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Posts na categoria "Caminhadas"

Na cidade da Olimpíada (4): roteiros guiados a pé (e de graça) no Rio

12 de julho de 2016 0
Fotos RioTur, divulgação

Fotos RioTur, divulgação

Desde o dia 2 de julho, a Rio Tur oferece opções de roteiros a pé, com guias bilíngues pela cidade, repetindo o que já fez na Copa de 2014.

Durante os Jogos Olímpicos, de 5 a 21 de agosto, as saídas serão diárias, com quatro horas de duração.

As alternativas de passeio:

  • De cunho histórico/cultural (Relembrando o Passado, Orla Conde, Subida à Boemia e Rio Histórico e Sacro), com saídas às 10h e às 14h.
  • De aventura/ecoturismo (Ur-Carioca, Tijuca Verde e Águas do Horto), sempre às 9h.

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Inscrições podem ser feitas pelo formulário do site riowalkintour.com ou com uma hora de antecedência no ponto de encontro do passeio desejado.

A lotação para cada passeio é de 32pessoas.

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Um passeio pela Duque de Caxias, em Porto Alegre

06 de dezembro de 2013 2

No meu mapa afetivo de Porto Alegre, o do reconhecimento da cidade na minha adolescência, marco dois pontos: a Zona Sul, de forma bem genérica, e a Rua Duque de Caxias, bem específica.

A Duque foi um dos meus primeiros endereços na Capital. Não, não morei ali. Minha irmã morou, bem ao lado do Colégio Sevigne, e foi onde me instalei para fazer o primeiro vestibular.

Sempre guardei um carinho pelos casarões, pela rua relativamente tranquila, por incrível que isso possa parecer no Centro, pelo jeito de Interior que ela assume aos domingos.

E fico com vontade de brindar a cada casarão restaurado, a cada novidade cultural ou gastronômica instalada.

Nesta semana, como não resisto a uma novidade, na terça-feira fui conferir a Pinacoteca Ruben Berta, inaugurada na segunda.

E resolvi fazer esse recorrido pela Duque, talvez esquecendo alguma coisa, e desejando que outras (re)apareçam.

Fui, nessa ordem, em pouquíssimo tempo, só para fazer o (re)conhecimento, anotando as coisas boas, mas também alguns problemas:

(E começando pelos problemas: pena que a gente tenha medo de tirar o celular da bolsa para fotografar, com medo de assaltos, ainda que o horário seja o do meio-dia).

 

MUSEU JULIO DE CASTILHOS

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Reaberto em agosto após permanecer fechado por 16 anos, o prédio principal do museu foi construído em 1887. Tem elementos neoclássicos, com fachada revestida em pedra grês lavrada. O ex-presidente da província Julio de Castilhos morou nele até 1903, ano de sua morte. No acervo estão o dormitório e o escritório de Julio de Castilhos.

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O prédio virou museu em 1909. No acervo há mais de 11 mil peças divididas em 29 coleções, entre as quais se destacam: iconografia (pinturas, gravuras, fotos), indumentária (roupas, acessórios, modas de épocas), armaria (armas), etnologia (objetos relacionados à cultura indígena), escravista (objetos utilizados no período da escravidão), documentos, máquinas, utensílios domésticos,objetos de uso pessoal…

Ah, nesse momento e até fevereiro está em cartaz uma exposição de fotos bem bacana, de Nadia Raupp Meucci, sobre Rio Pardo.

PORÉM… desde a minha entrada no museu, só havia um atendente mal instalado, que quase não me cumprimentou. Andei por todos os espaços sem que ninguém aparecesse para me ajudar ou interpelar.

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Serviço

Duque de Caxias, 1.205
De terças a sábados, das 10h às 17h
Visitas guiadas para escolas ou grupos: de terças a sextas mediante agendamento.

CATEDRAL METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE

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A construção da catedral iniciou durante o bispado de Dom João Becker, em 1921, com projeto do arquiteto italiano João Batista Giovenale. Passando por sucessivas fases de construção, só foi dada como pronta em 1986, sob o arcebispado de Dom Cláudio Colling (depois ainda seria instalada a atual cúpula).

A cúpula, aliás, talvez seja a parte mais marcante e conhecida do templo. Ela tem 65 metros de altura e um diâmetro interno de quase 18 metros.

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Serviço

Se segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, aos sábados, das 9h às 18h, e aos domingos, das 8h às 18h.

PALÁCIO PIRATINI

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Foi Borges de Medeiros, em 1921, que ocupou o prédio em estilo neoclássico, ainda não bem concluído. Isso só aconteceria, a conclusão da obra, nos anos 70, quando foram dadas como prontas as alas residenciais, os salões nobres e os jardins.

Alguns destaques da construção: as duas esculturas de Paul Landowski, o criador da estátua do Cristo Redentor, na fachada, representando a Agricultura e a Indústria, a escadaria de mármore francês que dá acesso ao gabinete do governador, as réplicas dos lustres do Palácio de Versalhes que se encontram nos salões Negrinho do Pastoreio e Alberto Pasqualini e os murais do pintor italiano Aldo Locatelli.

O Piratini é aberto à visitação pública. As visitas, acompanhadas por guias, precisam ser agendadas. Fones: (51) 3210-4169(51) 3210-4170

PORÉM… Difícil é encontrar as informações para o agendamento no site do Piratini… Penei…

PINACOTECA RUBEN BERTA

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Aberta no dia 3 de dezembro, acolhe o acervo que estava guardado em um espaço da prefeitura velha, com 125 obras de artistas brasileiros e estrangeiros, na coleção montada pelo empresário Assis Chateaubriand (1892 -1968). Há nomes como Pedro Américo, Di Cavalcanti, Portinari, Allen Jones, Alan Davie e Tomie Ohtake.

