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Cracóvia, a (quase) cidade de João Paulo II em festa

26 de abril de 2014 0

Meio sem querer, acabei visitando dias atrás CRACÓVIA, na Polônia, conhecida como a capital cultural do país do papa João Paulo II.
E já havia uma certa euforia no ar, à espera da canonização dele, que ocorrerá neste domingo.
Sobre isso, escrevi um texto publicado em ZH na edição dominical e reproduzido abaixo, com mais fotos.
Além do que escrevi, queria acrescentar: vale muuuuuito a pena visitar essa cidade, que é linda e muito viva.

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Uma cidade em festa

Karol Józef Wojtyla não nasceu em Cracóvia, capital da Polônia entre 1320 e 1596. Nasceu em Wadowice, a 50 quilômetros dali, e só se mudaria para a cidade maior, que hoje tem um belíssimo centro histórico tombado pela Unesco, em 1938, com o pai, para ir à universidade.

Em Cracóvia, praticou esportes, estudou teatro, aprendeu 12 idiomas, trabalhou sob o jugo nazista para evitar ser deportado, escondeu-se de nazistas em porões, ajudou a proteger judeus, virou sacerdote, estudou mais, criou grupos de oração e de ajuda a desvalidos, escreveu para jornais e publicou livros, foi nomeado bispo (o mais jovem da Polônia então, aos 38 anos) e arcebispo, condição que tinha ao ser alçado para chefiar a Igreja Católica, em 1978.

Por esses 40 anos em Cracóvia, Karol Wojtyla, ou João Paulo II, está em todo lugar por onde se olhe na cidade. Ela poderia ser conhecida por outros tantos atrativos: por abrigar, por exemplo o inigualável Dama com Arminho, de Leonardo da Vinci, que está no Museu Czartoryski, ou por ficar a menos de uma hora do campo de concentração de Auschwitz, passagem obrigatória para quem quer mergulhar nessa parte obscura da História.

Mas Cracóvia se orgulha mais de sua imensa comunidade universitária – tem a quinta universidade mais antiga do mundo, 15 instituições de Ensino Superior, e, dos cerca de 900 mil habitantes, uns 200 mil são universitários – e de seu quase filho João Paulo II, onipresente. Na igreja franciscana em que ele costumava rezar diante da imagem de Nossa Senhora de Czestochowa, o banco onde se ajoelhava leva uma placa com seu nome. 

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A janela de onde saudava os fiéis ganhou um enorme adesivo, como se continuasse por lá. A casa que habitou, na arquidiocese, virou museu – com seu nome, claro.

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A estátua de bronze diante da Catedral de Wawel, onde rezou a primeira missa, tem filas para fotos… Tudo é mais atração turística se tiver o carimbo de João Paulo II.

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E os cracovianos, católicos fervorosos, quando se referem a ele, nunca dizem só João Paulo II. O nome vem antecedido por “nosso querido” João Paulo II. Por isso, dias atrás, a cidade já estava em festa, esperando a canonização. Na programação, há concertos, vigílias, missa, transmissão ao vivo…

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E o apelo para que turistas e moradores se concentrem no número 3 da Rua Franciszkanska (foto), sob a “janela papal”. Ainda que tudo isso seja só a confirmação do que, para eles, já era certo: conviveram com um santo.

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