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Resultados da pesquisa por "museu do pão"

Museu do Pão e intercâmbio na Itália

06 de março de 2012 3

Em fevereiro, no dia 22, o Complexo Arquitetônico do Museu do Pão, Oficina de Panificação e Moinho Colognese de Ilópolis completou quatro anos.

E mereceu, há poucos dias, destaque no The Wall Street Journal. Não é a primeira vez. Outros jornais e revistas já falaram sobre essa miragem na pequena Ilópolis, que fica a 200 quilômetros de Porto Alegre, e arquitetos de vários pontos do mundo já estiveram ali para conhecer a obra que consegue colocar em harmonia o antigo e o novo.

O legal é que se trata de um museu vivo, onde se mesclam história e arquitetura com oficinas, cursos etc com a participação da comunidade, e mais de 10 mil pessoas já passaram por ali.

O jeito encontrado para comemorar o aniversário de quatro anos também foi bacana. Nesse dia, embarcaram para a Itália 20 jovens da região que haviam participado de cursos no local para uma imersão de 12 dias em Auronzo di Cadore. A essa altura, já devem estar de volta, com muita história para contar.


Enfim, uma visita ao Museu do Pão

14 de junho de 2011 10

É muito legal receber material de divulgação de todo lado e ser abastecida pelos leitores, mas eu sempre prefiro conferir com meus próprios olhos. Não por desconfiança, mas por curiosidade e vontade de conhecer lugares novos.

Por isso já estava meio “passada” com a impossibilidade de chegar ao Museu do Pão, mais um caso daqueles “tão perto, tão longe”.

Pois, afinal, cheguei lá, num roteirinho que fiz pelo Vale do Taquari, uma região linda do Rio Grande do Sul.

O Museu do Pão fica no Moinho Colognese, na pequena e simpática ILÓPOLIS (que, como eu costumo brincar, é uma das cidades da “grande Anta Gorda”), a 200 quilômetros de Porto Alegre.

O Colognese é um dos seis a integrar o CAMINHO DOS MOINHOS, uma iniciativa que pretende recuperar antigos moinhos abandonados, não apenas para restaurá-los, mas para dar-lhes vida nova, reintegrá-los às comunidades para os quais foram tão importantes em outras épocas.

No Museu do Pão, inaugurado em 2008, há uma pequena coleção de objetos utilizados pelos imigrantes italianos do Vale do Taquari, refazendo a trajetória da produção do alimento “do grão ao prato”.

Uma outra linha do tempo resume 14 mil anos da presença do pão na história da humanidade e das religiões.

Há, ainda um pequeno auditório para documentários, filmes e palestras.

E, óbvio, um espaço para oficinas onde se pode aprender a fazer pães e outras delícias. Não é apenas uma viagem no tempo. É, também, uma viagem que pode ajudar a delinear o futuro dessas comunidades.

O Museu do Pão, de Ilópolis para Roma

19 de fevereiro de 2010 0
No próximo dia 25, será inaugurada no Museo Hendrik Christian Andersen, de Roma, uma mostra de arquitetura brasileira pelo escritório Brasil Arquitetura, responsável, entre outros projetos, pelo Museu do Pão de Ilópolis, cidade do Vale do Taquari, integrante do Caminho dos Moinhos, que cuida da restauração de antigos moinhos italianos na região.

Os arquitetos também são responsáveis pelo Museu Rodin de Salvador, Museu dos Pampas de Jaguarão, Museu Igatu na Bahia, Novo Memorial Luiz Gonzaga no Recife, etc, que integrarão a mostra.

A exposição, em Roma, tem apoio e patrocínio da Associação dos Amigos dos Moinhos do Vale do Taquari, do Ministério da Cultura e do governo italiano.

Para ilustrar, duas fotos do Museu do Pão e o convite da mostra, que tem o sugestivo nome A TRADIÇÃO DO NOVO e fica em cartaz até 2 de maio. Quem avisa sobre o evento é o diretor da instituição, Manuel Touguinha.

