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Posts na categoria "Minas Gerais"

Um museu para a cachaça em Minas

15 de janeiro de 2013 0

É recente, de dezembro, a inauguração do Museu da Cachaça, em Salinas (MG).

No local, concebido em parceira pelo governo de Minas e pela prefeitura da cidade, é retratato todo ciclo de produção da aguardente: do cultivo da cana de açúcar, passando pela produção artesanal da cachaça de alambique até sua venda no Brasil e no mundo.

Salinas é a maior fabricante de cachaça no país, a bebida que desde 2003, por decreto, é denominação típica e exclusiva brasileira.

No museu recém inaugurado há salas de exposições com painéis fotográficos, áudios, vídeos e uma enorme instalação com garrafas de cachaça produzidas em Salinas (1.750 garrafas, numa instalação de 9 metros de altura) , equipamentos utilizados nos alambiques e nichos para experiência sensorial das características da bebida. Imagens de Debret e Post ajudam a contar a história da introdução da cana de açúcar no Brasil.

O que você encontrará nele:

  • Nove salas com exposições
  • Espaço administrativo e destinado à realização de negócios
  • Restaurante
  • Biblioteca
  • Brinquedoteca
  • Núcleo de Imagem Projetada
  • Área externa com fornos para queima de cerâmica, palco para shows e teatro de arena


Uma observação: eu não visitei o museu, mas diz o material de divulgação que ele foi concebido associando a instituição ao consumo responsável da bebida.


Serviço

  • O museu fica na avenida Antônio Carlos, nº 1.250, em Salinas, a cerca de 600 quilômetros de Belo Horizonte
  • Entrada gratuita
  • Horário de funcionamento: 4ª a domingo, das 10h às 19h


Números sobre a cachaça

  • Gera cerca de 240 mil empregos em Minas Gerais.
  • A bebida é a mais consumida no Brasil, com 200 milhões de litros por ano, movimentando R$ 1,5 bilhão só no mercado interno.
  • Minas Gerais é o primeiro produtor nacional de cachaça artesanal, com 8.466 alambiques.

O que eu vi por aí do legado de Niemeyer

06 de dezembro de 2012 0

Não conheço muito da obra do Niemeyer. Gosto muito das ideias, talvez mais do que das obras.

Mas admirei todas as que eu tive oportunidade de conhecer ao longo dos anos.

Elas aparecem, aqui, na minha ordem cronológica, a da visitação:


Farão falta as obras, as ideias, o homem.


Janelas da região do café

13 de agosto de 2011 1

JANELAS DE VIAGEM

Quem fez as fotos abaixo foi a editora do caderno de Gastronomia da Zero Hora, BETE DUARTE.

De tempos em tempos, Bete e eu almoçamos em algum lugar bacana de Porto Alegre - ela por força de seu ofício de escrever sobre o tema; eu, por puro deleite. No nosso último almoço, ela lembrou que tinha feito essas fotos, numa viagem para fazer uma matéria sobre café, pensando em mim e nessa mania de portas e janelas… Os registros são da Fazenda Recreio Estate Coffee, na divisa de São Paulo com o sul de Minas Gerais. Repare na última foto, na singeleza da escolinha do início do século 20, também no interior da mesma fazenda.


A Cura em Diamantina

23 de agosto de 2010 0

Não é a primeira vez que falo em DIAMANTINA (clique aqui para ler os posts antigos), mas senti uma certa nostalgia ao assistir a um capítulo da minissérie A CURA, que começou no dia 10 e terá nove capítulos.

Diamantina fica um pouco fora do circuito das cidades coloniais mineiras. É relativamente longe de Belo Horizonte, numa região muito pobre, o Vale do Jequitinhonha, mas vale cada quilômetro rodado a mais.

Até outubro, na cidade, seguem em cartaz as vesperatas, saraus musicais que invadem as ruas e ladeiras da cidade que fica a 1,1 mil metros de altitude, terra do ex-presidente JK.

Considere-a nos seus próximos roteiros. Dê uma olhada na minissérie para conhecer um pouquinho de lá.

Museu do Oratório em Ouro Preto

30 de março de 2010 0

OURO PRETO tem tradição nas comemorações religiosas da Semana Santa, com confecção de tapetes, encenações, missas e procissões.

A religiosidade é também atrativo turístico, e as celebrações atraem milhares de pessoas todos os anos.

Uma dica para quem vai passar o feriadão por lá é visitar o Museu do Oratório (a fachada na foto abaixo e exemplares da coleção mais abaixo). A coleção soma 162 oratórios e mais de 300 imagens dos séculos 17 a 20.

Serviço:

Museu do Oratório na Semana Santa

Visitas das 9h30min às 17h30min

Local: Adro da Igreja do Carmo, 28, no centro de Ouro Preto

Ingressos: R$ 2

Informações: www.museudooratorio.org.br ou pelo telefone (31) 3551-5369

Foi em Ouro Preto que, depois de muito procurar, comprei o oratório da foto abaixo, que tem valor artístico e religioso para mim.

Êta trem bão em Minas!

