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Posts na categoria "Coisas para comprar em viagem"

A arte popular brasileira em exposição

30 de maio de 2014 2
Fotos Darci Bastos, divulgação

Fotos Darci Bastos, divulgação

Perdi a conta de quantas vezes já falei sobre isso: quando viajo, não costumo fazer compras. Não do jeito pelo qual nós, brasileiros, somos conhecidos (todo mundo diz que, para saber se o turista é brasileiro ou não, basta prestar atenção na quantidade de sacolas que carrega para o hotel).

O que eu gosto de trazer de uma viagem são “bobagens”: artesanato, produtos locais, coisas feitas à mão em geral.

Que, diga-se, são cada dia mais raras… E por isso mais valorizadas… E por aí vai…

É longe (de Porto Alegre), mas se Teresina (PI) estiver no seu roteiro até 5 de julho, você tem a chance de ver arte/artesanato popular em exposição na cidade. São coisas que eu gostaria de trazer na bagagem.

A exposição Arte Popular Brasileira exibe cerca de 350 esculturas, pinturas e xilogravuras assinadas por 60 artistas, além de um livro com as imagens das obras.

Nelas estão muito do cotidiano, dos costumes, das festas populares e do folclore brasileiros, em peças produzidas por pessoas que fizeram dessa tarefa uma de suas principais fontes de renda.

O projeto é do piauiense Luiz Fernando Dantas, que organizou a mostra com o melhor da arte popular brasileira das regiões Nordeste e Sudeste.

O legal é que para fazer a seleção desses artistas populares, que em geral não têm acesso à internet para divulgar seus trabalhos, Dantas percorreu, entre 2013 e 2014, mais de 30 cidades dessas regiões para descobrir pessoas simples e habilidosas que produzem arte.

Joel Gaudino -Caruarú PE

Conheça alguns dos artistas:

Mário Teles – Produz figuras humanas que se repetem e se encaixam como peças únicas de um quebra-cabeça. Tem predileção pelos temas folclóricos e musicais de Minas Gerais.

Zezinha – É uma das mais importantes ceramistas da nova geração do Vale do Jequitinhonha (MG). Ela trabalha com barro e faz figuras humanas com alta qualidade técnica e refinamento nos detalhes de acabamento.

João das Alagoas – Mestre em cerâmica, suas esculturas são peças de folguedo, como o Boi-Bumbá e o Cavalo Marinho, em cujas saias são esculpidas em alto e baixo relevo.

João das Alagoas (João Carlos da Silva) - Capela (AL) II

Sil – Ex-cortadora de cana-de-açúcar, desenvolveu um estilo próprio, no qual retrata cenas do povo nordestino. A jaqueira, árvore típica da região de Capela (AL), é elemento onipresente em suas obras.

Antonio de Dedé – Escultor de madeira intuitivo vindo de Lagoa da Canoa (AL). Suas peças estão nas mãos de colecionadores e nas principais galerias de arte popular do país.

Antônio de Dedé (Antônio Alves dos Santos) - Lagoa da Canoa AL (II)

Manuel Eudócio – Nascido em Caruaru (PE), criou diversos tipos, que são sua marca registrada e consagraram seu trabalho, como noivos no boi, casamentos, velha indo à missa.

Expedito – Natural de Teresina (PI), tem santos seus espalhados por mais de 50 igrejas. Seus trabalhos são reconhecidos à primeira vista: frutos, flores, folhas de carnaúba que aparecem em relevo nas túnicas de anjos e santos.

Claudineide (I) - Caruarú PE

Serviço

  • Exposição Arte Popular Brasileira
  • Até 5 de julho
  • De segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e sábados, das 9h às 13h
  • Terrasse — Av. Dom Severino, 1.258, bairro de Fátima, Teresina (PI)
  • Entrada gratuita
  • Informações: (86) 3194-0150 e www.terrassepi.com.br
  • Livro Arte Popular Brasileira, com projeto e pesquisa de Luiz Fernando Dantas. Valor: R$ 50

 

Artesanato do mundo em Porto Alegre

08 de outubro de 2012 0

Até o dia 14 de outubro, o Carrefour do Passo D’Areia, em PORTO ALEGRE, abriga a feira “Artesanatos do Mundo” com arte popular de cerca de 20 países e regiões do Brasil.

Funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, com parte da renda dos ingressos (a R$ 6) revertida ao Lar Santo Antônio dos Excepcionais.

De onde vêm as peças: Tunísia, Egito, Líbano, Síria, Índia, Região de Kashmere, Indonésia, Bolívia, África do Sul, Peru, Senegal, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Turquia, Região da Capadócia, Equador, Paquistão, Pernambuco, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina e, do anfitrião, Rio Grande do Sul.

Nos estandes, há painéis com curiosidades e o significado do artesanato típico de cada região representada.

Um exemplo: na Caxemira, norte da Índia, boa parte da sobrevivência vem do turismo e da intensa produção artesanal. Os artesanatos bordados manualmente utilizam a técnica chamada Ari. Cada artesão local aprende a bordar um único tipo de ponto e se aperfeiçoa nele de modo a passar a vida inteira produzindo peças diferentes umas das outras, todas a partir do mesmo ponto.


Serviço:

  • Feira Artesanatos do Mundo
  • Até 14 de outubro
  • Carrefour da Plínio Brasil Milano, 2.343 – bairro Passo D’Areia, em Porto Alegre
  • Segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 10h às 21h
  • Ingresso: R$ 6,00 – visitantes entre 12 a 59 anos. Entrada gratuita para menor e maior idade (até 11 anos e a partir dos 60 anos)
  • Estacionamento gratuito

Mais coisas pra comprar em viagens

04 de junho de 2012 0

Não se iluda com o título do post. Ele não vai dar dicas de compras em destinos tradicionais.

Até por que, nesses tempos de dólar em alta, comprar em viagens ao Exterior pode não ser uma boa ideia.

Sempre digo que tenho uma espécie de radar (ao contrário): é marcar uma saída do país e a moeda vai lá para o alto. Mas esse é outro papo.

Já falei aqui nas seções COISAS PARA COMPRAR EM VIAGENS e MANIAS DE VIAGEM sobre meu gosto em comprar quinquilharias. Sou, como diria Pablo Neruda, uma coisista.

Sem querer, estou juntando pequenas caixinhas, que agora decoram uma mesa lateral de minha sala.

Essas da foto vieram da Índia, do deserto do Atacama, do Peru, das Bahamas, de Fernando de Noronha… Ah, o vasinho de flores improvisado veio de viagem recente a Colônia do Sacramento.


Croniqueta de sábado: o valor de um azeite (extra-virgem)

08 de outubro de 2011 3

Não são hábito meu as compras em viagem. Em geral, suvenires ou algo simbólico, que me lembrem do lugar. Ou algum perfume ou bebida no aeroporto. Nada que me faça perder um tempo que considero precioso. Quando a viagem é curta, menos ainda.

Pois estava eu no aeroporto de Florença, na Itália, que é pequeniníssimo (sim, há aeroportos menores que o de Porto Alegre), matando o tempo, quando entrei na loja com produtos locais. Não me pergunte a marca, eu não saberia dizer, o que me chamou a atenção foi a garrafa do azeite de oliva extra-virgem. Linda.

Parecia um pequeno vaso de cristal. Eu já conseguia vê-lo com minhas flores preferidas na mesa de centro da sala. Dentro dele, ervas finas, que deixavam a embalagem ainda mais apetitosa. Comprei, e o vendedor o colocou, como de praxe, na embalagem transparente para a bagagem de mão quando a quantidade de líquido é superior a 100ml.

Passado o entusiasmo com a compra, lembrei que na mochila levava laptop, câmera fotográfica, sem contar documentos e etc, e fiquei imaginando tudo isso boiando em azeite de oliva, ainda que extra-virgem. Como o vendedor disse que não poderia colocar uma outra embalagem ou plástico bolha (sim, eu sabia que não podia), resolvi eu mesma tomar minhas providências.

Peguei todas as sacolas plásticas que tinha à mão e fiz uma proteção quase indevassável, coloquei na mochila e… esqueci. Só fui lembrada disso ao passar pelo raio X no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha. O que eu levava na mochila? perguntou o agente. Nada, respondi, com a cara de pau dos inocentes. Nada? Então desenrole o que está enrolado nisso, disse ele com cara e inglês de poucos amigos. E então lembrei do meu azeite!

