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Resultados da pesquisa por "jaguarão"

Um teatro do século 19 recuperado e mais um motivo para voltar ou conhecer Jaguarão

30 de novembro de 2015 2

Você já leu muito aqui sobre Jaguarão, cidade bem lá do sul do Estado, na fronteira com o Uruguai (do outro lado do rio está a uruguaia Rio Branco).

Já faz tempo que não vou, mas a querida Lelei fez Jaguarão chegar até mim com essa belíssima notícia (não, não tinha lido nada antes disso).

No último dia 13, a cidade se reencontrou com mais um prédio histórico restaurado, o do Teatro Esperança.

Fotos Fernanda Barbier, divulgação

Fotos Fernanda Barbier, divulgação

O nome não poderia ser mais apropriado para esse prédio que ficou anos sendo reconstruído. E ficou lindo!

TheatroEsperança_Jaguarão_plateia_mezanino
As informações são da assessoria de imprensa da prefeitura e, em resumo, dizem o seguinte:

  • O prédio começou a ser construído em 1887 e inaugurado 10 anos depois. Consta como o terceiro teatro mais antigo do Estado (os outros são o Sete de Abril, de Pelotas, e o São Pedro, de Porto Alegre).
  • Ele é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado desde 1990 e, mais recentemente, passou para a tutela e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
  • Na época da construção, a cidade vivia seu período áureo e ficava no roteiro de companhias artísticas que se apresentavam no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e Pelotas e seguiam para Montevidéu e Buenos Aires.
  • Uma coisa bacana destacada pelo material que divulga a reabertura do prédio é que o espaço, naquele tempo, adaptava-se a espetáculos circences, com a remoção de cadeiras e o piso da plateia, que tinha um tablado era móvel, e se transformava em picadeiro.
  • Agora, na restauração, a primeira etapa da obra começou em 2010 e teve recursos do governo federal. Custou cerca de R$ 6 milhões. Em 2012, começou a 2ª etapa, gerenciada pela prefeitura, com investimento de R$ 4,6 milhões. O projeto de restauro é assinado pelo arquiteto Wiliam Pavão.

TheatroEsperança_Jaguarão_palco_plateia_camarotes_mezanino
Fiquei superfeliz mesmo com a novidade. Quero voltar lá pra conhecer e, quem sabe, assistir algum espetáculo.

 

Batuva, em Pelotas e Jaguarão/Rio Branco

02 de setembro de 2015 0
Fotos divulgação

Fotos divulgação

E lá venho eu de novo falar sobre esse roteiro.

Mais especificamente de um restaurante deste roteiro.  É que foram tão especiais as vezes em que fui lá, que fico dizendo a todo mundo pra ir.

Pois então: se nesse feriadão você for a Pelotas/Jaguarão/Rio Branco, o que eu acho uma boa ideia, legal também é jantar ou almoçar no Batuva, restaurante com jeito uruguaio que há em Pelotas e em Rio Branco, no lado Uruguaio, bem do ladinho do Rio Jaguarão, com vista para a Ponte Mauá.

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Em Pelotas o restaurante existe desde 1995.

Em Rio Branco, desde 2009. Dá pra jantar num, dormir na cidade, almoçar no outro…

No serviço a la carte há carnes grelhadas, carnes na chapa, peixes, massas, saladas e os tradicionais doces de Pelotas.

batuva

Exposição em Jaguarão

22 de outubro de 2014 0

Pra quem vive na cidade ou vai passar por lá no final desta semana, a dica da Lea Pantoja é a XII Exposição Standard de Horticultura e Desenho Floral, promovida pelo Jaguarão Garden Club.

Vai ser de 23 a 25 de outubro, no Sindicato Rural da cidade.

No dia 23 o horário é das 18h às 22h. Nos outros dois dias,  das 10h às 22h.

Ao receber o email da Lea, convidando para a exposição, me dei conta de que já se passaram dois anos desde que estive lá pela última vez.

