Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Quito"

A visita de um leitor ao Equador (2)

08 de janeiro de 2014 1

E já que o EQUADOR escolheu fazer sua preparação para a Copa do Mundo em um hotel de Viamão, aqui vai a segunda parte de um post enviado pelo leitor Constantin Sokolski, que mora no Canadá, para homenagear aquele país.

Quando em Quito, o destino inicial do visitante é o seu centro histórico. 

Está foi a primeira cidade do mundo a ser escolhida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 1978.

Estávamos hospedados num bairro moderno, defronte ao Parque Carolina, um dos pulmões da cidade, distante uns 5 quilômetros do centro histórico.

Como viajantes experimentados, o percurso foi feito utilizando-se o transporte urbano, neste caso o metrobus.

 

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

A Basílica de Quito, em estilo gótico, erguida sobre um morro, reina imponente sobre parte da cidade. Defronte vendedoras em trajes típicos cuja língua materna é o quechua. Ressalve-se que “típicos” para nós, já que se tratam de vestimentas de uso corriqueiro para os descendentes do povo que habitou a região, desde antes da chegada dos espanhóis.

quito1

Vista parcial da Plaza de La Independencia ou Plaza Mayor, em torno da qual quatro prédios, representando os poderes do período colonial se abrigam. Ao fundo vemos parte da Catedral. Ao lado, o Palácio do Governo, o Palácio Municipal e o Arcebispado.

Aos domingos o coração da urbe pulsa mais forte na plaza.

É onde turistas, artistas de rua,vendedores ambulantes se misturam com o povo local, a maioria aparentemente de origem humilde, perambulando pela centenária praça.

quito2

Igreja e Convento de São Francisco, ocupando dois quarteirões, formando a maior edificação religiosa da cidade.

Iguais a esta, dezenas de igrejas, em diversos estilos arquitetônicos espalham-se pelo centro histórico há quase cinco séculos, testemunhando a arte, a cultura e a religiosidade do período colonial.

quito3

Qual não foi a criança que nos bancos escolares não ficava fascinada ao ouvir falar de uma linha imaginária que dividia a Terra em duas metades?

Pois, a linha existe, e dista uns 47 quilometros da capital.

Localizada em San Antonio de Pichincha no cidade de “Mitad del Mundo”, onde o tema é exaustivamente abordado num museu, planetário, monumentos, etc…

Ao fundo vê-se o Monumento Equinocial, em forma de pirâmide. No trajeto homenagem a cientistas, cartógrafos e destacados vultos da geografia.

Depois da emoção de colocar um pé no Hemisfério Norte e outro no Sul, latitude 0, Linha do Equador, regressamos a Quito.

 quito4

Quito é a capital mais alta do mundo.

Lembre que La Paz, apesar de ser mais alta, não é a capital da Bolívia.

Erguida em vales e nos anteparos dos Andes.

Seus bairros estendem-se ao longo das encostas de montanhas, numa média de altitude de 2.850 metros. Algumas partes passam dos 4 mil metros.

Ao percorrer o centro histórico e suas íngremes ruelas, o corpo humano não acostumado sente o ar rarefeito.

A reação varia de pessoa a pessoa.

Os sintomas iniciais são, além do cansaço, uma certa dificuldade para respirar, desconforto no peito e garganta acompanhado de dor de cabeça.

Na foto, a congestionada Calle Garcia Moreno onde os resquícios coloniais são abundantes.

 quito5As cúpulas da Igreja e Convento de La Merced, data do Século 16.

Ao explorar estes prédios, a mente embalada pelo olhar e alma do viajante, entrecortado pela respiração levemente ofegante, invejou estas paredes que, silenciosas, foram testemunhas da evolução de uma nação, acompanhando suas conquistas e fracassos, num emaranhado de doces e amargas experiências, atos relevantes ou nem tanto…

 Quantos olhares cúmplices e furtivos não se trocaram à sombra destas paredes seculares?

quito6

Vista panorâmica parcial de Quito.

No primeiro plano, o centro histórico.

Ao fundo a contemporânea Quito, com seus prédios modernos, parques e…. shopping centers.

Ao deixar a capital equatoriana, instantes após decolar, estávamos deixando para trás o singelo prato de “Menestras de frijols/ lentellas”, que por diversas vezes nos acompanhou nas refeições.

Tudo regado a jugo de Guanávana.

Momentos após, descortinando os picos dos Andes, dava adeus ao 99º pais visitado.

Felicidades,

Constantin