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Casal que viaja unido (4)

04 de fevereiro de 2015 0

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Tempos atrás, publiquei parte da entrevista da Bárbara e do Vagner, outro casal que largou tudo para viajar junto pelo mundo, na edição impressa do Recortes de Viagem.
Como o papel tem lá seus limites, publiquei só uma parte do texto. Faltaram também mais fotos para ilustrar essa aventura.
Reproduzo abaixo a íntegra neste quarto post da série que mostra as aventuras desses casais. Talvez eles já não estejam no mesmo ponto, então o negócio é conferir no blog deles por onde andam:

Não contentes com um ano sabático – prática cada vez mais comum, inclusive entre brasileiros – o videomaker Vagner Alcantelado e a jornalista Bárbara Rocha adotaram uma década sabática. Deixando para trás o trabalho numa agência do Rio, saíram pelo mundo em 2012 e, ao longo de 10 anos, pretendem conhecer o máximo de países. O nome do projeto deles é bem bacana: Melhores Momentos da Vida/Nômades Digitais.

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O que levam na bagagem: uma câmera e a ideia de produzir uma série para TV sobre as viagens. Para bancar as despesas, criaram uma produtora itinerante especializada em vídeos para hotéis de luxo e restaurantes. Como eles trabalham: um mês antes de chegarem a um determinado lugar, Bárbara contata empresas locais, oferecendo o seu serviço de produção de vídeos promocionais. Vagner faz as gravações e a edição.

ENTREVISTA: BÁRBARA ROCHA | Jornalista

1) A vida na estrada não cansa? Dá para viver assim para sempre?

Às vezes cansa sim e muito, por isso a necessidade de pararmos de tempos em tempos e recarregarmos as nossas “baterias”. Depois de quase dois anos viajando sem parar pela Nova Zelândia, a rotina passou a fazer falta, aquela coisa de a gente poder se cuidar, comer melhor, malhar, e fazer as coisas com mais calma, sabe? Elas acabam ficando em segundo plano com a correria louca, mudando de cidade em cidade.
Então daqui pra frente, a gente tem um plano de viajar durante seis meses e ficar os outros seis meses do ano baseados em algum lugar, fazendo apenas pequenas viagens, mas tendo um lugar pra voltarmos.
Neste momento estamos fazendo exatamente isso! Estamos em Chiang Mai, na Tailândia, num apartamento que alugamos. Fomos a Cingapura há duas semanas, fizemos um vídeo e voltamos. Estamos adorando estar mais calmos por uns meses. Minha mãe pôde vir do Brasil nos visitar, e está aqui com a gente, o que é legal pra caramba também. Eu acho que, levando desta forma, dá pra sustentar este estilo de vida por um bom tempo, sim.

2) Nesses dois anos, em qual dia vocês, diante de um determinado lugar/paisagem, pararam tudo e disseram “uau, precisamos dar um tempo aqui”?

Isso aconteceu algumas vezes com a gente! Em Punakaiki, na costa Oeste da Ilha Sul da Nova Zelândia, trabalhamos por uns dias num albergue de surfistas na beira de uma praia paradisíaca, quase deserta, e comentamos: “Seria tão bom se pudéssemos ficar aqui por um tempo”. E acabamos ficando por duas semanas! Paramos três meses também numa fazenda em Tauranga (ilha da Nova Zelândia) tomando conta de uma plantação de hortênsias. Outro lugar foi uma cidadezinha chamada Wesport, tão tranquila, aquela coisa de cidade de interior onde todo mundo sabe o nome de todo mundo, onde você vai todos os dias na mesma vendinha comprar frutas, diferente da vida de cidade grande a qual que estávamos acostumados. E acho que esse é que é o lance bacana! Você tem a chance de vivenciar estilos de vida completamente diferentes, fazer quase que um experimento.

3) Qual a situação mais inusitada pela qual passaram até agora?

Foi quando arrombaram nossa van na Nova Zelândia. Estávamos fazendo um curso e, quando voltamos ao estacionamento, tinham levado nossas mochilas com todas as nossas roupas e parte do nosso equipamento de filmagem. Mas o inusitado desta história foi que a gente saiu no principal jornal de Christchurch, e com isso, um monte de gente começou a entrar em contato oferecendo todos os tipos de ajuda. Foram convites para ficarmos em hotéis, participarmos de atividades, e até para ficarmos nas casa das pessoas. Isso é algo extremamente raro na Nova Zelândia, onde a criminalidade é muito baixa, e os neozelandeses realmente se envergonham quando algo deste tipo acontece com um turista. Até a universidade de cinema da Nova Zelândia entrou em contato e nos ofereceu uma câmera profissional entre outras coisas para continuarmos filmando a nossa série no país, o que ajudou demais. A Nova Zelândia é assim!

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