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Posts na categoria "Geral"

Festa para o leite na minha terra

22 de abril de 2014 6

Pensando na festa que minha cidade natal promove nesta semana, a Festleite, passou um filme na minha cabeça.

Não só por adorar leite (e fico revoltada quando vejo barbaridades feitas com o leite por aí, como adicionar formol, cal e outros quetais), mas porque ele me lembra milhares de histórias da minha infância.

Na minha casa, que era na zona urbana, mas era rural (!), tinha potreiro, estrebaria e vacas! Quer dizer, em geral era uma vaca só, mas às vezes eram duas.

E vaca ia, vaca vinha, tinham sempre o mesmo nome: Bonita e Figueira.

Eram holandesas, sempre, e davam muuuuito leite, e muuuito queijo, muita nata, “puína” (uma espécie de coalhada), manteiga… Dava para a família, que era enorme, e sobrava.

E, então, minha mãe vendia o leite excedente. Para o prefeito, para o médico da cidade, para o alfaiate da cidade…

E a hora da entrega (cada um deles ia buscar na nossa casa) era também o momento de saber das notícias do dia. Eu ficava lá, sempre de orelha espichada, tentando entender do que falavam minha mãe e as amigas ou quem quer que fosse buscar o leite.

Minha mãe, que era uma pessoa honestíssima, entregava cada gota pela qual recebia. Enfileirava as garrafas transparentes sobre a pia, derramava o leite nelas com o auxílio de um funil e ia complementando à medida em que a espuma (leite recém tirado faz muita espuma!) baixava. Meu irmão pequenininho, se achando esperto, deu uma sugestão a ela: que não enchesse assim até a boca, porque aí o leite ‘renderia’ mais, acrescentando uma frase que ficou célebre na família:

- Minha mãe é tão honesta, tão honesta, que chega a ser, digamos, pouco inteligente.

Tomou uma carraspana ali mesmo, diante de todos, e nunca mais esqueceu a lição. Ela entregava o produto que estavam comprando e não deixaria de entregar nenhuma gota.

Ele mesmo também protagonizou cenas memoráveis na nossa história familiar: virou atração quando sesteava, depois do almoço, deitado sobre uma terneira que dormia no gramado da escola na frente de casa. E nunca superou o trauma de ter visto uma das vacas, que havia morrido, ser removida da estrebaria dentro de uma caçamba. Não passa Natal sem que ele relembre isso.

E teve a vez em que um dos meus irmãos foi arrastado com sua bicicleta quando pastoreava uma das vacas.

E tinha o carretão que era para trabalho, mas mais para diversão, em que íamos ao moinho, puxado por terneiras, para levar o milho que viraria farinha para a polenta.

Saudade de leite de verdade.

Tá, depois do nariz de cera gigante que me levou décadas para trás, lá vai:

A Festleite está marcada para os dias 24 a 27 de abril, em Anta Gorda, a cerca de 200 quilômetros de Porto Alegre.

É a quinta edição já da festa que ocorre a cada dois anos. E tem programado o seguinte:

  • Salão de Gastronomia
  • Simpósio do Leite e exposição de gado leiteiro
  • Simpósio da Noz Pecan
  • Comemorações dos 50 anos da cidade
  • Feira comercial e industrial
  • Shows

Gatos no Chile, há muitos anos...

17 de abril de 2014 0

Lá pelas tantas, deparei com essas fotos enviados para a seção GATOS DE VIAGEM esquecidas desde 2011 no rascunho de um posto.

Foram enviadas pela Daniela, do BordaGato.

E aí são aquelas coisas que se cruzam por aí: andava atrás de uma espécie de case artesanal para minha câmera fotográfica, e encontrei numa lojinha perto de casa… Fui ver a etiqueta e era da…BordaGato.

E mexendo no blog para organizá-lo, dou de cara com as fotos.

Enfim, encontrei o que queria e o que devia há muito tempo.

As fotos foram tiradas no CHILE.

No Facebook da BordaGato tem uma galeria com mais fotos.

“Em todas as nossas andanças, a máquina fotográfica sempre retorna com algum felino pra contar história, já é tradição”, contou a Daniela.

O gato negro no muro foi próximo da casa de Pablo Neruda.