– É só um suvenir – observei com um sorriso de quem acaba de fazer uma traquinagem.

– Para nós, é só líquido – retrucou ele, com a preocupação de quem tenta detectar explosivos e terroristas.

Tirei o sorriso do rosto e desembrulhei e embrulhei tudo com a mesma rapidez após a inspeção. Mais uma pequena lição de viagem, aprendida à custa do azeite. Ainda que extra-virgem.

Coisas para comprar em viagens

09 de maio de 2011 3

Fazia tempo que não adicionava nada nesta categoria, COISAS PARA COMPRAR EM VIAGENS.

Vai ver, também, que é por que não costumo comprar muitas coisas além das minhas “bobagens”.

Eu não procuro, mas quando encontro não resisto a uma xícara bonitinha/diferente ou a uma gravura, aquarela ou postal para ser emoldurado.

Aqui vão alguns que eu colecionei ao longo de viagens nos últimos anos.

As duas da direita eu garimpei em feirinhas de antiguidades por aqui. A da esquerda veio da POLINÉSIA FRANCESA, lembrando imagens do pintor Paul Gauguin, que viveu por lá e representou os polinésios em boa parte de sua obra.

A da direita, eu comprei numa loja da Vista Alegre em LISBOA, a capital portuguesa. A do meio, numa dessas fábricas de vidros de Murano, em VENEZA. A da esquerda era uma peça de família.

As aquarelas com índios peruanos vieram de feirinhas no VALE SAGRADO e em CUSCO, numa viagem inesquecível pelo PERU.

Desconte o reflexo, que eu não soube fazer as fotos de forma mais adequada… As gravuras emolduradas vêm do Museu da pintora mexicana FRIDA KHALO, na Cidade do MÉXICO.

Na parede da cozinha, o primeiro quadrinho ao alto traz uma receita de pizza napolitana (há um outro de spaghetti), vindo de uma feirinha de AREZZO, na Itália. Os dois debaixo foram presentes vindos de CURITIBA.


Este último não é gravura, mas uma foto tirada e emoldurada por mim mesma. Como dá para ler na placa, trata-se de um vilarejo no norte da ITÁLIA com o nome da minha família. Coloquei na parede do meu escritório e nem preciso dizer que tem um valor sentimental muito grande.

Manias de viagem?

10 de julho de 2010 1

MANIAS DE VIAGEM OU COISAS PARA COMPRAR EM VIAGEM?

Muito, mas muito tempo atrás, publiquei aqui na categoria “Coisas para comprar em viagem” um relatinho de bobagens que costumo trazer quando ando por aí. Alguém que acessou o post, acho que procurando dicas de compras, se frustrou e deixou um comentário dizendo que aquelas não eram “coisas para comprar”, mas “coisas que eu comprava”…

Pois como já repeti inúmeras vezes, não viajo para comprar. Também já disse que trago sempre “coisinhas” das minhas andanças. Não conto isso para fazer proselitismo, mas, como é da natureza de blogs e blogueiros, para mostrar como eu costumo fazer.

E é nesse exercício que a gente se descobre com manias!
Por exemplo: descobri que tenho a mania de trazer necessaries como “lembrancinha”. Fotografei algumas só para ilustrar o que já é quase um vício.

- Essa da esquerda, toda vermelha, eu comprei na lojinha do Museu de Arte Moderna de Nova York, o Moma, quase uma década atrás. Andou na minha bolsa diariamente até poucos dias. É de um tamanho ótimo e muito resistente.

- A dos sapatinhos veio da loja do Metropolitan Museum que fica no Rockefeller Center, também em NY. Uso para acomodar as bijuterias e etc na mala, por ser bem estruturada e não permitir que fiquem amassadas.

- Aquela última, de fundo preto, cuja estampa imita etiquetas de malas, é a que vai na minha bolsa atualmente. Adorei os motivos que lembram… viagens! Foi comprada na lojinha do Museu da Espionagem de Washington.

- A pequenininha é para carregar moedas. Você recorda dela? Imita a mala de Mary Poppins, de onde saem coisas fantásticas tiradas pela babá também fantástica. Comprei no intervalo do musical na Broadway.