Na Cidade da Olimpíada (9): ônibus panorâmicos (um deles de dois andares) na Zona Sul e no Centro

15 de agosto de 2016 1
Rio Ônibus, divulgação

Rio Ônibus, divulgação

Poderia ter começado na semana passada, mas vá lá, ainda está em tempo: nesta segunda-feira, dia 15, o Rio Ônibus, em parceria com a Riotur, lança o Sightseeing Rio, serviço oficial da primeira linha de passeios turísticos na cidade em ônibus panorâmicos.

Segundo o site do sindicato das empresas de ônibus do Rio, a operação será implantada de forma gradual, utilizando o público da Olimpíada para qualificar o serviço e torná-lo mais atrativo para cariocas e turistas.

O Sightseeing Rio vai operar com quatro ônibus comprados especialmente para o serviço. Um deles é double deck (dois andares), com capacidade para 71 passageiros. O modelo de dois andares terá como principal atração o piso superior, sem capota. Os outros três ônibus, do tipo frescão, têm janelas panorâmicas e capacidade para 50 pessoas.

Como vai funcionar:

  • As viagens sairão da Praça General Osório, em Ipanema, que abriga uma estação do metrô.
  • Guias turísticos farão o atendimento em português e inglês e darão destaque às diferentes atrações ao longo do percurso.
  • O serviço vai funcionar de segunda a domingo, a partir das 8h, com a última partida às 18h, com intervalos de 40 minutos.
  • Os ônibus farão a linha Praça General Osório-Praça Mauá, percorrendo a orla de Copacabana, passando ainda por ruas de Botafogo, Praia do Flamengo e Centro, incluindo o Boulevard Olímpico, na Praça Mauá. Nesse trajeto, haverá uma parada na base do bondinho do Pão de Açúcar, na Praia Vermelha (Urca).
  • Uma sinalização especial vai identificar os pontos de parada do Sightseeing Rio.
  • O passe custará R$ 80 e, nesta fase inicial de operação, deverá ser adquirido só nos próprios ônibus. Serão aceitos pagamentos em dinheiro (reais) e cartões de débito ou crédito. Uma pulseira servirá para a identificação de quem poderá embarcar nos pontos ao longo do itinerário. Crianças de até sete anos terão direito a gratuidade.

Algumas atrações:

· Arpoador

· Forte de Copacabana

· Praia de Copacabana

· Futuro Museu da Imagem e do Som

· Pão de Açúcar

· Enseada de Botafogo

· Parque Carmem Miranda

· Casa Julieta de Serpa

· Castelinho do Flamengo

· Glória

· MAM

· Praça XV

· Candelária

· Boulevard Olímpico (Praça Mauá)

· Cais do Valongo

· Praça Tiradentes

· Lapa

Visitando a História nos campos de concentração de Auschwitz, na Polônia

27 de janeiro de 2015 2

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Escrevi este texto, originalmente, para um de meus sobrinhos e o estou republicando aqui e no caderno Viagem desta terça-feira.

Adolescente, Luiz Antonio estudava na escola os efeitos do nazismo e os campos de concentração na mesma época em que visitei um deles, em meados de 2014. Ele estava tocado pela história de atrocidades e ficou ainda mais impressionado quando mostrei as imagens recém captadas.

Com a professora de história, ele me convidou para falar sobre isso aos colegas de sala de aula. Infelizmente, não pude ir, mas combinamos que eu escreveria sobre a visita e mandaria fotos. Ele e a “profe” apresentariam aos colegas, o que de fato aconteceu.

Hoje, no dia exato em que se completam 70 anos da liberação do campo de Auschwitz, achei que deveria compartilhar o que escrevi.

Por que no caderno de turismo? Por que, sim, os campos viraram ponto turístico (não é a primeira vez que o Viagem fala neles).

Mas são muito mais do que isso: são um monumento à estupidez humana e à intolerância que, volta e meia, como agora, se acirram perigosamente.