Fotos BordaGato, arquivo pessoal

Fotos BordaGato, arquivo pessoal

A frajolinha em frente aos chocolates é de uma tabacaria no shopping Pátio Bela Vista.

patiobelavista

E, por fim, o safado das linguiças foi no mercadão em Valparaíso.

valparaiso

 

 

Na reserva biológica de Huilo Huilo, no Chile, uma visita à cultura dos índios mapuches

16 de abril de 2014 0
Divulgação

Divulgação

Bem no sul do CHILE, numa das regiões mais bonitas daquele país, é possível hospedar-se no interior da Reserva Biológica de Huilo Huilo e fazer passeios ali mesmo, incluindo um roteiro chamado Caminho dos Espíritos (ou Rupu Ngen Mapu, na língua nativa).

No passeio dentro do bosque patagônico há esculturas de madeira que representam a visão espiritual e cultural dos índios mapuches.

A rota algumas vezes é percorrida com a orientação de um pesquisador chileno de culturas indígenas, Eugenio Salas Olave.

Ao redor de Huilo Huilo ainda vivem em grandes comunidades de mapuches.

O passeio também cruza com o curso do Rio Fuy e lindas cachoeiras. 

A RESERVA

Localizada nas selvas da Patagônia do Chile, a três horas de carro da cidade de Temuco, a Reserva Biológica de Huilo Huilo ocupa uma área de 100 mil hectares e abriga uma das poucas áreas de florestas de clima temperado que restam no mundo. No local, existem 95 espécies de aves, 12 mamíferos, 328 espécies de flores, vulcões nevados, lagos, rios e cachoeiras com quase 40 metros de altura. O destino se encontra cercado por uma zona de intensa exploração madeireira e um de seus objetivos, como reserva biológica, é preservar um dos mais importantes ecossistemas da América do Sul.

Dentro de Huilo Huilo foram erguidos, na ultima década, quatro hotéis confortáveis e de arquitetura exótica que oferecem passeios guiados pela região, restaurantes de alta gastronomia, uma fábrica de cerveja artesanal e um museu com achados arqueológicos. Todos os edifícios são feitos com madeira de reflorestamento e foram projetados para se integrar à natureza que os rodeia.

Com altitudes que variam de 500 a 2 mil metros sobre o nível do mar, a reserva tem atividades para todo o tipo de terreno: no inverno, é possível subir ao vulcão Mocho-Choshuenco e praticar snowboard, tubbing e escaladas, além de pilotar motos de neve. Nas estações mais quentes, o visitante pode praticar rafting e nadar nos lagos da região.

Mais informações: www.huilohuilo.com

A mala vai, o gato fica

15 de abril de 2014 0

Eu sou uma “gatófila” assumida e você, que acompanha o blog, conhece o meu Gatos de Viagem. É o jeito que achei para o meu gosto (e da torcida do Flamengo) de fotografar gatos quando viajo.

E de me manter ligada a eles, já que uma alergia me impede de voltar a ter um em casa.

Uma única vez, há milênios, quando ainda tinha gato, levei o pobre coitado para viajar comigo. Viagem curtinha, pelo interior. Para minha tranquilidade e desconforto do bichano. Gatos não gostam de sair de casa e foi pensando nisso que minha amiga Adriana, que gosta muito mais de gatos do que eu, criou um serviço para quem viaja e não sabe o que fazer para deixar o bicho tranquilo em casa.

Ela vai até a casa da pessoa para alimentar e cuidar do gatinho, manda imagens e relatos por email ou rede social e, se necessário, leva o dito cujo pra ser cuidado por um veterinário. É um serviço que ela chama de cat-sitter.

O nome não podia ser mais, digamos, mimoso: Ronrona pra Tia.

Lembrei, com isso, de duas situações do gênero, em viagem, envolvendo animais e cuidados/cuidadores:

Enfim, eu me contento a ver os bichos de longe. E em fotografá-los. Mais gatos do que cães, claro.

Uma mãozinha para sua viagem virar um filme

14 de abril de 2014 0

Fiz o registro, etc e tal, mas não testei.

Só espiei o que os outros fizeram no Stayfilm, uma rede social criada por dois guris brasileiros em 2012 que ajuda a montar um filme não só de viagens, mas de outros temas.

Mas vamos falar de viagens, que é o que interessa aqui.

