Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Arraial do Cabo"

Arraial do Cabo: experiências e surpresas no litoral fluminense

01 de março de 2011 2

As férias produzem milagres! Há tempos a BÁRBARA NICKEL, querida colega, editora de Mídias Sociais no Grupo RBS, prometia um post de suas viagens…

Ela retornou das últimas, na semana passada, inspiradíssima. Compensou todos os outros prometidos com esse superpost abaixo. Confira:


Será efeito das férias hiperdesconectadas? Tanto tempo longe da web que voltei cheia de vontade de cumprir minha antiga promessa de postar aqui no Recortes de Viagem. Dias sem Twitter, Facebook, feeds de notícias. Nem foram tantos assim, mas deu para fazer o verbo “navegar” voltar a ter mais a ver com água e barco do que com links e mouse. Uma paisagem como esta deixa a gente até meio pateta: qual é mesmo o sentido de toda essa internet?

Recuperando as faculdades mentais: toda essa internet nos ajuda, por exemplo, a chegar até Arraial do Cabo. Foi um desvio inesperado na viagem ao Rio de Janeiro, uma descoberta tão legal que não posso deixar de compartilhar por aqui. A cidadezinha fica perto de Cabo Frio, a umas três horas de ônibus da capital do Estado. Dá até para comprar passagem online: a companhia que vai até lá se chama Viação 1001. Nós compramos na rodoviária mesmo, mas antes conferimos os horários no site http://www.autoviacao1001.com.br. Cada trecho custou mais ou menos R$ 33 por pessoa. Ficamos lá apenas dois dias, e já deu para perceber que há pelo menos três experiências que o visitante não pode deixar de aproveitar:

1. Passeio de barco: da Praia dos Anjos, saem todos os tipos de passeio. Há desde embarcações maiores, com capacidade para dezenas de pessoas, até o taxi-boat, que leva o turista até a praia desejada por R$ 5 (e depois busca na hora marcada). Por recomendação do dono da pousada onde estávamos (falarei sobre ela depois), fomos no Barco Bunito, comandando pelo simpático e prestativo Cal.

O barco não era grande e levava, além de nós, apenas outro casal. A primeira parada já nos deixou estonteados: perto da praia do Pontal do Atalaya, saltamos para a água transparente. E fria. Vale o alerta: a água lá é muito fria! A cor pode parecer de mar do Nordeste, mas não se engane. A temperatura é praticamente como a de um mar gaúcho.

O guia explica que aqui foi filmado aquele comercial do creme dental Kolynos em que as pessoas pulavam dentro de uma água límpida e refrescante. Límpida e refrescante é mesmo a melhor definição. A paisagem a seguir também é de tirar o fôlego, quando o barco contorna as rochas e segue rumo à Gruta Azul.

Depois chegamos à Praia do Farol, considerada uma das bonitas do Brasil. É mesmo sensacional. Protegida pela Marinha, a área além da faixa de areia só pode ser explorada com autorização obtida previamente. E tem um guardinha lá atento a tudo que acontece.

A próxima parada é a Praia do Forno (que pode ser acessada também por uma trilha que começa na Praia dos Anjos e leva cerca de 15 minutos) e o restaurante flutuante onde, se você der sorte e ainda tiver disposição, pode tomar banho de mar acompanhado de uma tartaruga que gosta de ficar por ali.

Toda a função durou mais de três horas e custou R$ 30 por pessoa – com direito a refrigerantes e água à vontade no barco. Como gostamos muito do guia que nos acompanhou, vou deixar aqui os contatos para quem quiser agendar passeios: (22) 9925-9170 ou 7835-12775. O e-mail é passeiotodibob@hotmail.com

2. Mergulho: no terceiro dia, fizemos nosso batismo de mergulho. Arraial do Cabo é considerada a capital nacional desta prática. Que oportunidade melhor do que essa para vencer o medo? O barco saiu por volta das 9h30min e, na primeira parada, enquanto os primeiros já partiam rumo ao mundo submarino, tive tempo de me acostumar com a roupa, boiar um pouquinho e brincar com o snorkel na superfície. Éramos os últimos da fila do batismo. Ah, também deu para ouvir umas histórias legais do Rubão, uma figura que aproveita a aposentadoria para viajar o mundo mergulhando.

Quando chegou a nossa vez, mais tranquila, eu já pude curtir os corais, peixes coloridos, cavalos-marinhos e até a tartaruga – de mãos dadas com o instrutor, claro. O cenário é tão lindo que a gente quase esquece que está congelando e “respirando por aparelhos”. Pena que não fizemos fotos embaixo d’água, mas tudo bem. Fomos com a equipe do Arraial Sub (http://www.arraialsub.net/), e a função custou R$ 160 por pessoa.Retornamos por volta das 14h, a tempo de tomar um banho, juntar as coisas na pousada, almoçar e pegar o ônibus das 16h40min para retornar ao Rio de Janeiro.

O que mais tem em Arraial do Cabo, além de passeios de barco, são empresas que fazem batismos de mergulho, saídas e aluguel de equipamentos. Quem é mais experiente pode querer explorar algum dos navios naufragados ou fazer uma saída noturna.

3. Bacalhau do Tuga: o restaurante onde jantamos nas duas noites e almoçamos no terceiro dia. Existem outras opções na cidade, claro, mas a comida e o atendimento neste lugar são especiais e simplesmente não conseguíamos mais sair de lá depois de entrarmos pela primeira vez. Olhando de fora, é um lugar bem simples e modesto. Fica na Praia dos Anjos, na beira da praia, em frente ao estacionamento de quem vai de carro até as saídas dos passeios de barco. Na primeira noite, comemos meia porção de Bacalhau com Natas – o prato custava R$ 39 e foi mais que suficiente para duas pessoas.

Entre outras opções do cardápio, o Peixe com Banana parecia uma combinação tão intrigante que tivemos que voltar no outro dia para experimentar. A farofa com coco que acompanha o prato é o toque de gênio. Esse, se não me engano, era R$ 59, mas para duas pessoas é um exagero: três esfomeados sairiam satisfeitos.

A dona do lugar é a Bianca, que gosta tanto de conversar que acaba transformando o ambiente em uma reunião de amigos – mesmo que as pessoas nunca tenham se visto antes. O restaurante tem até perfil no Facebook (http://www.facebook.com/bacalhaudo.tuga) e o e-mail é bacalhaudotuga@gmail.com. Eu escreveria antes de voltar à cidade para ter certeza de que o lugar estaria aberto enquanto eu estivesse por lá.

Chegamos a Arraial do Cabo na tarde de uma quarta-feira, sem termos certeza de onde dormiríamos. Havíamos conferido algumas opções no site Férias Brasil (http://www.feriasbrasil.com.br/rj/arraialdocabo/hoteis-pousadas.cfm) e ligado para duas ou três pousadas para tirar uma febre sobre a ocupação. Como todas tinham quartos disponíveis, decidimos ver as opções pessoalmente antes de escolher. A cidade é pequena, então andar com mochilas de um ponto a outro não foi um sacrifício tão grande.

No fim, ficamos na Pousada Pilar. Ela é supercharmosa, com muitas muitas plantas e alguns gatos circulando pelas áreas comuns. A decoração tem objetos de antiquários. Dá para fazer um tour por todos os ambientes no site oficial http://www.pousadapilar.com.br/ O preço não é dos mais modestos (a diária do quarto em que estávamos custava R$ 240), mas valeu a pena.

Ficamos em Arraial do Cabo por 48 horas, o suficiente para tirar uma provinha e sair de lá morrendo de vontade de voltar com mais calma. Aquilo lá é que é navegar de verdade.