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Posts na categoria "Geral"

O documentário sobre uma "villa" em Garibaldi

30 de janeiro de 2015 0
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Assisti no dia 17 ao lançamento de Pra Ficar na História – Villa Fitarelli, um dos Curtas Gaúchos, série da RBS TV que vai ao ar aos sábados.

Conheci a villa do veterinário Luiz Henrique em 2010, produzi uma reportagem para o antigo caderno Cultura, de ZH, e desde então acompanho o sonho que o faz erguer uma típica cidadezinha da imigração italiana do século 19 no interior de GARIBALDI.

Ele segue firme e forte, projetando e, muitas vezes, construindo com as próprias mãos seu sonho, que deve se tornar um museu etnográfico aberto para visitação assim que ele o considerar pronto.

Para conhecer um pouco dessa história, confira o curta dirigido por Boca Migotto neste sábado, dia 31, às 12h30min, depois do Jornal do Almoço.

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Diversão com motoneve no Snowland, em Gramado

29 de janeiro de 2015 0
Snowland, divulgação

Snowland, divulgação

O parque de neve indoor da serra gaúcha está divulgando mais uma atração para seus visitantes: a motoneve.

No Snowland, em Gramado, agora dá para fazer passeios de motoneve por uma pista de 340 metros pelo entorno da montanha nevada, passando por um túnel de 80 metros sob a pista de esqui, além de subidas, descidas e cocurutos.

Para poder dirigi-la o visitante recebe orientação de segurança, capacetes e coletes de proteção. Com duração de 10 minutos, o passeio custa de R$ 30.

Há 20 equipamentos do tipo no parque, que foram importados da Suíça.

Sobre o parque:

Inaugurado em outubro de 2013, tem uma uma área de 16 mil m², sendo 8,1 mil m² dedicados à neve, recriando um vilarejo alpino.
Pistas de patinação, de esqui e de snowboard, Escola de Esqui e de Snowboard, além de local para caminhadas na neve e exploração à montanha nevada são algumas das atrações.

 

Fazer turismo em Porto Alegre é para os persistentes

28 de janeiro de 2015 2
Fotos arquivo pessoal

Fotos arquivo pessoal

Ainda bem que eu estou na fila dos persistentes do título.

Na semana passada, tentando organizar passeios por Porto Alegre para um grupo de pessoas que estava em visita à cidade, tive um saldo não lá muito positivo.

Na coluna do caderno Viagem, publiquei o contato prévio com os lugares onde queria levá-los. Agora, acrescento o que aconteceu, em negrito:

  • A ideia era reservar lugar para almoço em dois restaurantes tradicionais de pontos turísticos do Centro: não fazem reserva e o atendimento por telefone, em ambos, foi indelicado. Numa segunda tentativa, a reserva não ficou garantida, mas o atendimento pelo menos foi melhor;
    - Não havia chegado a hora de estarmos no primeiro restaurante e o telefone não parava de tocar, com alguma simpatia, mas meio ameaçando ocuparem nossa mesa a qualquer momento. No fim, chegamos, deu tudo certo, a comida estava legal, conversamos e ficou tudo bem…
    - No segundo, por conta de um passeio que começou atrasado, chegamos alguns minutos atrasados ao restaurante. Nossa mesa havia sido ocupada, mas para nossa sorte havia uma única mesa livre ainda. Ficamos um pouco apertados, mas tudo bem. O atendimento, porém, seguiu pouco simpático
  • Intenção era comprar dois passeios via site ou pelo menos reservar os lugares: em um, não existe a possibilidade virtual, mas por telefone garantem não haver risco de dar com a cara na porta; no outro, apesar de o horário não estar disponível no site, atendimento simpático por telefone e garantia de que não se dará com a cara na porta;
    - Os dois deram certo e foi tudo bem.
  • Telefonema para confirmar horário de visitas em um grande museu da Capital: nas férias, o horário é reduzido! Não devia ser ampliado?!
    - Foi uma correria só. Pouco mais de duas horas num museu que exigia pelo menos um turno. Menos mal que conseguimos pelo menos ver o básico.
  • Reserva para jantar, prevista via site, em restaurante típico: não funcionou! Depois, por e-mail, deu certo.
    - Na hora H, deu tudo certo, nossa mesa estava à espera e fomos bem atendidos.

