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Um livro sobre Havana e um texto sobre as crianças de Cuba

21 de outubro de 2010 5

Ontem, dia 20, o escritor, jornalista e fotógrafo Airton Ortiz lançou o primeiro livro da série COLEÇÃO EXPEDIÇÕES URBANAS, pela editora Record.

Começa com Havana, a capital cubana. Expedições Urbanas: Havana é o décimo terceiro livro do autor!

Nesse, ele muda seu registro da reportagem para a crônica. Os textos contam parte das histórias da cidade e mostram como os havaneses vivem, amam, choram e festejam. São 55 crônicas que mostram as dificuldades econômicas, mas também o orgulho de sua capital.

Mais informações sobre o autor no site www.airtonortiz.com.br.




Serviço

Expedições urbanas: Havana
Preço: R$ 32,90 
240 páginas






Mais sobre Cuba

Após viagem recente a Cuba, meu colega MÁRIO MARCOS (quando quiser qualquer dica de filme interessante, aliás, pergunte ao Mário) me enviou o seguinte texto, falando sobre as crianças daquele país. Achei oportuno publicá-lo aqui, com o serviço sobre o livro de Ortiz. Confira:

As crianças de Cuba

Mário Marcos

“Certa vez, li um texto de Frei Betto em que ele falava de um cartaz de rua instalado nas proximidades do Aeroporto José Marti, de Havana, com uma mensagem aos visitantes: “Esta noite, milhões de crianças dormirão nas ruas em todo o mundo. Nenhuma cubana”. Pensei no cartaz e no texto ao cruzar o corredor de acesso ao aeroporto no início de um período de férias na ilha. Estava disposto a prestar atenção nas crianças cubanas nas ruas de Havana, algumas já inteiramente restauradas, outras com sinais de desgaste, mas todas formando um valioso patrimônio cultural herdado da colonização espanhola.

Para quem convive diariamente com o vergonhoso cotidiano de crianças abandonadas, pedintes, drogadas e exploradas nas esquinas de Porto Alegre, parecia impossível não encontrar o mesmo quadro em um país pobre, vítima de um bloqueio econômico há mais de 50 anos, sem grandes recursos materiais, forçado a racionar comida. Pois bem, aí vai uma notícia: é possível, sim, desde que as crianças sejam prioridade.

Ao caminhar pelas ruas de Havana, ao lado de minha mulher, Maria Helena, não encontramos uma única criança abandonada, pedinte ou maltrapilha. No máximo cruzamos por grupos delas, em seus uniformes grená e branco, em fila atrás de uma professora ou esperando para entrar em alguma sala de aula (como mostra a foto). Este é segredo que estabelece a diferença para Porto Alegre, por exemplo, só para ficarmos na cidade que se orgulha de ser Capital de um dos Estados mais ricos e politizados do país. É um choque.


Fomos em busca de respostas.

As razões para a diferença estão na escola.

Em Cuba, que transformou todos os quartéis dos tempos do ditador Fulgêncio Batista, em escolas, o ensino é obrigatório no mínimo até os 14 anos.

O turno de aula começa às 8h e só termina às 16h.

Se a mãe da criança trabalha fora, ela almoça na própria escola.

Em meio às atividades de aula, cumpre períodos de atividade física.

Todas têm fornecimento garantido de leite até os sete anos (no país, os números da mortalidade infantil são menores do que da maioria dos países desenvolvidos, inclusive do vizinho Estados Unidos).

Há um limite de 20 alunos por sala.

Os educadores cubanos chegaram à conclusão de que em salas de 20 alunos o estudante aprende mais e o professor pode dar uma atenção quase individualizada a cada um deles. Lembram da enturmação aqui no Estado? Com apoio incompreensível de muitos, o governo juntou turmas com poucos alunos, como se o aprendizado fosse uma mera questão aritmética ou se o Estado fosse uma empresa destinada a ter lucros com o ensino.

Toda a educação é gratuita, do primeiro ano do Ensino Fundamental ao último da universidade.

Não há escolas privadas.

Por isso, o país, que tinha 40% de analfabetos até 1959, foi declarado livre de analfabetismo desde 1971, 12 anos após a Revolução.

Para as famílias, é uma segurança: os filhos têm educação garantida e atendimento de saúde, de graça, por toda a vida.

Para quem sempre se incomodou com a visão de crianças abandonadas nas ruas de sua cidade, a viagem a Cuba faz pensar. Se um país pobre consegue tratar com tanto zelo suas crianças, por que aqui é tão difícil?”


Cuba na visão de Flávio Wild

17 de maio de 2010 0

Flávio Wild, que recém lançou o livro Silêncio em Siena, uma interessante mistura de ficção e relatos de viagens por 15 cidades da Europa, é o convidado do PAPO VIAJANTE do STB Brasas, na terça-feira.

Escritor, designer e fotógrafo, Wild vai falar sobre sua viagem a Cuba e as experiências vividas em Havana: a música de Compay Segundo, a cultura das tabacarias e o mojito da Bodeguita del Medio, por exemplo.

“Todas as tardes ensolaradas em qualquer lugar, durante o resto da vida, serão como reflexos de pequenos instantes em Havana”, resume ele.

Serviço

Papo Viajante
Dia 18 de maio, terça-feira, às 19h30min
No Espaço Cultural STB Brasas (Anita Garibaldi, 1.515)
Informações: 51.4001-3000