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Posts na categoria "La Paz"

La Paz en las alturas

19 de julho de 2010 0

Eu não conheço La Paz, a capital da Bolívia, mas gostaria.

Esse texto abaixo é de meu amigo e compadre José Antônio Silva, escritor, poeta, jornalista, que esteve por lá há pouco fazendo uma oficina de cinema.

Vamos ao que conta o Zé, com a edição de parte do post que ele publica em seu blog, o Lavra Livre (clique para acessá-lo):

“La Paz: bela e estranha paisagem lunar, pessoas educadas e acessíveis, cholitas de chapéu côco, temperos fortes, fôlego arfante. E um câmbio muito favorável aos nossos reais (dizem que a Bolívia é o país mais barato das Américas).

Estas algumas primeiras impressões de quem passou recentemente uma semana na capital boliviana, a 3.300 metros de altura. Primeiros dias, passos lentos e atividade física controlada, para que o ar não falte. Lábios ressecados, nariz sangrando. Aos poucos, o organismo se habitua. Mas sempre é bom manter um certo controle na alimentação, apimentada…

A paisagem é marcante, a cidade cercada por uma muralha de picos arenosos, em muitos dos quais equilibram-se casas e casebres, ao estilo das favelas brazucas. Ao longe, pelo céu azul – azul até demais, como diria Roberto Carlos – avista-se pelo menos um imponente pico nevado, a nos lembrar que estamos em um país andino: o Illimani.

Prédios históricos impressionantes, ruas limpas, passeios interessantes que não tivemos tempo de curtir, na capital de Evo Morales (aliás, um presidente discretamente apoiado pela maioria das pessoas com quem conversamos). Lojinhas, na Calle de las Brujas, oferecem aguaios, mochilas, sombreros de cholas, estatuetas e muito artesanato autêntico deste povo (majoritariamente das etnias quéchua e aimára). Ao menos a metade dos taxistas que nos conduziram pela cidade, naqueles dias, já havia morado ou tinha parentes trabalhando e vivendo em São Paulo…

Escarpas no Vale da Lua

Apesar da rígida programação do evento (da manhã à noite), ainda consegui passear com outros participantes pelas trilhas escavadas nas arenosas escarpas do Vale de La Luna, em Calacoto, sul da capital.

Enfim: eu como roteirista, mais Claudinho Pereira como diretor (e acompanhados de Preta, sua mulher), participamos do II BoliviaLab, evento de cinema patrocinado pelo Ministério da Cultura do país, um mix de concurso de projetos cinematográficos e oficina de produção, pishing, financiamento, etc.

Uma oportunidade de conhecer projetos e novos cineastas, produtores e conferencistas de toda a América Latina e da Europa (como o pessoal do Programa Ibermedia).

(…)

Navegar é preciso, mas…

A lamentar, pelo lado pessoal, somente o fato de perdermos o grande passeio de “buque” (navio) pelo Lago Titicaca no domingo de encerramento. Mas não houve como ir: por algum misterioso cochilo de produção, nossa conta de hotel foi fechada na manhã de domingo, enquanto nossas passagens de volta ao Brasil só serviam para o vôo da manhã de segunda-feira. Naquele domingo, preferimos garantir um lugar para ficar até o dia da viagem, ao invés de navegar…

ENTENDENDO MELHOR

Cholitas – Índias vestindo trajes típicos, como saias rodadas, aguaios e, em especial, chapéus côco, que de alguma maneira fantástica não desabam do alto de suas cabeleiras nem quando elas correm para atravessar a rua. São onipresentes: sempre haverá uma cholita ao alcance da vista.

Aguaios – Panos coloridos, com motivos indígenas, que as cholas usam para carregar compras, pacotes, crianças de colo, etc.

Aimáras e quéchuas – Etnias indígenas que formam a maioria da população de La Paz ( o restante é formado por brancos de classe média e alta). O povo fala espanhol, quase sempre: segundo me disseram, aimáras não entendem o idioma quéchua, e vice-versa.”

Diversão e arte na Bolívia

25 de fevereiro de 2008 1

Em viagem recente à BOLÍVIA, minha amiga Alessandra Corrêa enviou a dica abaixo. Como nós viajamos juntas algumas vezes e temos o mesmo gosto para esse tipo de lugar, eu assino embaixo de olhos fechados:

“A minha dica pra quem vai a La Paz é dar uma passada no novo prédio da Cinemateca Boliviana, que foi inaugurado no final do ano passado. Além das três salas de exibição, de uma videoteca e de uma biblioteca especializada, tem um café muito agradável.

O lugar já virou ponto de encontro dos intelectuais da cidade e é perfeito pra um cafezinho rápido entre uma atração turística e outra ou pra uma cerveja no fim de tarde (Paceña, claro!).”

Se quiser saber mais, você pode visitar o site da cinemateca:

http://cinemateca.siesis.com/