19 de junho de 2008 4
Já me pediram que escrevesse sobre viajar sozinha, coisa que de vez em quando faço e gosto. Eu me enrolei um pouco, mas minha amiga CLARINHA GLOCK, que tem muita milhagem no Brasil e no Exterior, conta sua pequena aventura pelas estradas (inclusive de ferro) em MINAS GERAIS. Leia:
“Viajar sozinho tem um lado muito bom, que é o de prestar mais atenção nos ricos personagens da vida real que cruzam pelo nosso caminho. Um cumprimento aqui, uma curiosidade ali, um sorriso, e pronto: a gente abre espaço para conhecer outras pessoas e realidades, e tornar os passeios solitários uma rica experiência, cheia de histórias para contar.


Foi assim, viajando sozinha entre Belo Horizonte, Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais, que conheci Seu Damião e Fábio. Era um dia de folga de um congresso em BH, em maio deste ano, e aproveitei para desvendar um pouco mais do Estado.


Fotos: Clarinha Glock

Damião Amaro Lopes tem cabelos brancos e sorriso largo. Para quem não o conhece, vai logo se apresentando: “Sou o homem das sete profissões e das 21 necessidades”. Aos 74 anos, completados agora, em 6 de junho de 2008, ele é um informal contador de histórias da Estação Cidadania de Ouro Preto. Quer pegar o Trem da Vale entre as históricas Outro Preto e Mariana? Pois ninguém cruza o lugar sem deparar com seu Damião. Quando não está contando histórias, está tocando seu acordeão para os visitantes, ou improvisando sons com um violão de cabaça.

As sete profissões não são bem sete, nem as 21 necessidades, cuja lista varia conforme a memória e vontade de ouvir do freguês. Mas quem se importa? Um banquinho improvisado no Vagão Sonoro Ambiental da estação de Ouro Preto serve de palco para seu Damião. Ao lado de Fábio Costa Carvalho, estudante de Música que trabalha como monitor neste vagão que nunca sai do lugar, ele desafia quem tenha melhor lábia.

Conta que nasceu em Juazeiro do Padre Cícero, no Ceará, mas está desde 1955 em Minas. Foi agricultor em Cariri; depois, ferreiro com carteira assinada; mecânico de montagem em uma fábrica de tecido; analista químico, com registro e tudo, e atua como profissional de fotografia há 22 anos. “Conheço fotografia da hora que nasce até quando termina”, tenta explicar.

Registra de tudo: de casamentos a fotos da indústria de alumínio. E segue a lista: formado em restauração na Fundação de Artes de Ouro Preto, ajudou a recuperar imagens de telas das igrejas. E, finalmente, artista plástico — garante que tem trabalhos seus enfeitando casas no Exterior.

Fábio já se acostumou com a figura falante no Vagão Sonoro Ambiental onde, de canos e restos de material de trens, se tira sons e música. Ele próprio, que nasceu em Miraí, no interior, ainda mal conhece Ouro Preto. Veio tentar a sorte e o estudo e torce para que volte a obrigatoriedade das aulas de música nas escolas para que tenha mais campo de trabalho no futuro. Enquanto isso, fica ali para receber as crianças e os adultos curiosos que visitam a estação. Seu Damião se acerca quase toda a semana, para se inspirar e inspirar os outros.

O passeio do Trem da Vale custa R$ 18 (quase o preço do ônibus de BH para Ouro Preto) e vale a pena pela paisagem do caminho. Quem quiser saber mais sobre o passeio pode acessar o site www.tremdavale.com.br. É uma opção gostosa para quem estiver de passagem por BH. Num mesmo dia, dá para visitar Ouro Preto, pegar o trem, passear por Mariana, e voltar para a capital mineira.”

E, depois de cruzar com esses personagens, Clarinha segue descrevendo coisas que viu em Mariana:
“Na chegada à estação do Trem da Vale, em Mariana, MG, os passageiros desembarcam direto numa pracinha cujos brinquedos são feitos de sucata de materiais ferroviários reciclados. É muito legal. Nenhum adulto resiste, quando mais as crianças.



Seguem fotos também da cidade histórica de Mariana. Menor que Ouro Preto, não tão badalada, mas aparentemente mais cuidada, Mariana faz parte do Circuito do Ouro. Foi a primeira capital de Minas Gerais, e seu nome é uma homenagem a Maria Ana D`Austria, esposa de Dom João V.”

Postado por Rosane Tremea

Música e história em Diamantina

11 de março de 2008 0

Na pousada Relíquias do Tempo, as peças de artesanato espalhadas pelo casarão estão todas à venda/Rosane Tremea
A quase 300 quilômetros de Belo Horizonte, DIAMANTINA vale o sacrifício das estradas pouco conservadas e da distância da capital mineira. Fica longe do eixo Ouro Preto-Tiradentes-Mariana-Congonhas-São João del Rey, mas tem um casario colonial de inspiração barroca igualmente bem conservado em seus quase 300 anos de história.