A seguir, a carta que eu escrevi ao Luiz Antonio:

 

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Quando eu decidi visitar a Polônia, numa viagem que incluía também outros três países (Áustria, Hungria e República Tcheca), pensei duas vezes se deveria ou não conhecer os campos de concentração de Auschwitz. Viajava em férias, para deixar para trás as coisas pesadas do ano, e tinha medo de ficar triste demais com o que veria. Mas achei que era importante, como jornalista, e para entender melhor a História que a gente estuda nos livros.

Fui a Auschwitz quando estava hospedada em Cracóvia, uma cidade linda onde viveu um bom tempo o papa João Paulo II (foi onde ele estudou e virou bispo e cardeal, entre os 18 e os 58 anos, até virar Papa).

Os campos de concentração ficam a 60 quilômetros de Cracóvia, que já foi a capital da Polônia (a atual é Varsóvia). No site de Auschwitz, sugerem que se agende a visita com uma antecedência de dois meses, já que os visitantes são muitos (em 2014, foram 1,5 milhão de pessoas).

O ideal é entrar no campo com guias, que explicam tudo. O ingresso é gratuito, mas é dada uma contribuição aos guias (em torno de 5 euros).

Como eu comprei um passeio desde Cracóvia, paguei 60 euros pela passagem (mais ou menos R$ 190). Não se pode entrar com mochilas ou bolsas grandes.

Recebi um fone e um aparelho de transmissão para ouvir o que o guia diz – eu fui com um que falava espanhol.

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Quando a gente se refere a Auschwitz, se está falando de um complexo com vários campos de concentração. Eu visitei os campos I e II, distantes três quilômetros um do outro. Bem na entrada, há um letreiro onde está escrito em alemão Arbeit Macht Frei (que significa “o trabalho liberta”). Muitos dos que foram para ali, a grande maioria judeus, achavam que estavam indo para trabalhar e que ganhariam casas em troca também.

Mas quando os judeus e outros grupos perseguidos pelos nazistas chegavam (havia ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos etc), eles tinham tudo o que levavam na bagagem confiscado. Eram enganados o tempo inteiro.

Uma das fotos que eu tirei mostra as malas com os nomes das pessoas. Os nazistas pediam para que identificassem as bagagens para que elas fossem devolvidas quando saíssem, mas era mentira, já que a maioria morreria ali e nunca mais veria seus pertences.

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No primeiro campo, que tem prédios de tijolos à vista e dois andares, há muitas salas com esses objetos. A mais triste delas é uma com centenas de sapatos de crianças, que não eram poupadas da morte.

Outra sala tem cabelos, montes de cabelos de pessoas.

Quando chegavam ao campo, todos tinham a cabeça raspada. O cabelo comprido das mulheres era cortado e com ele faziam tecidos para as roupas dos soldados alemães. Nesse lugar onde estão os cabelos, por respeito aos mortos, não se pode fotografar.

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Em outro cômodo há uma vitrine com próteses dos que tinham deficiências físicas.

Como se sabe, na sua loucura, Hitler e os nazistas queriam criar uma raça perfeita e faziam experimentos científicos com as pessoas.

Nesse mundo deles, não havia lugar para quem tivesse qualquer deficiência. Outras salas têm objetos pessoais (escovas, pentes, pincéis para barbear, etc) e utensílios domésticos.

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Dos prédios que ainda se mantêm como museu, um ficou igual ao que era na época: o pavilhão número 11.

Nele há um corredor imenso com fotos das pessoas que passaram por lá (a maioria mortas no campo). Também conservam os beliches onde elas dormiam – quatro, cinco e até seis pessoas dividiam a mesma cama.

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Nesse mesmo pavilhão número 11, há um subsolo onde ficavam os “prisioneiros” do campo (todos eram prisioneiros, não podiam sair) que eram julgados sumariamente e enviados para essas solitárias do subsolo, ficando espremidos em celas minúsculas.

Foi onde fizeram as primeiras experiências de matar gente com gás. Foram mortas ali mais ou menos 600 pessoas.