E taí uma cidade que eu gosto de visitar. Se quiser ler outros posts sobre Jaguarão, clique aqui.

Um museu exemplar em Jaguarão. Não deixe de ir!

11 de dezembro de 2012 4

Posso dizer que conheço alguns museus por aí…

Não é coisa de pessoa “entrada em anos”… Quando me mudei para PORTO ALEGRE, com 20 anos, vivia rodando pelos museus da cidade… E olhe que as opções eram bem restritas. Meus preferidos eram o MARGS e o Julio de Castilhos. Conhecia o acervo de cor. E aí passei a montar as estratégias para minhas viagens fora da cidade: segunda-feira, quando os museus em geral fecham, é dia de bater perna… nos outros dias, museus… dia de sol, é dia de bater perna… dia de chuva, museus… A alguns, dos quais gosto muito, se volto à cidade, volto também a eles…

Tudo isso pra dizer que não por falta de referências fiquei impressionada com o acervo e o cuidado do MUSEU DR. CARLOS BARBOSA Gonçalves, em Jaguarão, lá onde o Rio Grande do Sul faz a curva e se encontra com o Uruguai.

Começa pelo prédio, lindo, em estilo eclético, do século 19 (1896).


Naquela época, a região vivia seu auge, e as construções refletiam o poder econômico dos produtores de charque.

Foi nesse contexto que foi erguida a construção da Rua XV de Novembro, também conhecida como a “rua das portas”. Ela abrigou o médico e político e sua família.

Um pouco sobre CARLOS BARBOSA:

“Nascido numa tradicional família estancieira republicana de Jaguarão, filho de Antônio Gonçalves da Silva e de Maria da Conceição Rodrigues Barbosa, era sobrinho-neto de Bento Gonçalves. Passou sua infância e a adolescência em Jaguarão, onde a família tinha grandes propriedades. Com 15 anos foi estudar no Colégio Pedro II, no Rio, colégio da elite do Brasil Império, onde concluiu o curso de humanidades. Em 1875 graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, viajando, em seguida, para Paris, onde fez residência e, também, como republicano, buscou os ares de uma democracia. Além de cirurgia geral, fez especializações em oftalmologia, medicina interna e obstetrícia. Em 1879, voltou para Jaguarão, onde exerceu a medicina, envolveu-se na política e casou-se com Carolina Cardoso de Brum, com quem teve oito filhos. Ajudou a fundar o Partido Republicano Rio-grandense em Jaguarão, elegeu-se para a câmara municipal, depois como deputado e chegou a presidir o congresso constituinte. Foi nomeado por Júlio de Castilhos como o primeiro vice-presidente do Estado. O mandato como deputado seria renovado até 1907. Elegeu-se depois governador e dirigiu o Estado até 1913, com obras marcantes em sua gestão: o prédio da Faculdade de Medicina, o cais do porto de Porto Alegre e de Rio Grande, o início da construção do Palácio Piratini e o monumento a Júlio de Castilhos… Ainda elegeu-se senador, mas abandonou a política, aos 78 anos, e voltou a Jaguarão, onde morreu aos 82 anos.”


Da biografia de Carlos Barbosa dá para entender melhor o bom gosto da construção, dos móveis e objetos do casarão da Rua XV de Novembro.

Para preservar sua memória, a última herdeira, Eudóxia Barbosa de Iara Palmeiro, teve a ideia de deixar tudo como está. E, desde 1978, sob o comando de uma fundação, ele abre as portas para visitação.

A minha visita foi muito, muito rápida. Para dizer a verdade, implorei para conhecê-lo quando já não era horário. Não tinha data para voltar à cidade e queria muito conhecer o lugar.

Nesse sobrevoo, muitas coisas me chamaram a atenção: o primeiro telefone residencial do Estado, a banheira de mármore com as alças de um caixão porque o responsável por instalá-la acreditava que banho fazia mal à saúde (e ter banheiro dentro de casa, o que não era nada comum na época), os minúsculos sapatos de uma das filhas, uma das primeiras lâmpadas instaladas em território gaúcho ainda em funcionamento (com 112 anos de vida!) e muito mais…

São 23 cômodos e 600 metros quadrados. Mas o que me impressionou mais foi o cuidado com a casa e com o acervo. E a qualidade das informações da pessoa que me guiou, com conhecimento de causa e gosto.

