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Doces portugueses em... Lisboa

22 de julho de 2015 0

Pastéis de Belém

Sempre fui louca por doces de ovos, aqueles típicos doces portugueses.

Louca por comer, que fique claro, porque fazer eu não sei.

Até tentei.

Uma vez, acho que tinha uns 10 ou 11 anos, minha mãe fez uma cirurgia às vésperas do Natal e estava hospitalizada numa cidade vizinha. Minha irmã e eu estávamos tristes com a possibilidade de passar as festas sem os doces que ela fazia – dias e dias de preparativos, biscoitos assados no forno de barro, bolos e tortas deliciosamente preparados na nossa cozinha.

Então, recorremos à nossa vizinha Vilma, que era uma doceira de mão cheia e fazia coisas mais “sofisticadas” do que nós.

Para rechear e enfeitar a torta natalina, ela sugeriu que fizéssemos fios de ovos, que também serviriam para enfeitar/acompanhar o peru ou frango.

Não sei quantas dúzias de ovos usamos. Numa receita que vi agora num site, não sei para qual quantidade, iriam 24 gemas. Acho que usamos umas 48, 56, 72… Não sei…

Fizemos fios de ovos que dariam para o Natal, a Páscoa, o Dia das Mães, dos Pais, o Natal do ano seguinte…

Foi minha primeira e última experiência em tentar fazer qualquer doce português.

Mas segui sendo fã, claro.

Na primeira vez em que visitei Portugal, minha querida amiga Fernanda me levou para experimentar os tradicionais pastéis de Belém na também tradicional pastelaria da Rua de Belém, em Lisboa, instalada ali desde 1837. Café preto e pastéis de Belém. Combinação perfeita.

Numa outra vez, apenas pegamos alguns na embalagem para viagem e fizemos um piquenique no alto do Castelo dos Mouros, em Sintra. Como a caixa foi carregada sem o devido cuidado, os pastéis viraram uma massaroca, um doce disforme mas, ainda assim, delicioso. Naquela viagem em que tudo era festa (difícil uma que não seja), rimos muito e comemos tudo assim mesmo, tirando nacos de massa que eram saboreados com um bom vinho português.

Dá para comer bons doces portugueses por aqui (em Porto Alegre mesmo, onde há um café, na Cidade Baixa, chamado Casa de Pelotas), especialmente nas confeitarias de Pelotas.

Mas em Portugal, claro, o sabor fica outro! Original?!

Tempos atrás, recebi um material do Turismo de Lisboa contando que, hoje, apenas três pessoas conhecem a receita, considerada mágica, dos pastéis de Belém – um pasteleiro, que trabalha na casa há meio século, e dois ajudantes, que também estão ali há décadas. Eles fazem um juramento e assinam um termo de responsabilidade para manter segredo sobre a receita.

A fábrica produz uma média de 10 mil pastéis por dia. Segundo os pasteleiros da casa, as diferenças entre os Pastéis de Belém e os pastéis de nata normais são, além da receita com as proporções certas, o investimento no trabalho manual e os ingredientes de primeira qualidade (farinha, açúcar, leite e ovos).

Queijadas de Sintra

Apesar de destacar os pastéis de Belém, eles sugerem que se experimente outras especialidades regionais: arroz doce, leite-creme, lampreia de ovos, queijadas de Sintra, fofos de Belas, trouxas da Malveira, ouriços e areias da Ericeira, lezírias de Vila Franca de Xira, marmelada branca de Odivelas, nozes e doces de ovos de Cascais, saloios de Bucelas e doce de abóbora com laranja.

Ah, e no final de abril também vi numa das crônicas de sábado do Jornal Hoje, da Globo, o que o correspondente de Lisboa, André Luiz Azevedo, contou, desvendando um pouco como são feitos esses doces. Clique e confira.

 

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