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Dica de livro: "Nós" e uma viagem pela Europa

10 de setembro de 2015 0
Reprodução

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Assim como a obra anterior de David Nicholls - Um Dia, que também virou filme -, Nós é um livro de leitura fácil, fluida, simples, agradável, apesar de todos os conflitos.

Não é um grande livro, uma obra que tenha mudado minha vida, como diria uma amiga minha sobre os filmes que vê, mas vale a leitura e o recorte, aqui, é a viagem pela Europa.

Do que trata, afinal? Da crise de um casal de meia-idade que sai com o filho por um “Grand Tour” pela Europa antes que ele entre para a faculdade, carregando na bagagem todas as dúvidas, os ressentimentos, os mal-entendidos, as ansiedades…

De Londres, que aparece como pano de fundo principal nos flashbacks de Douglas, o pai-narrador, a viagem segue por Paris, Amsterdã, Veneza, Florença, Siena e Madri para acabar em Barcelona.

Fui buscar na facilidade da Wikipédia as origens do Grand Tour e reproduzo aqui:

“Grand Tour era o nome dado a uma tradicional viagem pela Europa, feita principalmente por jovens de classe média alta. O costume floresceu desde cerca de 1600 até o surgimento do tráfego ferroviário em grande escala, na década de 1840, e costumava estar sempre associado a um determinado itinerário. A tradição ainda continuou depois que as viagens por trem e navio a vapor facilitaram os deslocamentos, e jovens americanos e de outros locais do mundo também a realizaram.A Grand Tour servia como um rito de passagem educacional. Associado primordialmente com a Grã-Bretanha, especialmente com a gentry e a nobreza britânica, viagens semelhantes foram feitas por jovens endinheirados de nações protestantes do Norte da Europa por todo o Continente. O jornal americano The New York Times descreveu assim a Grand Tour:

‘Há trezentos anos, ingleses jovens e ricos começaram a realizar uma viagem pós-Oxbridge através da França e da Itália, em busca de arte, cultura, e das raízes da civilização ocidental. Com fundos quase ilimitados, ligações aristocráticas e meses (ou anos) disponíveis, eles comissionavam pinturas, aperfeiçoavam seus dotes linguísticos e se misturavam com a nobreza local. O valor primário da Grand Tour, acreditava-se, estava na exposição tanto ao legado cultural da Antiguidade Clássica e do Renascimento, quanto à sociedade aristocrática e chique do continente europeu. Além disso, era a única oportunidade existente de se ver certas obras de arte, e, possivelmente, a única chance de se ouvir certas peças musicais. Um grand tour podia durar de alguns meses até alguns anos. Era comumente realizada em companhia de algum guia conhecedor, ou de um tutor. A Grand Tour teve mais do que uma importância cultural superficial; nas palavras do historiador inglês E.P. Thompson, “o controle da classe dominante, no século XVII, localizava-se antes de tudo numa hegemonia cultural, e, somente depois, numa expressão de poder econômico ou físico (militar)’.”

 

 

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