Inclua o museu na sua visita à cidade. Ainda mais nessa época do ano, quando muita gente viaja pra ali para fazer compras no outro lado, o uruguaio, em Rio Branco.

Ah, não tenho fotos internas porque elas não são permitidas.


SERVIÇO

  • Rua 15 de Novembro, 642
  • Fone: (53) 3261-1746
  • Visitas de terça a sábado, das 9h às 11h e das 14h às 17h
  • Ingresso a R$ 5


Um detalhezinho que faz a diferença, em Jaguarão

23 de novembro de 2012 6

Quem vai para os freeshops na nossa fronteira em geral só passa pela cidade do lado brasileiro e pula pro outro lado, para se fartar de cosméticos, vinhos e essas coisas que fazem a alegria de quem gosta de compras.

Mesmo nas nossas empobrecidas cidades da fronteira, porém, há coisas muito legais. Portanto, gaste um pouco de tempo do lado de cá.

Por exemplo: em Jaguarão, há uma loja com coisas de casa (sempre digo que se um dia abrisse uma loja seria uma dessas!!!) que é uma gracinha.

Está por se mudar do casarão onde atualmente se instala (na Rua 15 de Novembro, 509, a rua das portas!), que por si só já é uma atração.

Ao entrar nela, estará explicado o porquê da mudança iminente. É tudo apertadinho e, se não cuidar, você não olhará para o alto, com pé direito gigante e pinturas maravilhosas no teto.

Há de tudo, dos importados chineses a produtos artesanais.

Não fui para comprar, fui mais para olhar a casa, porque me chamaram a atenção para ela, mas saí dali com dois mimos, e o que me fez gostar mesmo do lugar foi a produção da embalagem de presente.

Uma das proprietárias é artista plástica, a outra diz ser apenas uma aprendiz. Mas em poucos instantes fez duas embalagens lindas, com papel pardo e giz de cera. Detalhezinho que faz a diferença.

Não resisti e fiz um videozinho.


















P.S.: para quem gosta de antiguidades, na mesma rua e na mesma calçada, uma quadra abaixo, há uma bela loja do gênero. A maioria das peças, diz a proprietária, é trazida de Montevidéu.



Dica da pousadas em Jaguarão (2)

13 de novembro de 2012 0

Como tem muita gente indo à nossa fronteira para compras (ainda que com o dólar acima de R$ 2), especialmente às portas de mais um feriadão, resolvi dar dicas de pousadas que conheci em JAGUARÃO, que faz fronteira com RIO BRANCO, no Uruguai.

No post de ontem falei da Pousada Recanto das Flores, onde me hospedei. O de hoje é a da Raio de Sol, que só visitei. Quem sabe para uma próxima vez.

Ambas ficam na mesma rua, a 27 de Janeiro, e se assemelham em termos de valor de diária (entre R$ 150 e R$ 200).

A Raio de Sol também era uma casa antiga, como a Recanto, mas dela só restou a estrutura. Foi ampliada e reformada. Parece ser muito confortável e arejada.

Mesmo que tenha ido só para conhecer, fui muito bem recebida, e a recepcionista mostrou todas as instalações. Não anotei e minha memória pode estar falhando, mas se não me engano são 10 apartamentos, alguns na parte antiga, a maioria na nova.

Tem facilidades que pra muita gente faz diferença, como TV a cabo e wireless, além de frigobar e ar-condicionado em todos os apartamentos.

Dica de pousadas em Jaguarão (1)

12 de novembro de 2012 0

Como tem muita gente indo à nossa fronteira para compras (ainda que com o dólar acima de R$ 2), especialmente às portas de mais um feriadão, resolvi dar dicas de pousadas que conheci em JAGUARÃO, que faz fronteira com RIO BRANCO, no Uruguai.

