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Buenos Aires (2): uma "peña" especial

18 de setembro de 2014 0
Fotos La Peña Colorada, divulgação

Fotos La Peña Colorada, divulgação

Não tinha ouvido falar, até o Gustavo Roth, colega de Redação, vender assim: essa é minha melhor e mais original dica de Buenos Aires!

E foi descrevendo:

“Em Palermo Viejo, na Calle Güemes, 3.657 (http://goo.gl/dox1Bh), fica a tradicional Peña del Colorado, filial da Casona del Molino, de Salta, ao norte, uma das melhores casas de guitarreadas y folklore de toda a Argentina.

O dono é um ruivo (daí o nome ‘colorado’) salteño de origem inglesa, que comanda essa e a outra casa de ‘costumbres’ y música folklorica.

As mesas são grandes e coletivas (é normal sentar-se com outras pessoas) e nas paredes estão várias ‘guitarras’ (violões clássicos) que lá pelas tantas passam de mesa em mesa, de mão em mão, em ótimas noches de guitarreadas!

Se quiser tomar um mate, eles trazem cuia, erva y bombilla na mesa (é só pedir ‘un equipo de mate c/ yerba’).

mate

 

Se quiser provar ótimas empanadas criollas al horno, prove as de ‘queso con verdeo’ (cebolinha verde), ou ‘tamales’, acompanhado de vinho em jarra (que vai ser um ótimo sauvignon ou malbec a preço bem honesto).

empanadas

humita

Eles têm regularmente uma programação diária de bons músicos ‘en vivo’ e depois disso começa a guitarreada. E em outros dias e noites oferecem oficinas de literatura, de dança folklorica, de tango, de culinária criolla, etc…

É literalmente uma casa de costumbres, muito legal, honesta bem frequentada. Em Palermo, pertinho da Plaza Güemes, que é bem conhecida, redondinha, com um parquinho no meio e rodeada de barzinhos.

É a minha dica! Eu vou lá sempre e sempre toco um pouco com a turma nas guitarreadas. Vale a pena!

Provecho!”

Segui a dica e fui, num domingo à noite. Não reservei, como eles sugerem no site, e dei com a cara na porta. Não sabia o horário, até ver o cartaz na entrada do casarão. Fiz hora e voltei mais tarde, mas ainda assim a tempo de ver o ensaio do grupo que se apresentaria em seguida. Não, não tinha reserva, disse à garçonete, que era mais do que isso. Ela logo providenciou uma mesa bem localizada, nos instalou e trouxe o cardápio que me causou arrependimento: não devia ter feito hora num restaurante próximo.

À medida que as pessoas chegavam, fui me sentindo penetra em festa de família. Quase todas as pessoas se cumprimentavam e se conheciam. Muitas eram família e amigos do grupo vocal que se apresentaria depois, umas meninas estilosas que cantariam músicas folclóricas argentinas, um pouco de bossa nova, outro pouco de jazz.

Mas em momento algum fui tratada como tal. De vez em quando alguma interação, e muita atenção quando as meninas começaram a cantar.

No final, depois de hora e tanto de música, aí vieram as tais de guitarreadas que o Gustavo descreveu. Dá para voltar outras vezes, porque cada uma deve ser diferente da outra. E, pelo jeito, sempre bom.

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