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Mais tarde construíram as câmeras de gás e os fornos crematórios.

Na câmara colocavam as pessoas todas juntas, sem roupas, e inseriam o gás por meio de buracos que havia no teto para matá-las.

Depois, os corpos eram jogados no forno e viravam cinzas.

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Como eu imaginava, é muito triste ver isso tudo.

As pessoas (turistas, estudantes, professores, estudiosos, curiosos…) visitam esse lugar de uma forma muito respeitosa.

Fica todo mundo em silêncio, só ouvindo as explicações, feitas em voz baixa pelos guias.

Não se ouve ninguém falando alto nem rindo e vi muita gente chorando (eu, inclusive), porque é muito triste pensar que seres humanos fizeram isso com outros seres humanos: aprisionar, matar com crueldade, fazer experimentos científicos com cobaias humanas…

A sensação que eu tinha era de estar participando de uma imensa cerimônia fúnebre, um enterro daqueles que eu ia em Anta Gorda, a minha cidade natal, quando se caminhava da igreja até o cemitério. Eu me concentrava no silêncio das pessoas e no único ruído, o dos pés pisando o cascalho fino.

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Depois eu visitei o segundo campo, que se chama Auschwitz II-Birkenau, pior ainda que o primeiro.

Nesse as pessoas chegavam diretamente de trem e muitas eram enviadas logo para morrer nas câmaras de gás.

Quem não era morto fazia trabalhos forçados para os nazistas e vivia em condições desumanas em galpões de madeira numa região onde, no inverno, chega a fazer -30ºC.

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Uma das fotos mostra as latrinas coletivas.

Não passam de buracos onde todos eram obrigados a fazer as necessidades juntos. Faziam isso para que as pessoas fossem perdendo a dignidade.

Os prisioneiros só podiam usá-las duas vezes por dia e sob o olhar dos soldados. E tem uma história que, se não fosse trágica, poderia ser uma espécie de anedota: os soldados que vigiavam os prisioneiros preferiam trabalhar nesse galpão porque o calor dos excrementos acabava aquecendo-os no inverno. Esses vigias, por isso, eram chamados de “generais de merda”. Eu nunca tinha lido nada sobre isso, foi a guia que nos acompanhou que contou. Não sei se é verdade ou não.

Nesse mesmo campo, quando houve a libertação dos prisioneiros, os nazistas tentaram apagar as provas da crueldade que tinham feito e inclusive incendiaram muitos dos galpões.

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Depois que acabou a guerra (que durou de 1939 a 1945), a Polônia criou um museu nesses campos de concentração. Desde 1947, mais de 30 milhões de pessoas já visitaram esses locais. Em 2002, a Unesco declarou o lugar Patrimônio da Humanidade.
Calcula-se que ali mataram mais de 1,3 milhão de pessoas. É como se matassem quase toda a população de Porto Alegre. Dá para imaginar?!

Em escolas da Polônia e da Alemanha, ir aos campos de concentração é uma matéria obrigatória. Todos os estudantes precisam ir. Por quê? Para que se entenda o que aconteceu e não se repita mais uma atrocidade daquelas.
Se eu fiquei triste na visita?!

Como eu já falei, fiquei muito triste. Chorei bastante só de imaginar tanta maldade. Fiquei triste de saber que seres humanos fizeram aquilo com outros seres humanos. E é essa a principal lição que a gente aprende: que precisa lutar para que isso não se repita nunca mais.

***

P.S: depois de ter publicado este texto, li este outro publicado pela jornalista Dorrit Harazim em sua coluna no jornal O Globo, sobre turismo em Auschwitz. Uma bela reflexão.

 

Festa do Pão, em Ilópolis

15 de outubro de 2014 0
Associação dos Amigos dos Moinhos do Vale do Taquari, divulgação

Associação dos Amigos dos Moinhos do Vale do Taquari, divulgação

Toda vez que eu penso em pão, lembro da minha mãe.

Não só porque ela fazia o melhor pão que eu já comi na vida, mas porque sempre tinha uma história relacionada a ele para contar.

