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Memórias de Myanmar, um dos destinos de 2015

26 de fevereiro de 2015 0
Fotos Odete Pinzetta, arquivo pessoal

Fotos Odete Pinzetta, arquivo pessoal


A Odete Pinzetta, gaúcha de Casca, viu a lista dos destinos que devem ser destaque em 2015 aqui no blog e no caderno Viagem e mandou um texto sobre um deles: MYANMAR.

Seguem o relato e as fotos de Odete, que em breve embarca para mais uma viagem, rumo à Guatemala. 

Boa viagem, Odete, e obrigada pela contribuição.

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Memórias de Myanmar, um dos destinos de 2015

“Oi, Rosane! Sempre acompanho teus posts no blog e no caderno Viagem. Muitas vezes senti vontade de escrever para comentar, mas sempre foi passando…

O que me faz escrever é o fato de ter lido a reportagem “10 destinos que vão bombar em 2015”. Já estive em quase todos eles, inclusive em Myanmar!

Adoro viajar! Já andei por mais de 80 países. Sou eclética. Adoro visitar roteiros convencionais ou fazer turismo religioso com meus pais; brincar na neve, mergulhar com golfinhos ou descansar num resort com minha sobrinha/afilhada de 7 anos; fazer enoturismo com meu namorado; e, também, viajar por destinos exóticos …sozinha!

Em novembro de 2014, fiz uma dessas viagens a Myanmar, antiga Birmânia, um lugar único, situado no sudeste asiático, que esteve fechado ao turismo por muito tempo. País um tanto misterioso para nós, é mais conhecido por aqui pela Revolução Açafrão, liderada pelos monges budistas que, em 2007, saíram em passeatas silenciosas contra o governo de então, acusado de corrupção e de violação dos direitos humanos, e por Aung San Suu Kyi, líder da oposição da época, agraciada pelo Prêmio Nobel da Paz em 1991, mantida em prisão domiciliar por 15 anos, cuja história foi contada no filme Além da Liberdade.

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Mas, em viagem recente para outros destinos exóticos da região (Laos, Camboja e Vietnã), tive minha atenção despertada para este país fascinante, de 60 milhões de habitantes. O povo e a cultura estão entre os mais charmosos e autênticos da região, onde mulheres pintam o rosto com “thanaka”, um pó amarelo feito da casca de uma árvore, e homens vestem saia até os tornozelos, o “longyi”. Com 88% da população budista, tem inúmeros templos e monumentos milenares reluzentes, e, por isso, é conhecido como “o reino dos templos dourados”.

Depois de 1h40min de voo até São Paulo, mais 13h30min até Doha (Qatar), mais 6h10min até Bangkok (Tailândia), mais 1h20min, cheguei a Yangon, antiga capital do Myanmar. A cidade, de mais de 6 milhões de habitantes e trânsito caótico, também tem ruas estreitas, parques e lagos, mansões coloniais britânicas deterioradas ao lado de reluzentes templos budistas, entre eles o templo religioso mais importante da Ásia, o Shwedagon Pagoda, também conhecido como Pagode de Ouro, que guarda relíquias de Buda, com stupa principal de quase 100m de altura, coberta por placas de ouro, circundada por mais de 60 pequenos templos.

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Após mais 1h de voo partindo de Yangon, cheguei a Mandalay, última capital real do Reino da Birmânia. Ali, no pagode Arakan, a imagem de Buda mais venerada do país continua sendo coberta pelos fiéis com finas folhas de ouro.

Em Amarapura, conheci a lendária ponte U-Bein, a mais longa ponte de madeira do mundo (1.200m), erguida para os pedestres há mais de 200 anos com mais de 900 postes de madeira. Ver o sol se pondo por entre os pilares, passeando num antigo barquinho a remo, é um programa imperdível.

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Depois, embarquei no Road To Mandalay para um cruzeiro pelo Rio Ayeyarwady, parando em vilarejos interessantes e surpreendentes.

Em Shwe Kyet Yet, testemunhei a cerimônia da oferenda, quando os monges saem cedo dos templos para recolher nas ruas o alimento que irão consumir até o final da manhã (no restante do dia, somente podem beber água ou suco).

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Em Ava, sacolejando numa charrete, fui desfrutando da paisagem do caminho, formada por vilas, templos e monastérios até chegar a Inwa, onde o secular Mosteiro Bagaya, todo esculpido de madeira teca, abriga uma escola que parece ter parado no tempo.

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Em Nyaung-u, o impressionante Pagoda Shwezigon, concluído no século 12, uma stupa coberta de ouro, rodeada de templos e santuários menores, que abriga relíquias de Buda.

Em Bagan, numa área de 41km2 localizada numa planície próxima ao Rio Ayeyarwady, a impressionante vista sobre mais de 3 mil stupas e templos budistas antigos é um momento inesquecível. Considerado um dos mais impressionantes sítios arqueológicos da Ásia (ao lado de Angkor Wat/Camboja), teve seu auge no século 10, quando o rei levou para a região artistas, artesões, monges e mais de 30 elefantes carregados com as escrituras budistas.

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Enfim, Myanmar é um destino que eu recomendo!!! Nas minhas lembranças de viagens ao oriente, está empatado com Laos no quesito “memórias inesquecíveis”. Mas, essa é outra história…

Abraço,

Odete Pinzetta”

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