A proposta do Stayfilm para quem faz dezenas, centenas (tá, às vezes fazemos milhares!) de imagens e vídeos quando viaja é usar os seguintes estilos disponíveis no site, por exemplo:

  • para uma viagem romântica, o estilo Together
  • para um mochilão, o On The Go e Psychedelic Ride

No material de divulgação do site, gostei da ideia de uma das usuárias: ela criou uma série de filmes de viagem chamada 100/100, para mostrar lugares por onde passou. Por enquanto, está lá pelo 20 e poucos de 100. Uma boa ideia para metas de novos destinos.

Taí um jeito de guardar as memórias das viagens.

Quem já passou pela fase da apresentação de slides, depois pelos incontáveis álbuns, etc., sabe o que é isso…

Só cuidado para não torrar a paciência de quem não viajou contigo… 

O site: www.stayfilm.com

Navio com restaurante de Jamie Oliver

11 de abril de 2014 0

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Em novembro, o navio Quantum of the Seas, da Royal Caribbean, será inaugurado com atrações culinárias que incluem o primeiro restaurante em alto-mar do chef britânico Jamie Oliver (o da foto acima).

Não faltarão opções para jantar, com váaaaarios restaurantes à disposição.

O de Jamie Oliver (você já deve ter assistido a algum dos programas dele na TV!)  se chamará Jamie’s Italian.

Como num cruzeiro o esporte favorito de todo mundo é comer (fico impressionada!), tem restaurante para todos os gostos. A saber:

• Wonderland – Com cardápio inspirado na história de Alice no País das Maravilhas.

WONDERLAND-VegInGarden-

• Jamie’s Italian – Menu com pratos italianos rústicos elaborados artesanalmente com uso de ingredientes sazonais.

comida James Italian

• Michael’s Genuine Pub – Gastropub americano, oferecerá alimentos e bebidas preparados com ingredientes trazidos de produtores artesanais do mundo inteiro.

Fotos divulgação

Fotos divulgação

• Devinly Decadence no Solarium Bistro – Com pratos de, no máximo, 500 calorias.

Ah, e agora, antes de embarcar, vai dar até para fazer a reserva no restaurante preferido, a partir de 15 de maio: RoyalCaribbean.com/DynamicDining

 

Sobre o navio Quantum of the Seas

  • Terá 16 decks
  • 2.090 cabines com capacidade para 4.180 hóspedes em ocupação dupla
  • Começa a navegar em novembro de 2014, cruzeiros com saída do porto de Cape Liberty (Nova York) e fará itinerários de 7 a 12 noites pelo Caribe
  • Informações em royalcaribbean.com.br/quantumoftheseas

Da série lugares para voltar 3 (em Garibaldi)

10 de abril de 2014 0

Quando vou pela segunda vez a um lugar do qual gostei na estreia, fico com o coração na mão.

Em geral, já levo alguém para conhecer também e aproveitar as coisas boas que vi/vivi por lá.

O problema é que, às vezes, o segundo encontro nos decepciona.

Por isso é tão bom quando a gente vai duas, três, quatro vezes a um mesmo lugar e ele não apenas se mostra igual como se revela ainda melhor.

Por isso eu gosto de voltar à Osteria della Colombina, em GARIBALDI.

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

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Por que é bom telefonar reservando e ouvir a voz simpática da Raíssa dizendo: “Que bom que vocês vêm. Estávamos com saudade”.

E todo o clima é revivido naquele porão de chão batido, com a comida que tínhamos nos nossos almoços de casa.

E ficar beliscando a uva sob o parreiral (que à essa altura já se acabou), ficar conversando horas à volta da mesa, andar de balanço, conversar sob as árvores…

Muito bom, voltar. Nós também estávamos com saudade.

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No Centro (de Porto Alegre) tem...

09 de abril de 2014 0

A Mariana Giuliani mora na zona sul de Porto Alegre, como eu, e trabalha no Centro Histórico.

Meio que para responder  às pessoas que torciam o nariz quando ela fala que trabalhava no centro, a Mariana criou uma série chamada NO CENTRO TEM, no Facebook da empresa dela, a Plexo Design Lab.

O que faz: compartilha locais bacanas, bonitinhos, interessantes…

A cada dia, Mariana posta um lugar por onde passou e gostou.

Ela e eu sabemos que o centro precisa de um banho de cuidado, mas se valorizarmos o que tem de bacana, a chance de atrair mais coisas bacanas aumenta.

