Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Filipinas"

Um roteiro pelas Filipinas

27 de novembro de 2014 0

O Constantin Sokolski, brasileiro que mora há anos no Canadá, de vez em quando enriquece o blog com seus roteiros pelo mundo.
Desta vez, ele andou pelas Filipinas e é ele quem conta e mostra o que viu por lá. Confira abaixo:

 

Poucos dias se passaram desde nosso retorno das Filipinas.

Além de instrutiva apresentou algumas peculiaridades, sendo o meu 100º país visitado. Seguem algumas fotos e comentários.

A Metro Manila, com mais de 12 milhões de habitantes, estava abafada mesmo antes das 6h da manhã.

Mabuhay! Mabuhay! Foi o que mais escutamos ao descer do avião e caminhar pelo aeroporto.

Era domingo, dia ideal para chegar, pois evita-se o caótico e congestionado transito da capital das Filipinas.

constantin1

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Algo que imediatamente chama a atenção do viajante são os “jeepneys”, que são jipes alongados e transformados em pequenos ônibus.

Apesar de existirem milhares deles, não há dois iguais, pois todos são pintados, decorados, enfeitados de acordo com o gosto do proprietário.

Outro meio de transporte muito utilizado é o “ped cab” que não passa de uma bicicleta com um assento ao lado. Famílias inteiras se acotovelam em seu interior.

Concorre com este o “mototricycle”, que é parecido com o anterior só que não movido à tração humana.

Para nos locomover utilizamos tanto o ped cab como os jeepneys, assim como da calesa (drawn horse carriage).

constantin2

As Filipinas foram durante três séculos dominados pela Espanha. Estes deixaram muitos vestígios, tanto nos nomes das pessoas, como na arquitetura. Infelizmente, durante a 2ª Guerra Mundial, tanto japoneses como os americanos destruíram quase todas as edificações do passado existentes em Manila. 

O povo filipino, em geral, é sorridente e amável, sendo considerado o de temperamento mais latino de toda a Ásia.

A língua falada é o tagalog, mas o inglês é bastante utilizado também.

Uma das atrações é a cidade fortificada do período colonial espanhol, conhecida como intramuros. Na foto acima, vê-se parte da muralha que cercava a cidade.

Na medida do possível, está sendo restaurada.

constantin3

O arquipélago das Filipinas tem mais de 7,1 mil ilhas. Visitamos somente Luzon, a mais importante do país.

A cerca de 350 Km ao norte da capital, há uma região montanhosa onde vivem diversos povos nativos, que ainda costumam ater-se a algumas de suas tradições.

Na região de Sagada, os mortos não são enterrados, mas sim o caixão é colocado em cavernas ou ainda é pendurado na encosta de íngremes rochedos.

São os “hanging coffins”. Para se chegar a estes lugares, necessita-se de guia local, pois os acessos são complicados.
constantin4

Anciões do povo ifugao, cujos ancestrais iniciaram há 2.000 atrás a escavar as encostas das montanhas preparando o terreno para o cultivo do arroz.

Ao longo da rodovia há lugares que oferecem panoramas privilegiados dos famosos “rice terraces”.

constantin5

No deslocamento entre os diversos vilarejos da região, é comum encontrar “jeepneys” lotados.

Parte das estradas são asfaltadas, mas existem muitos trechos ainda por pavimentar.

Como a geografia é muito acidentada exigem obras rodoviárias complexas.

constantin5

O famoso “terraço de arroz” de Batad – que em 1995 foi considerado pela Unesco como um dos Patrimônios da Humanidade - tem levado turistas à região.

Geralmente é o pessoal mais jovem, os “backpackers”, pois a infraestrutura turística é limitada, transmitindo um certo ar de aventura.

Para chegar a este local, utilizamos inicialmente um jeepney que nos deixou no topo de uma montanha, e dali caminhamos cerca de 1 hora até chegar a Batad. No regresso foi montanha acima. Existem dezenas de trilhas pelos terraços, utilizados pelos nativos para se deslocarem.

constantin6

Este é o vilarejo de Banga-an que, num vale, também está cercado de terraços de arroz.

Percorrendo o vilarejo, fizemos contato com os moradores, geralmente crianças, todas muito sorridentes e amáveis.

Este seria um dos tantos cartões-postais das Filipinas.

Com tantas ilhas, o país tem muitas praias, mas estas, por motivos óbvios, não visitamos.

constantin7

Regressando, permanecemos mais dois dias em Makati City, que faz parte da Metro Manila. Trata-se de uma cidade moderna, repleta de arranha céus, com grande concentração de bancos, seguradoras, hotéis de luxo, shopping centers, etc…

Os Filipinos adoram um shopping center. Têm alguns gigantescos. Geralmente não nos atraem, pois shoppings centers são iguais em todo o mundo.

Como curiosidade fomos visitar o “Chinese Cemetery”, inaugurado em 1850.

Foi construído, à época, para a última morada dos chineses, pois não podiam ser enterrados em outros locais, por não serem católicos.

O que mais chama atenção são os enormes mausoléus ao longo das diversas ruas do cemitério.

Muitos destes, maiores do que uma casa.

Erguidos em diversos estilos arquitetônicos, espelhando a época em que foram construídos.

O tão comentado cemitério da Recoleta em Buenos Aires não é nada comparado à ostentação deste local.

Muitos têm candelabros de cristal, ar condicionado, banheiros, cozinha, água encanada, etc… dentro do mausoléu.

Perambulando pelo local, vem à mente o desperdício, já que deixando os muros do mesmo depara-se com a pobreza do sofrido povo filipino, atormentado por calamidades climáticas, corrupção endêmica, etc ….

Bem, entre mais de 600 fotos, seguiram algumas para colorir um pouco o que foi mais esta viagem.
Confesso que foi muito bom.

Mabuhay …. Welcome in  Tagalog !