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Buenos Aires (4): o Liceo e uma boa peça de teatro

26 de setembro de 2014 0

Quando estou na minha cidade, meu programa cultural favorito é cinema.

Posso escolher dia e hora, já que o horário de trabalho também dificulta outras opções, como teatro, por exemplo.

Mas, quando viajo, não abro mão de ver uma boa peça de teatro, até mesmo quando o idioma não é muito compreensível.

O “boa” é para sempre que possível. Uns anos atrás, em Colônia de Sacramento, no Uruguai, tive uma das mais inusitadas experiências no teatro. Mas isso é outro post.

O que eu quero aproveitar para dizer neste post é que se você for a Buenos Aires por esses tempos, não deve deixar de assistir PARQUE LEZAMA, de Herb Gardner, a primeira adaptada e dirigida por Juan José Campanella, o mesmo do consagrado filme O Segredo dos seus Olhos.

Ganhei o ingresso de presente de aniversário de uma amiga querida e recomendo muito (você pode comprar o ingresso diretamente no site clicando neste link).

Os dois protagonistas vividos por Antonio Cardoso e León Schwartz – Luis Brandoni e Eduardo Blanco – mostram os conflitos entre duas visões de mundo – um histórico militante do Partido Comunista e o outro, um típico alienado. Mas não só isso, claro. A comédia fala de amizade, de velhice, de conflitos familiares, das mudanças cada vez mais meteóricas do mundo, dos costumes, dos comportamentos.

Multiteatro, divulgação

Multiteatro, divulgação

Além disso, o Teatro Liceo é uma atração à parte.

Fica na esquina das ruas Rivadavia e Paraná e é o mais antigo em atividade na cidade. Surgiu em 1872 com o nome “El Dorado”. Teve outros nomes e vários proprietários – o atual é de 1918.

Depois de correr risco de fechamento nos anos 90, foi restaurado e segue em funcionamento. Hoje, o que se nota é que precisaria de uma reforma total, mas ainda assim é confortável, aconchegante, e a acústica é muito boa.

No dia seguinte à peça, fui conhecer o Parque Lezama do título (a maior parte da peça se passa em um banco do parque). Dizem historiadores que foi ali que começou a nascer a cidade.

Fica a umas quatro quadras da praça Dorrego, a da tradicional feira de San Telmo. E está totalmente fechado para passar por uma profunda restauração. Por isso, a foto é só externa.

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

 

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