O que ela mostrou recentemente que NO CENTRO TEM:

Livraria/sebo legal (no caso, a Beco dos Livros)

livraria

 Pinacoteca renovada (a Aldo Locatelli e Ruben Berta)

 pinacoteca

Galeria interessante (a Mamute)

Fotos arquivo pessoal

Fotos arquivo pessoal

Bancas de frutas (que deixam tudo mais colorido e saboroso)

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A Mariana também faz parte do  Thinkers Poa, um grupo que lançou um tempo atrás o Guia do Turista Desesperado, que ainda está em fase de captação de recursos (eu já escrevi sobre ele aqui).

Bacana ter gente se esforçando pra tentar uma cidade melhor. Pros turistas e pra gente.

 

O olhar de um leitor sobre a Nicaraguá/Granada (2)

08 de abril de 2014 0

A segunda parte do relato de uma viagem enviada pelo leitor Constantin Sokolski, que outros leitores já se acostumaram a ver por aqui.

A propósito: mande seu relato!

O que nos conta ele sobre a visita a Granada, na NICARÁGUA.

“Olá Rosane,

Quando Granada é mencionada, jamais se pensaria na América Central. Muito menos na Nicarágua.

Pois o fato é que existe uma outra Granada, a cidade mais antiga do país, e que foi por diversas vezes a sua capital.

Manágua somente foi escolhida como capital para evitar os constantes conflitos entre León e Granada, que durante séculos disputaram a liderança do país.

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

 

Granada, com suas construções remanescentes do período colonial, é um museu ao ar livre e testemunho da opulência do antigo Império Espanhol nas Américas.

Dentre diversas igrejas e conventos em estilo barroco com intrincadas obras de arte, destaca-se a Igreja de Guadalupe, cuja fachada é um tanto sombria, como que disfarçando a riqueza de seus ornamentos religiosos no seu interior.

Guarda na memória,  diversas tentativas de saqueio por piratas, atividades comuns nesta época da história.

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A vida gira em torno da arborizada Plaza Colón. Cercada de prédios coloniais, hoje transformados em hotéis e pousadas, é ponto de referência tanto para os turistas como para os locais.

Dezenas de bem cuidadas charretes fazem ali seu ponto de partida.

Seus condutores, oferecem seus serviços sem,  entretanto, insistir.

Durante a permanência, ser acossado por pedintes ou vendedores não fez parte do programa.

Parabéns Nicarágua.

A imagem desta praça e sua catedral, deverá ser, certamente,  a lembrança maior que muitos visitantes levarão.

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Devido ao seu encanto, Granada é procurada por artistas, escritores, pintores, em busca de uma vida tranquila e quem sabe inclusive de inspiração.

Igualmente jovens vêm estudar espanhol em suas escolas. Existe uma colônia de expatriados bastante numerosa, além de tipos pitorescos frequentando suas ruas.

Quem também andou por aqui foi Garibaldi.

Perambulou por muitos lugares este senhor.

Naquela época, se existissem tablóides certamente diriam que se tratava de um grande “pegador”.

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Do alto da torre da Igreja de La Merced descortina-se longa fileira de casas, com telhados típicos, vendo-se parcialmente os jardins internos, comuns nos casarões espanhóis.

Dá para verificar que as telhas também ali foram feitas “nas coxas”.

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Calle Calzada com a Catedral ao fundo. Um dos cartões-postais da cidade.

Nesta rua, restaurantes e pousadas se estabeleceram. No final da tarde, toda a área é reservada aos pedestres, quando mesas são dispostas ao longo do  passeio e artistas vem expor seus trabalhos.

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Além do Vulcão Mombacho, que reina sobre a cidade, é dever do viajante conhecer o Vulcão Masaya, ainda ativo. Encontra-se num Parque Nacional e diferente de outros vulcões, não tem o típico formato cônico, mas sim um conjunto de crateras fumegantes e no fundo  lava incandescente. O efeito pode ser tão devastador que os espanhóis o denominavam de o “portão do inferno”.

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Explorando as ruelas pavimentadas de pedras polidas, seguidamente depara-se com curiosidades, como por exemplo, esta plaqueta anunciando um escritório de advocacia e cartório.

O viajante trouxe muitas lembranças da Nicarágua, mas a mais pungente de todas foram as palavras de um senhor que, na rua, aproximando-se, agradeceu por estarmos visitando o seu país.