O prédio de estilo eclético foi reformado nos últimos seis anos. No lugar há um auditório com capacidade para palestras e recitais e deve ser instalado, até o ano que vem, um café com acesso ao terraço.

O espaço ficou lindo, com salas bem iluminadas e climatizadas, tudo tinindo de novo, e um acervo interessante. Nos fundos, há um pátio com um bom espaço que, tomara, seja aproveitado para eventos, shows, etc…

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PORÉM… assim como no Museu Julio de Castilhos, à entrada estava uma senhora, simpática, mas que não me deu nenhuma informação e nem me perguntou nada… Circulei pelo espaço sem que ninguém aparecesse. Pelo menos o material impresso que havia à disposição é bem completo.

Serviço

Rua Duque de Caxias, 973

Visitas de segunda a sexta, das 9h às 18h

REPARE na diferença do prédio restaurado para essa imagem abaixo que eu captei em 1999.

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O Solar dos Câmara (Duque de Caxias, 968) é a construção residencial mais antiga de Porto Alegre. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1963, foi cenário de reuniões e encontros políticos que marcaram a história do Estado. O prédio foi adquirido pela Assembléia em 1981. Em 18 de janeiro de 1993, o Solar reabriu suas portas como novo espaço cultural da sociedade gaúcha. Hoje a casa abriga o Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais (DRPAC). No local, o público pode ter acesso à Biblioteca Borges de Medeiros, às exposições fotográficas da Sala J.B. Scalco e aos espetáculos musicais gratuitos do projeto Sarau no Solar. 

Para conhecer a exposição permanente do Solar dos Câmara ou fazer uma visita guiada pelo casarão, entre em contato com a Divisão de Recepção e Informações.

 

E para encerrar o passeio, à tardinha…

CHAMPANHARIA OVELHA NEGRA

Instalada por ali desde 2003, é especializada em champagnes e espumantes nacionais e importados

Fone 3061-8021, Rua Duque de Caxias, 690

Horário: das 18h às 23h30min.

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LA TASCA

Fiz um post aqui lá por setembro falando dessa simpática padaria, onde sentei para experimentar um lanche e comprar pães especiais.

Serviço

Duque de Caxias, 678

Aberto de terça a domingo, das 16h às 22h

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E O SEMPRE BEM-VINDO INESPERADO…

Estava encerrando meu passeio, por volta de 13h, quando percebi as nuvens que anunciavam um temporal. Na altura da Praça da Matriz, fui me abrigar na primeira porta aberta que encontrei e tive uma bela surpresa. O Deodoro Bistrô inaugurou há pouco mais de um mês e serve uma comida deliciosa.

Fica na Praça Marechal Deodoro (ou da Matriz!), 174.

Abre das 8h30min às 20h, segunda a sexta.

Divulgação

Divulgação

 

Ah, e ainda matei uma vontade que tinha há anos: fotografar essa ‘pensão familiar’, uma casinha minúscula que resiste entre prédios gigantes. Me lembra UP, altas aventuras.

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Conhecer cidades a pé

12 de julho de 2013 2

Na minha última viagem, levei, além do par de tênis que fui calçando, mais três pares de calçado. TRÊS pares? pra quê tanto, me perguntaram?

Bom, pra resumir, voltei só com dois inteiros. O do pé e um outro. Os outros dois ficaram no caminho.

Percebi que o tênis confortável para caminhadas mais longas tinha encerrado sua carreira num dia de chuva. Começou a fazer água, literalmente. Era à prova d’água até um rombo se abrir numa das laterais do pé direito. Adeus!

O outro sapato sofreu de um mal mais grave. Era baixo, confortável e bonitinho e eu o usava assim com um pouco mais de cerimônia, já há alguns anos. Mas a sola agora se foi. Sem remendo. Sem cura.

As mortes eram mais ou menos anunciadas. Não só porque os dois já tinham dado sua contribuição à minha causa. Mas é que eu costumo caminhar além da conta quando viajo (tá bem, preciso transpor de forma mais eficiente esse espírito também quando não estou em férias!).

Por que caminhar nas viagens (ou na sua cidade)?

  • Porque se enxerga melhor tudo o que há pelo caminho.
  • Porque se pode mudar de rumo a qualquer momento.
  • Porque se pode parar a qualquer momento.
  • Porque permite mais contato com as pessoas.
  • Porque é um bom exercício (ainda mais para quem, como eu, dispensa grande importância e muito tempo às refeições).
  • Porque é econômico (em relação a qualquer outro meio de transporte!)

P.S.: a imagem é meramente ilustrativa. Nem os pés nem os tênis me pertencem!

Deve haver mais razões não mencionadas por mim.

É por isso que eu fico feliz quando vejo que muitas cidades, muitas mesmo, cada vez mais incluem caminhadas (pra ficar num exemplo local, as do Viva o Centro, em Porto Alegre).

Nunca vi tantos apelos, em folhetos distribuídos em centro de informações turísticas, hotéis etc, para se conhecer as cidades a pé.

Mais dois exemplos nacionais:

P.S.: infelizmente, o RioWalks encerrou suas atividades, conforme comunicado recebido abaixo… Uma pena…

 

 Reprodução


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