Ela costumava falar de um vizinho na colônia que era tão fanático pelo alimento que, sempre que exagerava na dose dizia, em dialeto vêneto (escrito aqui do jeito que se pronuncia):

“Cravichi, se fusse de pan me manharia”.

Na tradução (também livre): “Palavrão, se eu fosse feito de pão, comeria a mim mesmo”.

E havia sempre uma outra historinha enquanto ela colocava o pão no forno de barro, no fogão a lenha ou, meio contrariada, no fogão a gás.

Meu olho brilha diante de um pão recém saído do forno, quentinho, de uma prateleira de padaria, de uma mesa de café da manhã.

moinho1

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E esse nariz de cera (essa introdução) passou da conta diante do que eu queria dizer mesmo, que era divulgar a Festa do Pão que será promovida esta semana pela Associação dos Amigos dos Moinhos do Vale do Taquari nesta semana.

Vai ser dos dias 16 a 19, em ILÓPOLIS, onde fica o belíssimo Museu do Pão. Se você não visitou ainda, é uma bela oportunidade.

Veja abaixo a programação:

 

Reprodução

Reprodução

Como é lindo o meu vale...

13 de janeiro de 2014 0

Bairrismo à parte, eu sempre me emociono quando (re)vejo a terra onde nasci, o vale que abriga as cidades da minha infância, adolescência…

Gostei de rever tudo isso na semana passada, numa das reportagens da série dos mochileiros Nádia Bochi e Jimmy Ogro no programa Mais Você, de Ana Maria Braga, na Globo.

Mais de uma vez falei aqui sobre o MUSEU DO PÃO e a GRUTA DE ITAPUCA e sobre filós e festas italianas etc, etc…

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A reportagem está neste link. São vários pequenos vídeos que mostram lugares e personagens.

O Museu Dalí, na terra natal do pintor

31 de maio de 2012 0

As meninas do blog 2 na Estrada mandam mais uma de suas contribuições.

Desta vez, elas passaram pela ESPANHA e fizeram um relato sobre o MUSEU DALÍ, em Figueres, terra natal do pintor.

Como museus são um dos meus fracos (tenho uma irresistível tentação de entrar em todos eles, seja qual for a temática, assim como em igrejas, seja qual for a religião, e cafés…), reproduzo uma parte do que a Caterine Vila & Solange Campello (clique para ver o post completo) escreveram sobre esse tributo ao genial artista.

Que tal conhecer o maior objeto surrealista do mundo? O Teatro-Museu Dalí, localizado na cidade de Figueres – província de Girona –, é exatamente isso e mais um daqueles passeios imperdíveis da região da Catalunha. O Museu-Teatro é a maior atração de Figueres – terra natal de Salvador Dalí – e foi construído a partir das ruínas do antigo prédio do Teatro Municipal (destruído no fim da guerra civil espanhola) por decisão do próprio artista. Inaugurado em 1974, o museu contém obras de todas as fases de Dalí desde seus trabalhos artísticos iniciais, como desenhos e pinturas, suas criações surrealistas e também obras realizadas especialmente para o museu, como a Sala Mae West e a Sala do Palácio do Vento. Algumas de suas obras mais famosas, como “A cesta de pão”, “Port Alquer”, “Garota de Figueres”, entre inúmeras outras, também podem ser apreciadas no Teatro-Museu. É realmente uma experiência única passar o dia vivenciando a obra deste que é um dos maiores nomes do surrealismo e ícone de 4 gerações de admiradores espalhados pelo mundo.”



Livro, documentário e exposição no Centro Cultural Erico Verissimo, na Capital

22 de maio de 2012 0

Nesta terça, dia 22, o livro Museu do Pão – Caminho dos Moinhos tem lançamento no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, em PORTO ALEGRE.

Organizada por João Grinspum Ferraz, com fotografias de Nelson Kon, o livro será autografado a partir das 19h.

Também será mostrado o documentário O Milagre do Pão (55 min), com roteiro e direção de Isa Grinspum Ferraz.

