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Viajar é muito bom, mas...

28 de abril de 2015 2
Fotos arquivo pessoal

Fotos arquivo pessoal

Sempre que viajo e vejo multidões cada vez maiores se movendo, conhecendo, experimentando… fico muito feliz e, ao mesmo tempo, preocupada.

Como vamos proteger nossas belezas naturais, nossos patrimônios culturais e arquitetônicos ou nosso bens imateriais de nós mesmos?!

Às vezes, parecemos nuvens de gafanhotos que passam e deixam atrás de si terra arrasada.

Foi assim que me senti quando visitei, de novo, o Peru e suas cidadelas incas como Ollantaytambo e Machu Picchu.

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Vista à distância, a multidão assusta. Mais próximo, fica pior ainda, com gente se acotovelando para poder admirar as maravilhas construídas séculos atrás.

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E olhe que Machu Picchu, por exemplo, restringiu o acesso de visitantes a 2,5 mil POR DIA, distribuídos em três ou quatro horários distintos! E proibiu os sobrevoos de helicóptero… Ainda assim, é muita gente.

Na semana que passou, li que o mercado da Boqueria, em Barcelona, passou a limitar a entrada de turistas, atendendo a um pedido dos próprios comerciantes. Às sextas e sábados, está vetada a circulação de grupos com mais de 15 pessoas, entre 8h e 15h. E a restrição pode ser ampliada.

É uma questão a ser muito discutida.

Recebi um estudo da Amadeus (uma parceira tecnológica do mercado de viagens e turismo) mostrando que, até 2030, 1,8 bilhão de pessoas viajarão, anualmente. A pesquisa é baseada em entrevistas com futurologistas, especialistas da indústria de viagens e viajantes, em parceria com a Future Foundation.

O trabalho, intitulado “Future Traveller Tribes 2030: entendendo o viajante do futuro”, também detalha os diferentes tipos de viajantes, ampliando os aspectos meramente demográficos dos estudos anteriores e entrando um pouco mais no comportamento desses globetrotters.

O que me impressionou mais foi o número de viajantes (que também serão cada vez mais velhos e cada vez mais conectados), mas também é curioso esse perfil das seis tribos traçado pelo levantamento (descritos abaixo tal e qual):

  • Buscadores de Capital Social vão estruturar suas férias quase que exclusivamente com o público online em mente, pois acreditam fortemente nas recomendações dos usuários para validar as suas decisões. Um novo mercado pode se abrir com base no “Klout-boosting breaks” (breaks impulsionados por algoritmos), repleto de momentos conscientemente amigáveis.
  • Puristas Culturais vão olhar para o planejamento de férias como uma oportunidade de mergulhar em uma cultura exótica, mesmo que de maneira desconfortável, onde o prazer das férias depende da autenticidade da experiência.
  • Viajantes Éticos vão fazer os planos de viagens com base em fatores morais, por exemplo, diminuindo sua emissão de carbono ou melhorando a vida dos outros. Eles, muitas vezes, vão improvisar ou adicionar algum elemento de voluntariado, desenvolvimento comunitário ou atividade eco-sustentável em suas férias.
  • Buscadores de Simplicidade preferem ofertas empacotadas, evitando gerenciar muitos detalhes da viagem. As férias para esta tribo representam um raro momento na vida para cuidar de si mesmo com garantia de segurança e diversão.
  • Viajantes por Obrigação são orientados por um propósito específico de viagem, seja a negócios ou lazer e, portanto, têm restrições de tempo e orçamento. Eles buscarão tecnologia baseada em algoritmo inteligente capaz de eliminar qualquer tipo de aborrecimento nas viagens.
  • Caçadores de Recompensa estão apenas interessados em viagens recompensadoras. Muitos querem algo que represente uma extraordinária recompensa ou que ofereça uma experiência premium, um retorno para o alto investimento em tempo e energia em sua vida profissional.

 

Comentários (2)

  • Pedro V diz: 29 de abril de 2015

    Realmente viajar para lugares muito populosos pode ser meio estressante. Sempre planejo uma das viagens no anos para lugares mais isolados. Se você for para lugares Machu Picchu acaba não descansando o necessário.

    http://www.viajardegraca.net/

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