Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "New Orleans"

Todos os aeroportos são iguais, mas alguns podem ser bem diferentes...

30 de junho de 2015 0

Quem viaja por aí já se acostumou à impessoalidade dos aeroportos, pra não falar de outros adjetivos que poderiam ser atribuídos aos terminais aéreos.

Parecem todos iguais, alguns mais práticos, outros confusos, alguns grandes demais…

Por isso eu paro quando vejo detalhes como esses que encontrei no Aeroporto Louis Armstrong, em New Orleans, nos EUA.

A começar pelo nome, que homenageia o nome do músico que personifica o jazz, nascido na cidade no início do século 20, Louis Armstrong.

Ok, você dirá que temos o nosso Antonio Carlos Jobim, no Rio, o antigo Galeão (que todos continuam chamando de Galeão).

Mas no aeroporto de New Orleans, além do nome, você encontrará referências à música no site (que é bonitinho e amigável) e no saguão uma exposição não só sobre Armstrong, mas sobre os principais nomes da música e do jazz.

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

IMG_5442 (1)

Ok, você dirá, é uma cidade pequena, com menos de 400 mil habitantes. Mas sua região metropolitana tem mais de 1,2 milhão de habitantes e o aeroporto recebe uma média de 500 mil passageiros/mês, sendo um dos principais destinos turísticos dos EUA.

E aí me rendi mesmo quando fui ao banheiro (que tem essas mosaicos coloridos na entrada, o que já dá um charminho a mais) e deparei com flores frescas (as minhas preferidas, astromélias!), num sábado qualquer, às 5h da madrugada.

Aeroportos são todos iguais, mas alguns são diferentes.

IMG_5448

IMG_5450

Passeio pelo Rio Mississippi, em New Orleans

12 de maio de 2015 0
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

A-do-ro passeios de barco.

Dos mais charmosos aos “programas de índio”, tento não perder nenhum.

E não poderia ser diferente diante do “grande rio”, a tradução para o nome indígena do Rio Mississippi, em New Orleans, nos Estados Unidos.

O rio que inspirou tantas músicas e obras literárias é o segundo mais extenso no país (somado ao Missouri, que é um dos seus afluentes e o mais longo deles, são mais de 6 mil quilômetros – juntos, eles formam a maior bacia hidrográfica norte-americana).

Pois estando em New Orleans, lá fui eu passear a bordo do Natchez Steamboat, que dizem ser o único barco a vapor de verdade a cruzar o Mississippi.

Ao longo de duas horas, circula-se pela costa moderna, pela antiga e por antigas “plantations” (latifúndios que utilizavam mão de obra escrava).

IMG_5653

 

Há opção de almoçar ou jantar no barco.

E, sempre, a música ao vivo está incluída - jazz de boa qualidade com piano ou um trio.

Legal também é que as informações são dadas ao vivo e só num dos trechos do passeio (a ida). Na volta, apenas curte-se a música, pode-se beber uma “mimosa” (espumante com suco de laranja) ou outros drinks servidos a bordo.

O roteiro simples custa US$ 29 e é muito fácil de adquirir os ingressos. Basta ir até o porto bem próximo do French Quarter, a zona mais turística da cidade, e comprá-los em um quiosque. Chegue no mínimo com meia hora de antecedência, pois a fila é sempre grande.

IMG_5624
Pra ilustrar, além da colagem de vídeos feitos por mim e das fotos acima, duas músicas das quais gosto muito e que foram inspiradas pelo rio: Louisiana 1927, de Randy Newman, e Moon River, eternizada por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, filme de 1961.

A segunda tem uma das minhas frases preferidas quando penso em viagens (além do filme, que vi incontáveis vezes): “There’s such a lot of world to see”. Algo como “há tanto mundo para se ver”, em tradução livre.

A segunda eu nunca prestei atenção à letra, mas gosto da melodia, que me transmite tranquilidade.

 

New Orleans e o Dia Internacional do Jazz

30 de abril de 2015 0

E esta quinta-feira, 30 de abril, é Dia Internacional do Jazz.

A comemoração da data não é antiga. Ela foi criada pela Unesco em 2011 e festejada pela primeira vez em 2012.

Por que? Por o jazz ser considerado uma ferramenta educativa e propagadora da paz, da unidade, do diálogo, que contribui para uma sociedade mais inclusiva.

Enquanto acontece em New Orleans, nos EUA, o 46 Festival de Jazz, até o dia 3, hoje a festa é celebrada pela Unesco em Paris, considerado o segundo berço desse estilo musical.

IMG_5406

Fotos Rosane Tremea

Estive em New Orleans há poucos dias e me fartei de música, ouvida por todo lado. Nas ruas, começavam a chegar grupos para o festival, e davam canjas na praça, na frente de igrejas e monumentos, no mercado… Nos restaurantes, com um pequeno couvert, ouve-se bom jazz também, sem contar nos lugares especializados…

Seguindo uma dica lida em um guia de viagem, minha opção para ver um pequeno espetáculo de uma banda tradicional foi ir ao PRESERVATION HALL.

Fica no French Quarter (726 St. Peters), uma das áreas mais movimentadas da cidade.

Os shows de 45 minutos (três por dia) acontecem sete dias por semana, 360 dias do ano (só não há espetáculo em feriados e datas especiais), às 20h15min, 21h15min e 22h15min.

Os preços são bem razoáveis: 15 dólares de segunda a quinta e 20 dólares de sexta a domingo, a não ser que haja algum evento especial (detalhe importante: só se pode pagar em dinheiro!)

IMG_5409

O lugar é bem pequenininho, cabem no máximo umas 100 pessoas e menos da metade delas consegue sentar.

Parece um pequeno galpão, muito simples, e quem senta fica em almofadas no chão, bem na cara da banda, ou em bancas de madeira sem encosto. Não há ar condicionado. E você verá que esse aparente desconforto não fará a menor diferença quando a música começar.

Para reservar os lugares sentados, é preciso reservar por meio de email ou telefone, entre 12h e 17h: www.preservationhall.com/tickets ou  504-522-2841.

IMG_5416

Eu não consegui reserva, nem por telefone, nem indo ao local (duas vezes!).

Restou, no terceiro dia, ir para a fila e contar com a sorte. Cheguei meia hora antes do primeiro show, o das 20h15min (o ingresso é feito 15 minutos antes do início), e fui a última a não entrar. Fiquei para o show das 21h15min. Ou seja, no total, 1h30min de espera para um show de 45 min.

Mas, como atesta quem sai dali enquanto você espera para entrar, vale cada minuto de espera.

Não há comida, não há bebida, não se pode fotografar nem filmar (durante o espetáculo).

E você verá também que nada disso faz falta. É ficar e ouvir. Só. Ah, dançar também, mesmo sentado, é irresistível.

A Preservation Hall Jazz Band enche o lugar de música e diverte, balança, emociona…

IMG_5421

Na saída, não resisti e comprei um CD (sim, há quem ainda compre CDs, como eu!). Virou minha trilha sonora nos últimos dias. Na lojinha há também cartazes, moletons, camisetas, bonés…

Clicando aqui você consegue fazer um tour virtual e ouvir um pouco da música que se ouve por lá.

IMG_5424

 

Ah, e se quiser ouvir, ao vivo, bom jazz em Porto Alegre, uma dica é a programação das segundas-feiras no IN SANO PUB, um bar da Cidade Baixa (Lima e Silva 601).

Fui conferir há pouco tempo e gostei bastante. DICA: reserve com antecedência e peça uma mesa para poder ver o palco.

Veja aqui outros lugares para ouvir jazz na cidade.