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Posts na categoria "Cemitérios"

Um achado num caminho do Equador

10 de dezembro de 2012 0

A LUCIANA BUENO SANTOS, leitora do caderno Viagem de ZH, acompanhou, durante um mês e pouco, a publicação CEMITÉRIOS PELO MUNDO.

Embora eu já tivesse encerrado a porção cemitérios no período, sempre é tempo de falar sobre eles, e Luciana enviou sua colaboração, que é muito curiosa.

Com a foto, veio o recado abaixo:

“Oi, Rosane!

Aprecio muito o caderno, torço para que continuem nos trazendo boas novidades!

Estive em uma viagem a trabalho, no Equador, em outubro, e percebi um cemitério nas alturas. Este foi captado no caminho Durán – Guayaquil, de dentro do carro. Tenho viajado bastante pela América do Sul e nunca tinha visto similar.

Espero ter contribuído com os teus recortes de viagem.

Atenciosamente, Luciana Bueno Santos”

Para antecipar Finados, um cemitério na Groenlândia

02 de novembro de 2012 0

Na coluna do caderno VIAGEM que leva o mesmo nome deste blog, durante algumas semanas publiquei fotos e textos sobre cemitérios pelo mundo.

Eu sempre visito cemitérios e criei até uma categoria no blog para falar deles.

Na última edição do caderno, da última terça, publiquei a contribuição da Claudia Pegoraro Rodrigues e do colega André Mags.

Não havia mais tempo hábil quando a Elma Sant’Ana mandou sua sugestão, sobre o cemitério de Nuuk, a capital da Groenlândia.

Elma enviou fotos e o texto abaixo:

“Um dos primeiros dias de outubro é reservado aos mortos, mas, antes disso, as pessoas já enfeitam os túmulos. No dia dos Finados, os moradores de Nuuk, que tem 14 mil habitantes, seguem em procissão até os três cemitérios da localidade, caminhando em duplas. Os primeiros da fila, carregam bandeiras da Groenlândia e da Dinamarca, país  ao qual a Groenlândia pertence. Na cidade, os enterros são rápidos, porque há muito pouco tempo de claridade.”

As fotos registram:

  • O cemitério enfeitado de flores, já antecipando o inverno com muita neve.

  • O cemitério de Nuuk, num raro momento de sol e coberto pela neve .

  • O cemitério coberto de neve, no período  de pouca claridade.



No dia dedicado aos Finados, a sugestão não poderia ser nenhuma outra

02 de novembro de 2011 1

Finados pra mim nunca foi sinônimo de tristeza. Sempre soube que era dia de venerar os mortos. Mas acho que minha porção mexicana (no México, há doces, flores e catrinas por todo lado) sempre fez dele um dia de festa.

Talvez por ter aprendido a encarar a morte da mesma forma que o nascimento. Era levada pela mão, pequenininha, para um e para outro. Pai e mãe nos levavam pela mão tanto à maternidade quanto ao cemitério. Desde cedo aprendi que quando se nasce, já se começa a morrer. Não que a morte me agrade, já ressalvo.

E dia de Finados era dia de ir ao cemitério, de correr entre os túmulos com meus primos, de ir do cemitério da Linha Zanella, onde estavam os avós paternos, ao de Dr. Ricardo, onde foram enterrados os maternos. E por entre os túmulos íamos escolhendo quais eram os mais bonitos, os entes mais queridos, pela quantidade de flores, os ditos mais interessantes nas lápides, fazíamos cálculos precisos dos anos que a pessoa havia vivido, sua origem… Era uma descoberta.

Perdi meus pais num curto período de três meses, já adulta, e obviamente isso resultou em uma dor e uma saudade imensas. Mas ainda assim o cemitério não virou sinônimo de tristeza. Nem pra mim, nem para meus irmãos. Escolhemos, para colocar no jazigo, uma foto em que estão os dois juntos, sorrindo à larga, de mãos dadas. Todo mundo que passa acha estranho. Mas há 15 anos só vamos substituindo a foto por uma nova. Meu irmão mais novo, quando ainda morava na cidade, costumava ir tomar chimarrão ao pé do túmulo, no domingo de manhã, como fazia quando eram vivos, e aproveitava para repassar a semana em pensamento, como se a narrasse para eles.

Por isso nunca passo longe de cemitérios. Aliás, quando posso, até os procuro. Gosto do que se chama de arte cemiterial, das esculturas, das lápides… Por isso, nesse dia, a dica é: visite cemitérios.

No ano passado, no dia 3 de novembro, estive num dos mais famosos do mundo, o Pere Lachaise, em PARIS. Fiquei horas e horas e só fui embora porque começou a chover.

Inaugurado em em 1804, seu nome é uma homenagem ao padre François d’Aix de La Chaise (1624-1709),o Père La Chaise (o padre La Chaise), confessor do rei Luís XIV da França.

Estão ali enterrados escritores e poetas como Balzac, Oscar Wilde, La Fontaine, Proust; músicos como Maria Callas, Chopin, Piaf e Jim Morrison (um dos túmulos mais procurados); e atores e cineastas como Sarah Bernhard, Molière, Marcel Marceau,Maria Schneider…

É um passeio pela história, pela música, pelo cinema, pelas artes.

Esse painel homenageia os mortos no acidente da Air France.

E havia também, quando eu visitei, uma exposição fotográfica com cemitérios do mundo inteiro.


Fotografei o único representante brasileiro, neste painel.

OUTROS TÚMULOS E CEMITÉRIOS FAMOSOS, esses selecionados pelo site Adoro Viagem.

  • Al Capone, o mafioso ítalo-americano, no cemitério de Monte Carmelo, no subúrbio de Chicago.
  • O cineasta Federico Fellini está no cemitério de Rimini, na Itália.
  • Eva Perón, no cemitério da Recoleta, em Buenos Aires.
  • Elvis Presley foi enterrado em Graceland, mansão onde vivia, junto com seus familiares, em volta de uma fonte no jardim da mansão.
  • Karl Marx foi enterrado em Londres, no cemitério de Highgate.
  • O corpo de John Lenon foi cremado e entregue a sua mulher Yoko Ono, mas um memorial chamado Strawberry Field Forever, com a inscrição Imagine, pode ser visitado no Central Park, próximo ao edifício onde viveu e foi assassinado.


E esta semana meu irmão mais velho me chamou a atenção para um cemitério da aldeia romena de Sapanta, com coloridas pinturas e epitáfios emocionados que contam a história de cada pessoa enterrada ali, um costume iniciado por um morador chamado Stan Ioan Patras, que foi quem esculpiu a primeira lápide com essas características, em 1935, e chegou a fazer mais de 800 até morrer, em 1977.