Dali, de ônibus, via Rodovia Pan-americana, seguimos ao Sul, chegando nove horas depois em San José na Costa Rica.

Bem Rosane, mas isto já é outra história.

Deves ter ficada cansada com todo este material.

Saudações,

Constantin”

O site de um polonês sobre o Brasil

07 de abril de 2014 0

Apaixonado pelo Brasil, o polonês Jakub Pawlik visitou o país pela primeira vez em  2010, quando trabalhou como professor voluntário de um projeto social em Porto Alegre.

Virou uma espécie de embaixador e criou o site Let’s Meet in Brazil.

Reprodução

Reprodução

Criado para compartilhar informações práticas, o site fornece dicas, recomendações, informações sobre passeios, gastronomia, viagens e festas.

A intenção de Jakub foi reunir essas dicas para quem vem ao país para a  Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016.

Tem informações sobre as 12 cidades-sede da Copa e uma contagem regressiva para os dois eventos no topo do blog.

Tudo em três idiomas: português, inglês e espanhol.

A resposta dele à pergunta de por que criar o site:

- Tive muitos problemas para encontrar informações que fossem recentes e confiáveis. Além disso, a linguagem precisava ser simples, pois viajávamos com gregos, argentinos, poloneses e portugueses.

O site: letsmeetinbrazil.net

O autor: Jakub Pawlik é especialista em marketing e sócio-fundador da Via Mares, empresa criada para fortalecer as relações comerciais entre o Brasil e a União Europeia. Tem mestrado em Relações Internacionais e vive atualmente na China.

Da série lugares para voltar 2 (em Porto Alegre)

04 de abril de 2014 0

Já virou programa de sábado na família: tomar café da manhã Colônia Villanova Armazém e Café.

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Por que eu gosto de ir:

- Por que mesmo que não fique num lugar idílico, mas sim num pequeno centro comercial à beira da Rua João Salomoni (na Vila Nova, na zona sul de Porto Alegre), parece que se está fora da cidade.

- O ambiente é agradável, tanto no deck externo quanto na área interna, nas duas mesas dentro do armazém ou no mezanino.

- Por que é tudo muito caseiro e cuidado. Observe o capricho dos pacotes de papel pardo onde são guardados os talheres.

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- O café da manhã tem pães e bolos produzidos ali mesmo, frutas e sucos orgânicos, iogurte etc…

- Ainda dá para levar para casa frutas, verduras e legumes orgânicos, produtos coloniais, geleias, vinhos, espumantes etc…

- E, principalmente, por receber o carinho da Maria Luisa, do Moysés, do Heitor, os proprietários, e de todos os funcionários.

Parece que o café da manhã é tomado em casa.

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O olhar de um leitor sobre a Nicarágua/Manágua (1)

03 de abril de 2014 0

A primeira parte do relato de uma viagem à América Central enviada pelo leitor Constantin Sokolski, que outros leitores já se acostumaram a ver por aqui.

“Nicarágua !

País que não consta nos roteiros turísticos tradicionais.

Assolado por terremotos, revolução Sandinista, episódio dos “contra” e outras desgraças, foram manchete durante décadas.

Pois, contrariando os agourentos de plantão, foi esta terra que resolvemos visitar.

Chegamos a Manágua num sábado à noite. Iluminação precária no trajeto do aeroporto ao hotel.  Muitos “nicas” ( como são conhecidos os habitantes da Nicarágua) esparramados nos bares, em toscas mesas nas calçadas.

A cidade havia sofrido um violento terremoto em 1972.

Apenas 5 prédios do centro da cidade ficaram de pé.

Manágua, depois assolada por revoluções, nunca conseguiu se recuperar totalmente.

Qualquer visita, deve iniciar-se pela antigo centro, conhecido por “Zona Monumental”.

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Acima vemos  a torre da Velha Catedral, uma majestosa edificação, mas que desde o terremoto está interditada. Foi um dos prédios que não desabou.

As rachaduras na imponente construção estão como a indicar o poético testamento da trágica história desta nação.

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O Palácio Nacional foi sede do Congresso. Hoje alberga o Museu Nacional. Na fachada ,enormes cartazes de cunho político, constatando-se de que o “culto à imagem” é muito utilizado.

Manhã de domingo na área central. Umidade e calor envolviam os poucos  transeuntes. O termômetro marcava quase 38º C. Normal para o mês de junho.

