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Um roteiro pela Amazônia

08 de outubro de 2015 0
Fotos arquivo pessoal

Fotos arquivo pessoal. Interagindo com os botos rosa, os golfinhos da Amazônia, no Rio Negro


O Eduardo Majewsky, leitor que acompanha a coluna e o blog, fez um roteiro de 20 dias pela Amazônia e mandou relato e fotos dessa aventura.

Leia abaixo:

“Descobri que o mundo tem 6 continentes: Europa, Ásia, Américas, África, Oceania e a Amazônia !

Para ter uma ideia, caberiam 10 Franças inteirinhas na Amazônia !

Essa foi a primeira viagem, mas depois do que experimentamos serão muitas, não tenho dúvidas.

Estivemos em Manaus e em boa parte da longa extensão do Rio Negro.

Nas Anavilhanas, o segundo maior arquipélago do planeta, no município de Novo Airão, a 200 quilômetros de Manaus

Depois fomos de barco até Santarém, 30 horas navegando pelo Rio Amazonas, em meio a nativos, nortistas e muitos estrangeiros, a maioria europeus.

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Comunidade indígena no Rio Negro


De Santarém fomos a Alter do Chão, em mais 38 quilômetros.

Alter (se pronuncia ALTÉR) é um capítulo à parte na viagem.

É chamada de “Caribe Brasileiro” devido às águas verdes do Rio Tapajós.

Daqui existe uma infinidade de passeios, todos de barco, a florestas, ilhas, igapós, comunidades ribeirinhas e comunidades indígenas.

Nesta época (agosto/setembr0), as águas já estão baixas e as praias começam a aparecer - a mais famosa, que fica em frente a Alter, é a Ilha do Amor, lindíssima.

Gastronomia? Pirarucu, tambaqui, tucunaré, assados, grelhados, na telha, na taquara, de todo jeito. Costela de tambaqui ou pirarucu se come igual a churrasco, os peixes são enormes.  Tucunaré é melhor na caldeirada.
E tem a Piracaia, que é uma festa na praia, à noite, com fogueira, peixe assado, normalmente o pirarucu, e muito carimbó, a música do Norte.

Na segunda quinzena de setembro tem a maior festa de Alter que é o Çairé (assim mesmo), parecida com o festival de Parintins, onde disputam o Boi Caprichoso e o Boi Garantido. No Çairé disputam também dois grupos folclóricos: o Boto Tucuxi e o Boto Cor-de-Rosa.

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O bicho mais querido da Amazônia, o bicho-preguiça


De Alter fomos a Belém e direto à Ilha do Marajó.  Na realidade, Marajó não é ilha e, sim, arquipélago. As duas maiores ilhas são Soure e Salvaterra. Ficamos nesta numa pousada em frente ao Rio Pará, extensão do Rio Amazonas.

Em Soure tem duas praias de fazer inveja a qualquer Pipa, Maragogi e outras do Nordeste, que são a do Pesqueiro e Barra Velha. Legal é que tu tomas banho de rio, mas no horizonte já é o Oceano Atlântico, que se vê perfeitamente.

No Marajó não tem aeroporto, tampouco alguma ponte que ligue ao continente ou mesmo entre as ilhas, é só de barco ou ferry.

Curiosidade: aqui a polícia local monta em búfalos, chamada de Bufalaria. O maior rebanho de búfalos do Brasil está no Pará, em especial no Marajó. O filé marajoara é isso mesmo, filé de búfalo gratinado com queijo dele mesmo…uma delícia !

Voltamos a Belém novamente de barco, em 3 horas e meia de viagem.

Muitas coisas interessantes: o Teatro da Paz, Mercado Ver-o-Peso, Basílica de Nazaré (aqui tem a festa do Círio de Nazaré, em outubro), Estação das Docas (igualzinho ao nosso cais, só que totalmente aproveitado com espaços culturais, restaurantes, bares, que inveja!)

Gastronomia? O tacacá, típico do Pará, comida indígena por natureza: primeiro porque é servida numa cumbuca natural, depois porque leva tucupi (caldo da mandioca), farinha de tapioca, folhas de jambu e peixe.

Mas tem também o pato no tucupi, costela de tambaqui na brasa e muitas frutas, muitas mesmo, a perder de vista…sucos, sorvetes…”

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