A propósito: reserve um tempo para conhecer a cidade, ainda que sua intenção sejam apenas as compras. Mas isso será motivo de um (ou vários outros) post!

Na primeira delas eu me hospedei. A Pousada Recanto das Flores era uma antiga casa de chácara, erguida no início do século 20, que agora fica na entrada da cidade.

Não espere luxo. Ela é confortável em seus seis apartamentos e passa aquela impressão de se estar visitando um parente do interior, com móveis e ambientação antigos.

A dona da casa, Lea, da quinta geração da família a ocupá-la, a transformou em pousada há cerca de quatro anos.

Diante da aposentadoria, da casa imensa e vazia e das possibilidades que a cidade vem oferecendo desde a abertura dos freeshops do lado uruguaio, achou que era uma boa ideia.

O café da manhã tem pães caseiros, geléias feitas na cidade, fruta, sucos e chás.

Da casa, o melhor está do lado de fora, com um jardim amplo e bem cuidado (Lea confessou fazer parte de um grupo chamado Jaguarão Garden Club), com um pequeno lago e um gazebo com cadeiras perfeito para leitura.

Às 17h, é servido um chá, com doces e bolos. Nós perdemos, chegamos tarde de mais, entretidos com a visita à cidade. Mas a Lea, gentilmente, serviu um chá com biscoitos em uma mesa junto à bay window do nosso quarto (o Hibisco! Os seis apartamentos levam nomes de flores).


Guilhermino, guardião da ponte de Jaguarão

18 de maio de 2011 1

GATOS DE VIAGEM

Quem envia esta contribuição para a seção é a Vera Lúcia Puhl Miron. Eu andei, há pouco, pelo mesmo destino e vou escrever sobre isso num outro post. Neste, vamos nos ater aos fatos, quer dizer, aos gatos!

Veja o texto e as fotos enviadas pela Vera.


“Olá! Sou fã de seu blog. Adoro viajar. No feriado de Páscoa fomos a Jaguarão e Rio Branco, que fica no Uruguai.

Atravessamos a linda ponte sobre o rio Jaguarão. Almoçamos no restaurante Grelhados Batuva.


Durante o almoço apareceu este gato, o Guilhermino, pelo lado de fora da janela.


Desta janela tínhamos vista do rio e da ponte.


É um passeio que vale a pena e pode-se aproveitar para fazer compras no freeshop. Abraços e uma ótima semana.”

As portas de Jaguarão e outras coisas legais do sul do Rio Grande

20 de outubro de 2010 2

Pretendo sanar uma de minhas falhas graves daquela lista de lugares que se deve conhecer antes de morrer na próxima semana (nem eu acredito que não conheço as Missões!).

Mas tem muitos outros que eu gostaria de visitar. Já vi livros e ensaios fotográficos sobre as portas e janelas de JAGUARÃO, por exemplo, no sul do Estado, mas lá nunca estive.

Pois ontem calhou de desembarcar no meu e-mail uma contribuição generosa da Claudia Broglio, que é engenheira Florestal em Guaíba, cidade vizinha de Porto Alegre (será que um dia teremos uma outra ponte ou um ferry a unir as duas cidades?!)

Bom, mas a Claudia escreveu algumas considerações e mandou fotos bacanas de seu passeio pelo sul do Estado. Confira:


“Olá Rosane,

Gosto muito do seu blog na ZH.com. Toda semana leio suas dicas e dizeres sobre as belezas que temos por aí a fora. Neste fim de semana fui conhecer as famosas portas de Jaguarão e o museu Carlos Barbosa…




E achei muito mais do que isso: janelas, casas, antiquários… E um pôr do sol na ponte da fronteira….