Ambas as obras registram e contextualizam a criação do Museu do Pão, no Moinho Colognese, construído em 1917 em Ilópolis, que fica a cerca de 200 quilômetros de Porto Alegre.

Projetado pelos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, o restauro do Moinho Colognese e as construções do Museu do Pão e da Escola de Panificação e Confeitaria unem o antigo e o novo, e são considerados marcos da arquitetura.

No próprio centro cultural, até o dia 2 de junho, segue em exposição Brasil Arquitetura: a Tradição do Novo, dos dois arquitetos (sala O Arquipélago, 1º andar, de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 11h às 18h, com entrada franca).

A exposição apresenta outros dois projetos desenvolvidos pelos arquitetos –Museu Rodin Bahia, também chamado de Palacete das Artes Rodin Bahia, e Memorial de Imigração Japonesa (Museu KKKK), em Registro (SP).

Abaixo, só para ilustrar, o convite da abertura da mostra.

Cartões-postais numa cidade do Alto Taquari

08 de agosto de 2011 2

CARTÃO-POSTAL

Reencontrei, em férias recentes, paisagens da minha infância.

Era tudo tão perto e tudo tão longe.

Bastava percorrer 14 quilômetros para ir de Anta Gorda, a minha cidade, até Ilópolis, a vizinha  mais próxima.

Mas era uma viagem! Foi muitas vezes nosso piquenique de Dia da Criança. O parque do IBDF (o Ibama daquele tempo, então chamado de Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal) era o destino.

Eu tenho medo de voltar a alguns lugares especiais, que parecem perder o encanto passado um tempo.

Não foi o caso…

Retornei para ver uma atração recente, o Museu do Pão.

Mas acabei revendo os lugares daquele tempo em que percorrer 14 quilômetros fazia parecer que se estava conquistando o mundo.

E não me decepcionei. Estava tudo lá, como eu lembrava. No parque e na cidade, revisitei a infância.

Um encontro inusitado com Moacyr Scliar, numa viagem

28 de fevereiro de 2011 3

Quase um ano atrás, num sábado à tarde, tive um daqueles encontros inusitados, em um lugar improvável, com Moacyr Scliar.

Corri feito uma condenada para chegar a tempo de pegar aberto, em Nova York, o Museu Guggenheim. Eu já conhecia o museu, e não teria sido uma tragédia se não o tivesse visitado naquele dia, horas antes de embarcar para um outro destino. Mas eu queria muuuuuuuuuuito ir lá naquele dia, vá explicar!

Cheguei a tempo, comprei ingresso, fui subindo a rampa em espiral. Ao sair da primeira sala, uma dessas que guarda as preciosidades do acervo permanente, dei de cara com Scliar. E fiz a pergunta “portuguesa”, diante da minha surpresa:

- O que faz um grande imortal porto-alegrense, num sábado à tarde, num museu de Nova York?

Comprando pão é que não era, por certo. E ele me respondeu com minha mesma pergunta:

- E o que faz uma jornalista porto-alegrense, num sábado à tarde, num museu de Nova York?

E aí ele chamou a mulher, Judith, que ainda estava no corredor, para me apresentar a ela. Foi com tanta gentileza que me tratou, lembrando que às vezes sequer nos víamos na Redação de ZH quando passava por lá e que por isso parecia mais inusitado nosso encontro, lamentou o fato de só me encontrar naquele dia, disse que teria me convidado para acompanhar uma das conferências nas universidades em que esteve por lá… Ele também iria embora no dia seguinte, falamos um pouco mais sobre o museu, nos cruzamos de novo na loja do Guggenheim naquele final de tarde, e nos despedimos.

Todas as vezes em que encontrei ou conversei com Scliar, sempre foi de uma gentileza imensa.

Uma vez, muitos anos atrás, com a intermediação de meu amigo Nilson Souza, enviou para mim para São Paulo, via fax (naquele tempo era o meio mais moderno!), um autógrafo e uma mensagem a uma amiga secreta argentina, apaixonada pelo escritor. Ela quase teve uma coisa ao receber meu livro de presente com a mensagem de Scliar e seu autógrafo no fax.