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Tanto a Catedral, o Museu Nacional e o Teatro Ruben Dario encontram-se ao redor da Plaza de La Republica, hoje rebatizada como Plaza de La Revolución.

Conforme a inclinação política, usa-se uma ou outra denominação.

Depois de tantos países visitados, alimento certas reservas quando confrontado com  estas mudanças de nomes.

Um dos recantos da arborizada praça foi transformada numa espécie de mausoléu, onde estão as tumbas de alguns dos revolucionários.

Nas lápides expressões como “comandante” seguida de frases como “Carlos é dos mortos que nunca morrem” chamam a atenção.

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No interior do museu além de cerâmicas pré-colombianas e outros objetos pátrios, encontramos cópia de um mural, retratando em vivas cores cenas de um dos tantos ataques revolucionários a uma aldeia no interior do país.

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Perto do antigo centro, às margens do Lago de Xolotlán,  em fase final de construção temos o Parque Salvador Allende. Trata-se dum conjunto de duas avenidas, com calçadas arborizadas, ladeados por restaurantes, lojinhas, artesanatos, música ao vivo.

Local procurado por famílias para passar o domingo.

Também existe o mall, como são conhecidos os shopping centers. Estes localizados perto dos modernos hotéis, distantes uns 5 quilômetros da Zona Monumental.

Mas é nos mercados que a vida realmente pulsa.

Visitamos o Mercado Roberto Huembes, um emaranhado de centenas de quiosques, conectados por estreitas passarelas, onde se encontra de tudo.

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Almoço no parque Allende. Degustamos o “surtido tipico”. Estava gostoso.

Aceita-se o dólar americano, mas usamos a moeda nacional, o córdoba.

Nos dias seguintes, evitando o festival de frituras, nos contentamos com o galo pinto, um combinado de arroz, feijão mexido, banana , carne e ervas.

Já no café da manhã, ingere-se o galo pinto, uma instituição do país.

Outro prato típico é o “vigorón” que, apesar do sugestivo nome, é melhor evitar, devido ao alto teor de fritura e gordura envolvido.

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Nicarágua é também o país dos lagos e vulcões.

Em Manágua, na cratera de um vulcão formou-se o lago de Tiscapa. Do lado mais alto de sua borda descortina-se vista panorâmica da cidade.

Conhecido como Parque Histórico, foi protagonista de eventos da história recente do país.

Tem masmorras, hoje abandonadas, onde nos tempos de Somoza (que foi fuzilado em Assunção, anos atrás ), os presos políticos eram reclusos.

Diz a lenda de que os restos mortais de Sandino foram ali enterrados, em local incerto e ignorado, para que não se transformasse em local de peregrinação.

Deixamos Manágua satisfeitos e com diversas peculiaridades a considerar.

Próximo destino: Granada, a jóia colonial.”

Cherry Blossom Festival, em Washington (ou quando as cerejeiras florescem na capital dos Estados Unidos)

02 de abril de 2014 0
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Será impossível não percebê-las se você visitar a cidade neste mês de abril (e em todos os outros meses de abril, há décadas).

As cerejeiras floridas se impõem na paisagem de Washington e são festejadas no National Cherry Blossom Festival (Festival Nacional da Flor de Cerejeira).

Mas vá que você esteja por lá e não se dê conta de que, além da beleza natural, ainda há uma série de atrações nesta época na capital dos EUA, e boa parte delas gratuita…

Há 102 anos as primeiras mudas de cerejeiras foram doadas à cidade vindas de  Tóquio (Japão) e desde então o festival celebra as flores, o início da primavera, a amizade entre EUA e Japão…

Neste ano, o festival ocorre até o próximo dia 13, com uma programação gratuita que inclui festas, desfiles na rua e shows de fogos de artifício.

Para atrair turistas, há também promoções especiais em hotéis, restaurantes e atrações em toda a cidade.