Também visitei antiquários e a Charqueada Santa Rita em Pelotas… Indescritível…





Sei que o espaço se chama “janelas pelo mundo”, mas não podia deixar passar essa oportunidade de mandar fotos das portas de Jaguarão. Reza a lenda que um marceneiro italiano por lá chegado se encantou com a cidade e, com uma gauchinha, acabou ficando. Como era artesão, esculpiu as famosas portas centenárias espalhadas pelos casarões da cidade. Tão imponentes e belas que chegam a até quase 10 metros de altura. Hoje, seu neto, um senhor muito simpático e ocupado, dá continuidade ao ofício do avô…



Sem esquecer das janelas com seus vitrais insubstituíveis…

Não sou uma fotógrafa profissional, mas acho que vale a lembrança…

Faço um curso de restauração de móvies, e a viagem foi um passeio técnico da turma (impagável).

Abraço,

Claudia”


Gasteiz Vitória, uma bela surpresa em Ijuí

26 de agosto de 2016 0
Fotos Gasteiz Vitoria, divulgação

Fotos Gasteiz Vitoria, divulgação

É desta cidade do noroeste gaúcho que saiu um dos projetos gastronômicos mais bacanas que eu conheço, o Al Mondo – Turismo Gastronômico, dos queridos Marcelus e Suzi.

Foi com eles, entre outros amigos, que conheci o restaurante Gasteiz Vitória, em Ijuí.

Por isso talvez a palavra “surpresa” do título não seja a mais adequada…

É que às vezes na arrogância e/ou desconhecimento de pessoas como eu, que vive numa cidade maior, a gente não se dá conta das coisas legais que há no interior do Estado (já falei outras vezes que um dos museus mais bacanas que conheço está em Jaguarão, que uma das livrarias mais queridas que já fica em São Francisco de Paula, que um dos teatros mais bonitos está em Lajeado…) Enfim…

Voltando ao Gasteiz Vitória, que na verdade existe desde 2007… Fui sabendo que era um bar/restaurante que tem como especialidade as “tapas espanholas”.

Na casa alaranjada que fica abaixo do nível da rua, meio escondida, encontrei um lugar aconchegante (são só 30 lugares), com boa música (variando do jazz para o blues e o flamenco) e tapas excelentes.

Foram nos servindo uma sequência com embutidos, queijos, azeitonas…

Tem tapas sempre de quinta a sábado, a partir das 20h (o restaurante também abre para almoço, de segunda a sábado, e para jantar, de quarta a sábado).

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- Surgiu com objetivo de realizar um sonho profissional e, ao mesmo tempo, suprir uma lacuna no cenário comercial local. À época, a cidade estava carente de opções gastronômicas com diferenciais de qualidade, tanto no que se refere ao alimento em si como também ao serviço – conta André Sartori do Nascimento, um dos proprietários, que viveu seis anos na Espanha.

Foi nas viagens por lá que André deparou com um jeito diferente de servir e comer, que ele tenta reproduzir na casa de Ijuí (o nome, aliás, é uma referência à cidade espanhola Vitoria-Gasteiz, capital da província de Álava, no País Basco), ao lado da sócia Aline Eickhoff Battú.

- A grande maioria dos ingredientes utilizados também são encontrados no Rio Grande do Sul. A cozinha tradicional espanhola é simples em técnicas de preparo, porém extremamente rica em ingredientes fazendo jus à dieta mediterrânea – completa André.

Fica na Rua 7 de Setembro, 645, em Ijuí.

E é bom reservar sempre, já que o lugar é pequeno: fones (55) 9917-0517 ou 9992-2570

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Um (belo) espaço para a cultura em Lajeado

04 de setembro de 2014 0

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Vinda de uma cidade onde as opções de cultura eram quase nulas, adoro quando volto/vou para cidades do interior gaúcho e tenho surpresas agradáveis como a que tive ao conhecer o Centro Cultural da Univates, em Lajeado.

