Um colega meu brinca com minha permanente vontade de conhecer novidades (provavelmente já tenha mencionado isso). Diz que eu vou até a inauguração de supermercado. Exagero, é claro. Mas que eu gosto de ir a um lugar novo para conhecer, isso é verdade.
Por isso já estava preocupada com meu atraso em fazer a viagem de catamarã entre Porto Alegre e Guaíba, travessia iniciada em 28 de outubro do ano passado.
Não tenho nenhuma ligação com Guaíba, a não ser a querida dona Marta, mãe de minha amiga Helena, e algumas incursões por fazendas que ficam do outro lado e oferecem áreas de lazer.
Mas queria ir ao outro lado de catamarã, pra conferir como é. Já tinha ido até a hidroviária e até postei aqui, durante a Feira do Livro.
Pois foi na extensa programação natalina com a família (como conciliar interesses de 18 pessoas?!) que acabamos embarcando nessa.
Primeiro de tudo é bom ressaltar que não se trata de um passeio. É transporte coletivo, como se fosse ônibus ou metrô. Muito mais confortável, é verdade (ar-condicionado, poltronas confortáveis, wifi, bom atendimento...)
Mas as pessoas transformaram a travessia numa opção de passeio de final de semana (clique aqui para ver outras dicas de passeios rápidos), talvez ansiosas por aproveitar melhor esse mundo de água pouco explorada que temos à disposição na capital gaúcha.
AVISOS AOS NAVEGANTES DE PRIMEIRA VIAGEM:
- A passagem custa R$ 7 nos sábados, domingos e feriados (nos dias úteis sai por R$ 6)
- Se você for só fazer um passeio, compre a passagem de ida e volta em Porto Alegre. Nos finais de semana as viagens ocorrem de uma em uma hora. Você corre o risco de só conseguir voltar muito depois se deixar para comprar o ticket do outro lado, apesar de o catamarã ter 120 lugares.
- Se você não sentar nas janelas, a viagem de apenas 20 minutos não terá muita graça. Para isso, chegue cedo e vá para o início da fila. E, se quiser ver Porto Alegre, sente do lado direito (se estiver de frente para a entrada).
- Apesar dos esforços louváveis da prefeitura de Guaíba, ainda há muito pouco para se ver nos arredores da hidroviária (o único bar razoável na redondeza é o Caisinho, fechado no dia em que estivemos lá) e se o vento for muito forte ou frio, você terá dificuldade em caminhar no calçadão da orla.
- Mas se você tiver um pouco de disposição (foi essa a forma que nós escolhemos, embora haja outras), pode vencer os muitos degraus que levam até a Praça Gomes Jardim, para conhecer o chamado berço da Revolução Farroupilha (1835-1845), e ter uma bela vista da cidade.
Na praça estão o busto e os restos mortais de Gomes Jardim, em cuja casa e sob a sombra do Cipreste Farroupilha foram acertados os planos para a invasão da capital da província, Porto Alegre, na noite do dia 19 para 20 de setembro de 1835.