Ron Engle, divulgação

Ron Engle, divulgação

Alguns dos eventos previstos:

  • 3 de abril – Grand Sake Tasting (degustação de saquê)
  • 5 de abril – Show de fogos de artifício Southwest Waterfront Fireworks Festival
  • 12 de abril – National Cherry Blossom Festival Parade, das 10h às 12h, na Constitution Avenue, com performances emocionantes, carros alegóricos, balões de gás hélio gigantes, música e grupos de dança e o Japanese Street Festival, produzido pela Sociedade Americana/Japonesa de Washington.
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Para prestar atenção também:

  • A Big Bus Tours, empresa oficial de tours de ônibus do festival, oferece passeios onde é possível ver as floridas árvores de cerejeira do alto de um ônibus. O código NCBF2014 dá direito a um desconto de 25% em roteiros selecionados da companhia.
  • Durante a terceira edição da campanha City in Bloom, alguns dos edifícios mais icônicos da cidade e estações de transportes receberam uma iluminação rosa para celebrar a primavera. Centros comerciais e empresas também entraram no clima do festival e decoraram seus carros, janelas e vitrines com adesivos de flores de cerejeiras. O programa Petal Pass oferece descontos especiais em atrações locais, lojas, academias, restaurantes e outras atrações. O passe pode ser retirado gratuitamente nas agências do banco Capital One até 12 de abril e as promoções valem até dia 30 do mesmo mês.
  • Use o transporte público fora dos horários de pico
  • Use o SmarTrip para receber o desconto de 25 centavos por viagem
  • O Serviço Nacional de Parque oferece bicicletários gratuitos próximos ao Jefferson Memorial
  • O programa de aluguel de bicicletas Capital Bikeshare tem diversas estações próximas ao Tidal Basin e aos eventos do festival.
  • Para que os visitantes possam se planejar com antecedência ou em tempo real, o festival disponibilizou um aplicativo gratuito para iPhone e Android.
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Feliz ou infeliz? Porto Alegre...

01 de abril de 2014 0

No dia do aniversário da cidade, 26 de março, duas versões de vídeos sobre Porto Alegre rolaram por aí.

Uma de um grupo de amigos, mostrando o caos que nos ronda há meses com obras inacabadas por todo lado.

A outra, da prefeitura, mostrando coisas legais da capital dos gaúchos.

Ambas com a mesma música, Happy, parodiando também o vídeo de Pharrell Williams.

Ambas com razão! E eu, pra não deixar passar em branco a semana que já passou, anexo aqui ao meu arquivo.

 

E o original, com Pharrel Williams

Um mirante para o Guaíba, no Cristal

31 de março de 2014 0
PMPA, divulgação

PMPA, divulgação

Demorou, mas aconteceu.

Há horas está pronto o Mirante do Cristal, na estação do Departamento de Águas e Esgotos (Dmae)  que fica próximo ao BarraShoppingSul, na zona sul de Porto Alegre, e finalmente na quarta passada foi inaugurado e aberto a visitas.

Para agendar a ida, é preciso acessar o site do Dmae.

O projeto arquitetônico é assinado pelos arquitetos Moacyr Moojen Marques e Sérgio M. Marques e já coleciona prêmios por aí.

As visitas fazem parte de um programa de educação ambiental, complementadas com conteúdo educativo sobre como funciona o tratamento de esgotos na cidade.

Atenção! Durante os primeiros dois meses, o acesso será gratuito, com visita guiada em horários pré-agendados no site do Dmae e poderá ser feita de forma individual ou em grupos.

A partir de maio, o Dmae prevê cobrança pelo acesso para garantir recursos que serão usados na manutenção do local.

PMPA, divulgação

PMPA, divulgação

Serviço

  • Horários para visitação até o mês de maio: de terça-feira a domingo, das 14h às 19h, com agendamento prévio pelo site do Dmae.
  • Número de visitantes: turmas de no máximo 20 pessoas
  • Tempo de duração da visita: cerca de 40 minutos
  • Para acessar o site e o link para agendamento, clique aqui.
  • Informações sobre as visitas pelo telefone(51)  3289-9727 com a Equipe de Educação Ambiental

 

Cristine Rochol, PMPA, divulgação.

Cristine Rochol, PMPA, divulgação

Sugestões para complementar o passeio

  • Pegar uma bicicleta do BikePoa nas estações da rótula da Diário de Notícias ou Iberê Camargo e fazer um passeio pela orla até o Gasômetro (há ciclovia em quase toda a extensão).
  • Fazer uma visita combinada à Fundação Iberê Camargo, que fica ali perto e se alcança com 10 minutos de caminhada (com atenção para cruzar a Avenida Padre Cacique pela passagem do estacionamento subterrâneo).