Em outra, quando tive alguns poucos e singelos contos publicados na antologia de uma oficina de literatura, enviou-se um email tãaaaao querido, incentivando uma escritora claudicante, insegura na sua primeira incursão pela ficção. Andei atrás do email hoje, que eu lembro de ter impresso e guardado. É daquelas coisas que se faz quando uma pessoa se vai e não sabemos ao certo o que dizer ou como agir…

A notícia da morte de Scliar me alcançou em uma viagem de final de semana, não acompanhei as homenagens que lhe foram feitas. Contar esses episódios de meus encontros com o escritor é o meu jeito de homenageá-lo.

Documentário inclui o Caminho dos Moinhos

16 de setembro de 2009 1


Já falei mais de uma vez aqui sobre o Caminho do Moinhos, um projeto do Vale do Taquari.

Pois no dia 17, portanto, amanhã, a TV Cultura exibe o documentário O Milagre do Pão, que também mostra um pouco sobre o moinho Colognese, em ILÓPOLIS, onde funciona o MUSEU DO PÃO. O horário: 23h10min.

Veja a sinopse do documentário:

O Milagre do Pão
O Especial Cultura exibe o documentário O Milagre do Pão, que traz trilha sonora de Arnaldo Antunes e Marco Antonio Guimarães, e narração de Paulo Miklos.
O filme, dividido em três partes — Pão de milênios, Itália Brasil e a Tradição do novo — une a história universal do pão, a imigração italiana para o sul do Brasil e a contemporaneidade.
Dirigido por Isa Grinspum Ferraz, o documentário conta com material de acervo e depoimentos da antropóloga Manuela Carneiro da Cunha e da professora Cleodes Piazza Ribeiro.

Postado por Rosane Tremea

Lugares do nosso afeto

26 de agosto de 2009 8

Não sei definir nem explicar o amor que a gente sente pela terra natal. Conheço pessoas que desprezam o lugar onde nasceram, mas são raras. De minha parte, ao conhecer novas paragens, não consigo deixar de buscar semelhanças e diferenças, de relevar os pequenos defeitos, de exaltar as belezas do meu berço ainda que, para os outros, pareçam imperceptíveis. E uma vontade sempre de proteger, de ajudar, de melhorar.

Certa vez, meu irmão mais novo e eu chegamos a pensar em comprar (sem dinheiro!), um antigo moinho da época da colonização italiana para que não fosse demolido e para, quem sabe, criar ali algum tipo de atração turística. Para nossa sorte, e de todo mundo, o moinho não só não seria demolido como acabou incluído numa rota, o CAMINHO DOS MOINHOS, que reúne propriedades do Vale do Taquari, algumas à beira da ruína, outras totalmente recuperadas, como o Colognese, em ILÓPOLIS, transformado no MUSEU DO PÃO, um projeto que venceu prêmios inclusive no Exterior.

Nesta semana, fiquei mais feliz ao saber que uma antiga propriedade de minha terra natal, ANTA GORDA, está virando uma dessas atrações. Mais ainda porque conheço um pouco a luta de uma de suas proprietárias, a LUDMILA ALVES, uma extensionista da Emater que faz um pouco de tudo pela região.


Bem cuidada, a casa data do início do século 20. Fotos: Divulgação

A CASA GALLON, sede da propriedade, data do início do século 20 e agora funcionará como roteiro de turismo rural, com pousada (mediante agendamento), café colonial, atendimento familiar (que pode ser inclusive em italiano e alemão).

“O visitante poderá usufruir o sossego do local, da gastronomia típica, além de participar das atividades de plantio, criação e manufatura de laticínios, pães, doces, geléias, xaropes e cremes com plantas medicinais, além de aprender práticas culinárias e artesanais”, avisa o material de divulgação.

As pombinhas de massa de pão, iguais às que minha mãe fazia.