Foi a mesma sensação ao conhecer, anos atrás, a queridíssima Miragem, livraria de São Francisco de Paula

Ou o muito bem cuidado Museu Dr. Carlos Barbosa, em Jaguarão

Ou ao saber do Da Maya Espaço Cultural, em Bagé, que eu ainda não conheci…

São iniciativas relativamente recentes e que mostram uma preocupação em descentralizar a cultura, em oferecer espaços e acervos de qualidade ou de preservá-los com todo o cuidado, como é o caso do museu de Jaguarão.

Mas, voltando ao início, ao centro cultural da Univates…

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Ele é composto por um teatro com 1,2 mil lugares, que foi inaugurado em maio, e uma biblioteca com um acervo de 150 mil volumes e capacidade para o dobro (300 mil), inaugurada em agosto.

O teatro é moderno e não fica devendo nada às melhores salas de espetáculo do país. A biblioteca em três andares, além de toda informatizada, com empréstimo e devolução digitais etc, etc, tem muito espaço para pesquisa, salas de estudos em grupo…

Que bom ver esses oásis. Que venham muitos mais e deixem de ser exceções.

Um restaurante para conhecer em Pelotas

12 de março de 2013 1

Não se trata de complexo de vira-lata, aquele eternizado por Nelson Rodrigues.

Isso acontece não só no Brasil, já tive essa sensação em outros lugares.

Mas é que às vezes há lugares que parecem deslocados de onde estão. Sem puxar muito pela memória, alguns no Rio Grande do Sul que eu já descrevi aqui:

São museus, livrarias, restaurantes que poderiam estar em qualquer lugar do mundo e fariam bonito.

Tive essa sensação ao entrar no restaurante CHU, em PELOTAS.

Fui lá no final do ano passado e falei tanto dele ao vivo que achei até que já tivesse escrito sobre ele. Não tinha.

Saí de Porto Alegre com essa intenção, de ir até Pelotas pra conhecer o restaurante (uma boa PARA IR NO FINAL DE SEMANA). Fiz a reserva com antecedência e deu tudo certo. Quando cheguei, estava lá uma boa mesa reservada.

A mesa, aliás, ficava bem à frente da cozinha, que fica visível para todo o salão. É legal observar o movimento e ver o próprio prato ser preparado…

Essa coisa da cozinha no centro das atenções, de novo, me remete à infância na colônia italiana. A peça mais importante da casa, onde se passava a maior parte do tempo.

E ela tem tudo a ver ali, naquele restaurante de inspiração italiana, um antigo prédio do século 19 que sofreu as intervenções contemporâneas do arquiteto Rudelger Leitzke.


Para o prato principal, escolhi o sorrentino de bacalhau ao molho de nata.

A entrada era ótima, a sobremesa um sorvete artesanal, que foi o único que eu fotografei (sim, apesar de fotografar os pratos, eventualmente, eu fico constrangida), ainda que tenha ficado sem foco.

O espumante que acompanhou a refeição foi sugerido pelo pessoal do Chu, onde a carta de vinhos e a adega são bem respeitáveis.

Valeram a pena as três horas de carro até lá.

O lugar, a comida, a atmosfera… gostei de tudo.


Serviço

  • Funciona terça, quarta, quinta e domingo, das 18h30min às 24h
  • Sexta e sábado das 18h30min à 1h
  • Tem telentrega de pizzas a partir das 18h30min

Volta ao mundo com uma criança a tiracolo

30 de agosto de 2011 2

O título é de um texto publicado na página 2 do caderno VIAGEM desta terça. Tem muito mais coisa na página, confira lá, mas resolvi republicar aqui essa entrevista porque a história é bacana e mais ainda porque a foto que eu recebi agora é SEN-SA-CIO-NAL. Não poderia desperdiçá-la. Você não acha? Que inveja desse pequeno viajante Felipe!