A luz esmaecida de seus lampiões se reveste de mais poesia ainda duas vezes por mês ao som das %22vesperatas%22, que ocorrem entre abril e outubro. Os músicos se esparramam pelas sacadas da Rua da Quitanda, e a acústica se encarrega do resto.

Os 1,1 mil metros de altitude são responsáveis pelo clima ameno, com média anual de 18ºC. Em visita à cidade, uma opção que casa com a atmosfera é a hospedagem num casarão do século 19 como o da pousada Relíquias do Tempo (www.pousadareliquiasdotempo.com.br).

Na terra da escrava Chica da Silva e do ex-presidente Juscelino Kubitschek, bom será acordar com o sol entrando através das cortinas de crochê, sentindo o cheiro do pão de queijo que vem da cozinha e invade a pousada de 18 quartos. Ou ser chamado pelo sino tocado pontualmente às 17h30min para tomar chá e comer biscoitos de polvilho junto ao fogão de lenha.

E, ao longo do dia, subir e descer ladeiras, visitar igrejas e museus, observar o movimento da cidade e sentir a história que está por todo lado.

Postado por Rosane Tremea

Tapetes arraiolos em Diamantina

11 de março de 2008 0

Os tapetes estão expostos na cooperativa que reúne 60 mulheres/Rosane Tremea
Do rico artesanato de DIAMANTINA (MG) não leve apenas as famosas bonecas. Concentre-se também nos tapetes arraiolos, boa parte deles produzidos em uma cooperativa de mulheres.

Há 60 artesãs reunidas na Cooperativa Artesanal Regional de Diamantina. Ali é possível não só observar os tapetes expostos e comprá-los, mas também observar o trabalho minucioso – um metro quadrado de tapete custa um mês de trabalho.

O ponto que dá origem a desenhos variados tem influência marroquina e foi divulgado pelos mouros na Espanha e em Portugal. Na cidade de 45 mil habitantes do empobrecido município do Vale do Jequitinhonha, virou um modo de ganhar a vida e manter a tradição trazida pelos portugueses.

Postado por Rosane Tremea

Filhote de Diamantina

10 de março de 2008 1

Leonardo da Vinci tem razão: é uma obra-prima/Rosane Tremea
GATOS DE VIAGEM

Diamantina, em MINAS GERAIS, é terra das vesperatas, das serenatas, de Juscelino, dos arraiolos, do artesanato, das igrejas, do Ciclo do Ouro.

É dela que eu vou falar amanhã, que a cidade vai aparecer como um dos destinos de Semana Santa no caderno VIAGEM, aqui da Zero Hora.

Por enquanto, fico com a imagem desse gatinho, fotografado numa das calçadas da cidade histórica, e com uma frase de Leonardo da Vinci:

%22O menor de todos os felinos é uma obra-prima.%22

Postado por Rosane Tremea

Em BH, ou onde quer que for, vá ao mercado

26 de fevereiro de 2008 4

Caixas de pimentas coloridas renderam uma foto interessante, não?/Rosane Tremea
Em qualquer lugar que eu vá, sempre trato de conhecer o mercado público da cidade. Para mim, é uma espécie de resumo da cidade, uma junção de gente de todos os tipos, uma amostragem da gastronomia, do artesanato, dos hábitos. Difícil um que não passe essa mensagem.

Pois se você estiver a caminho de qualquer outra das atrações de Minas Gerais (como o Circuito de Villas e Fazendas sugeridos na edição de hoje do caderno Viagem) e mesmo tendo pouco tempo, não deixe de passar no Mercado Central de BELO HORIZONTE. Ele é um mix de tudo o que se verá na capital mineira e no Estado inteiro.

E aí, nas 400 lojas do prédio (sem muita graça, é verdade) de 1929, você encontrará de tudo: cachaça (mineira, óbvio, de todos os tipos) para experimentar e levar, queijos, tapetes, canequinhas de ágata com as quais você tomará cachaça e café nos restaurantes populares ou fashion, café (para levar e para beber) e tudo o mais que imaginar.

É uma mistura de sons, cheiros e cores como as da foto aí de cima. Ela foi feita numa tenda em que, obviamente, se vendia pimenta, de todos os tipos.

O Mercado Central de BH fica no centro da cidade, na Avenida Augusto de Lima, 744

Você também pode conferir o site: www.mercadocentral.com.br

A lagoa de Oscar Niemeyer

26 de fevereiro de 2008 0

Do conjunto da Pampulha, a igrejinha de Niemeyer é a minha preferida/Rosane Tremea
Às margens da Lagoa da Pampulha, na capital mineira, tudo o que se vê descreve um pouco dos cem anos do arquiteto Oscar Niemeyer.

O conjunto todo é projeto de Niemeyer, uma encomenda do então prefeito Juscelino Kubitschek, nos anos 40.

De tudo, o que eu mais gosto é a Igreja de São Francisco de Assis, a da foto acima, que, além das linhas do arquiteto, tem painéis de Portinari.

É um passeio bacana em BELO HORIZONTE, uma cidade a ser explorada mesmo que seu destino seja qualquer outra das regiões turísticas do Estado.