Parabéns por realizar esse sonho de todos nós, Ludmila.

Saiba mais e clique aqui para ver outras fotos.
Localização: Estrada Gallon, Linha Dr. Felizardo Júnior, Anta Gorda
Distância da Capital: 181 quilômetros
Telefone: (51) 3756-1230
E-mail: ludmilagallon@hotmail.com e ludmilagallon@net11.com.br
Funcionamento: diário, mediante agendamento


Pão com recheio de erva-mate


O bolo que também leva erva-mate entre os ingredientes

Postado por Rosane Tremea

Festa da Erva-Mate, em Ilópolis

12 de novembro de 2013 0

Pra você que gosta de sair pelo Interior no final de semana, a dica para este é ir até ILÓPOLIS, no Alto Taquari, a cerca de 200 quilômetros de Porto Alegre.

A viagem, por si só, já revelará belas paisagens, que valem a saída.

Mas é que Ilópolis, aproveitando o feriadão da Proclamação da República, promove uma festa chamada Turismate (Festa da Erva-Mate), um evento bienal realizado desde 2003.

fotoilopolis

Entre os 14 e 17, há uma programação intensa, típica de festa do Interior.

A erva-mate é a base da economia da cidade de 4 mil habitantes.

Reconstrucao-do-Processo-Historico-da-Erva-Mate

Aproveite para, pelo menos, conhecer o Complexo Museu do Pão, uma das iniciativas mais bacanas do Rio Grande do Sul.

MuseudoPao

Turismate, divulgação

Turismate, divulgação

P.S.: está em Ilópolis uma das lembranças mais queridas de minha infância, dos piqueniques que fazíamos, no Dia das Crianças, no Parque do Ibama.

Lago-Verde

Um restaurante para conhecer em Pelotas

12 de março de 2013 1

Não se trata de complexo de vira-lata, aquele eternizado por Nelson Rodrigues.

Isso acontece não só no Brasil, já tive essa sensação em outros lugares.

Mas é que às vezes há lugares que parecem deslocados de onde estão. Sem puxar muito pela memória, alguns no Rio Grande do Sul que eu já descrevi aqui:

São museus, livrarias, restaurantes que poderiam estar em qualquer lugar do mundo e fariam bonito.

Tive essa sensação ao entrar no restaurante CHU, em PELOTAS.

Fui lá no final do ano passado e falei tanto dele ao vivo que achei até que já tivesse escrito sobre ele. Não tinha.

Saí de Porto Alegre com essa intenção, de ir até Pelotas pra conhecer o restaurante (uma boa PARA IR NO FINAL DE SEMANA). Fiz a reserva com antecedência e deu tudo certo. Quando cheguei, estava lá uma boa mesa reservada.

A mesa, aliás, ficava bem à frente da cozinha, que fica visível para todo o salão. É legal observar o movimento e ver o próprio prato ser preparado…

Essa coisa da cozinha no centro das atenções, de novo, me remete à infância na colônia italiana. A peça mais importante da casa, onde se passava a maior parte do tempo.

E ela tem tudo a ver ali, naquele restaurante de inspiração italiana, um antigo prédio do século 19 que sofreu as intervenções contemporâneas do arquiteto Rudelger Leitzke.


Para o prato principal, escolhi o sorrentino de bacalhau ao molho de nata.

A entrada era ótima, a sobremesa um sorvete artesanal, que foi o único que eu fotografei (sim, apesar de fotografar os pratos, eventualmente, eu fico constrangida), ainda que tenha ficado sem foco.

O espumante que acompanhou a refeição foi sugerido pelo pessoal do Chu, onde a carta de vinhos e a adega são bem respeitáveis.

Valeram a pena as três horas de carro até lá.

O lugar, a comida, a atmosfera… gostei de tudo.


Serviço

  • Funciona terça, quarta, quinta e domingo, das 18h30min às 24h
  • Sexta e sábado das 18h30min à 1h
  • Tem telentrega de pizzas a partir das 18h30min