Veja abaixo a entrevista:

Há poucos dias, eles estavam em Yogyakarta, na ilha de Java, na Indonésia. A comunicação não era muito fácil, mas eles enviaram um e-mail extenso, descrevendo um pouco da aventura de viajar por cinco meses com uma criança de dois anos.Claudia Ferraz Rodrigues Pegoraro, 35 anos, promotora de Justiça em Jaguarão (RS), e Marlon Sandri Pegoraro, 35 anos, policial rodoviário federal, estão há horas na estrada, carregando a tiracolo o filho Felipe. E descrevem tudo no blog Felipe, o Pequeno Viajante. Junto, o casal já conhece 54 países. Felipe, pasme, já tem no passaporte a passagem por mais de 20 nações. E ele já tem lá suas impressões de viagem:

– Quando chegamos num terraço de arroz, em Bali, ele me olhou e disse: que lindo mamãe! – descreve Claudia.


Zero Hora – Desde quanto vocês viajam com o Felipe?

Claudia Ferraz Rodrigues Pegoraro – Fizemos uma primeira viagem grande com ele quando ainda não tinha três meses, aos Estados Unidos e Canadá. Os dois anos, agora, ele completou na Rússia.


ZH – Como é viajar com uma criança tão pequena? Como vocês se adaptam?

Claudia –A gente escolhe os destinos que a gente tem vontade de conhecer. Antes de o Felipe nascer, a gente achava que depois só iríamos à Disney e destinos do gênero, mas depois da primeira viagem, quando vimos que não tem mistério, fomos ficando cada vez mais corajosos. Claro que fizemos vários testes, em viagens curtas, perto de casa, até nos animarmos a fazer esta “volta ao mundo” de cinco meses.


ZH – O que vocês acham que ele aprende viajando?

Claudia – Não tem nada melhor para a estimulação de uma criança do que estar o tempo inteiro com o pai e a mãe. Se a gente estivesse em casa, ele estaria com a babá, na creche, seria bem diferente. Também dá a ele esperteza: ele está sempre ligado, cuida quando vem carro, como a gente anda na rua. Não acredito que ele vá lembrar de nada, mas tenho certeza de que ele vai adorar ver as fotos no futuro.


ZH – Quais as principais dificuldades de viajar com o Felipe? Que cuidados vocês têm?

Claudia – É preciso estar atentos à documentação, pois eles precisam de passaporte, vistos, como os adultos, e sempre é bom levar também uma cópia da certidão de nascimento, porque nos passaportes não tem o nome do pai e da mãe e isso pode causar problemas. A gente também faz um check-up geral de saúde antes de viajar, além de tomar todas as vacinas e ter um bom plano de saúde.


ZH – É possível ir a qualquer lugar do mundo com um filho pequeno?

Claudia – Se sobrevivemos à Índia com o Lipe, tudo é possível. É preciso ter energia e disposição, porque é muito trabalhoso – o tempo que antes a gente passava descansando, quando chegava ao hotel, agora tem que dar banho, lavar as roupas etc, mas vale cada minuto! Não tem alegria maior do que vê-lo correndo pelo Taj Mahal, comendo uma fruta diferente, brincando com crianças de todas as raças…



O Museu do Pão, de Ilópolis para Roma

19 de fevereiro de 2010 0
No próximo dia 25, será inaugurada no Museo Hendrik Christian Andersen, de Roma, uma mostra de arquitetura brasileira pelo escritório Brasil Arquitetura, responsável, entre outros projetos, pelo Museu do Pão de Ilópolis, cidade do Vale do Taquari, integrante do Caminho dos Moinhos, que cuida da restauração de antigos moinhos italianos na região.

Os arquitetos também são responsáveis pelo Museu Rodin de Salvador, Museu dos Pampas de Jaguarão, Museu Igatu na Bahia, Novo Memorial Luiz Gonzaga no Recife, etc, que integrarão a mostra.

A exposição, em Roma, tem apoio e patrocínio da Associação dos Amigos dos Moinhos do Vale do Taquari, do Ministério da Cultura e do governo italiano.

Para ilustrar, duas fotos do Museu do Pão e o convite da mostra, que tem o sugestivo nome A TRADIÇÃO DO NOVO e fica em cartaz até 2 de maio. Quem avisa sobre o evento é o diretor da instituição, Manuel Touguinha.