos de 40 quilômetros separam o centro de San José do Vulcão Poás. Para atingi-lo percorrem-se estreitas e sinuosas estradas, cortando inicialmente subúrbios da capital para depois passar por terras férteis  e densas florestas, algumas das quais transformadas em parques nacionais de preservação ambiental. Situa-se a uma altitude de 2.640 metros e geralmente sua cratera está encoberta por espessa névoa. É um dos tantos vulcões ainda ativos da região, sendo sua cratera considerada a segunda maior no mundo. Ao aproximar-se, o visitante enfrenta o forte cheiro de enxofre provindo do vulcão.
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Apesar de ser a banana o maior produto de exportação do país, são as culturas de café que chamam mais a atenção, existindo locais em que são apresentadas em forma de show e onde, além da sua degustação, o turista é levado a conhecer sua história, os diversos tipos de grãos, o paladar, etc…

As coloridas caretas de boi, hoje em dia em desuso, tornaram-se um símbolo de uma época passada.

Acima, minuciosamente pintada, um dos raros remanescentes de uma época , digamos mais romântica.

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PURA VIDA! É o slogan nacional. Talvez a sentença mais dita no país. É exclamada, proclamada e afirmada por pessoas de todas as idades, simbolizando o espírito gentil de seu povo. Equivale ao , “Olá , como vais ?”, assim como ao “Tudo bem “.

A Costa Rica apesar de não ter nem atrativos vilarejos coloniais e muito menos sítios arqueológicos de culturas do passado, é o mais popular receptor de turistas em toda América Central.

Conservando e explorando de modo consciente a natureza privilegiada de seu interior, conseguiu se destacar no nicho criado com o ecoturismo, tão em moda nas últimas décadas.

Flores, borboletas, riachos de águas límpidas, florestas virgens, praias desertas, fazem parte deste pacote.

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Apesar das divisas geradas pelos milhões de turistas a cada ano, as estradas em geral são estreitas, repletas de curvas e sem acostamento.

A exceção é parte da Pan-americana, que corta o país de norte a sul.

A terra em algumas partes é tão fértil, que estacas fincadas no solo para cercar propriedades, recomeçam a ganhar vida, transformando-se inicialmente em arbustos para depois virar árvores novamente, como se verifica na foto acima.

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A visita a Tortuguero, uma das regiões mais remotas do país, onde não existem estradas e o único acesso a seus diversos alojamentos é através de barcos, que levam mais de uma hora percorrendo estreitos rios e canais até alcançar o vilarejo de Tortuguero.

Esta via aquática é totalmente cercada por densa selva tropical, lembrando em menor escala, a Região Amazônica.

Diversos animais, languidamente debruçados nos galhos das árvores, distraem os turistas durante o longo trajeto.

A brisa  provocada pelo deslocamento da embarcação serve para amainar o calor e a alta umidade do local.

Acima, La Pavona Dock, um ponto perdido no final de uma estrada, dezenas de viajantes ansiosos para seguir de barco até o Parque Nacional.

 

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