O saldo final foi mais positivo do que negativo, mas a gente não tinha aprendido com a Copa?!

Se eu não fosse da cidade, não sei como teriam se virado meus visitantes. Bem difícil.

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Visitando a História nos campos de concentração de Auschwitz, na Polônia

27 de janeiro de 2015 0

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Escrevi este texto, originalmente, para um de meus sobrinhos e o estou republicando aqui e no caderno Viagem desta terça-feira.

Adolescente, Luiz Antonio estudava na escola os efeitos do nazismo e os campos de concentração na mesma época em que visitei um deles, em meados de 2014. Ele estava tocado pela história de atrocidades e ficou ainda mais impressionado quando mostrei as imagens recém captadas.

Com a professora de história, ele me convidou para falar sobre isso aos colegas de sala de aula. Infelizmente, não pude ir, mas combinamos que eu escreveria sobre a visita e mandaria fotos. Ele e a “profe” apresentariam aos colegas, o que de fato aconteceu.

Hoje, no dia exato em que se completam 70 anos da liberação do campo de Auschwitz, achei que deveria compartilhar o que escrevi.

Por que no caderno de turismo? Por que, sim, os campos viraram ponto turístico (não é a primeira vez que o Viagem fala neles).

Mas são muito mais do que isso: são um monumento à estupidez humana e à intolerância que, volta e meia, como agora, se acirram perigosamente.

A seguir, a carta que eu escrevi ao Luiz Antonio:

 

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Quando eu decidi visitar a Polônia, numa viagem que incluía também outros três países (Áustria, Hungria e República Tcheca), pensei duas vezes se deveria ou não conhecer os campos de concentração de Auschwitz. Viajava em férias, para deixar para trás as coisas pesadas do ano, e tinha medo de ficar triste demais com o que veria. Mas achei que era importante, como jornalista, e para entender melhor a História que a gente estuda nos livros.

Fui a Auschwitz quando estava hospedada em Cracóvia, uma cidade linda onde viveu um bom tempo o papa João Paulo II (foi onde ele estudou e virou bispo e cardeal, entre os 18 e os 58 anos, até virar Papa).

Os campos de concentração ficam a 60 quilômetros de Cracóvia, que já foi a capital da Polônia (a atual é Varsóvia). No site de Auschwitz, sugerem que se agende a visita com uma antecedência de dois meses, já que os visitantes são muitos (em 2014, foram 1,5 milhão de pessoas).

O ideal é entrar no campo com guias, que explicam tudo. O ingresso é gratuito, mas é dada uma contribuição aos guias (em torno de 5 euros).

Como eu comprei um passeio desde Cracóvia, paguei 60 euros pela passagem (mais ou menos R$ 190). Não se pode entrar com mochilas ou bolsas grandes.

Recebi um fone e um aparelho de transmissão para ouvir o que o guia diz – eu fui com um que falava espanhol.

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Quando a gente se refere a Auschwitz, se está falando de um complexo com vários campos de concentração. Eu visitei os campos I e II, distantes três quilômetros um do outro. Bem na entrada, há um letreiro onde está escrito em alemão Arbeit Macht Frei (que significa “o trabalho liberta”). Muitos dos que foram para ali, a grande maioria judeus, achavam que estavam indo para trabalhar e que ganhariam casas em troca também.

Mas quando os judeus e outros grupos perseguidos pelos nazistas chegavam (havia ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos etc), eles tinham tudo o que levavam na bagagem confiscado. Eram enganados o tempo inteiro.

Uma das fotos que eu tirei mostra as malas com os nomes das pessoas. Os nazistas pediam para que identificassem as bagagens para que elas fossem devolvidas quando saíssem, mas era mentira, já que a maioria morreria ali e nunca mais veria seus pertences.

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No primeiro campo, que tem prédios de tijolos à vista e dois andares, há muitas salas com esses objetos. A mais triste delas é uma com centenas de sapatos de crianças, que não eram poupadas da morte.

Outra sala tem cabelos, montes de cabelos de pessoas.

Quando chegavam ao campo, todos tinham a cabeça raspada. O cabelo comprido das mulheres era cortado e com ele faziam tecidos para as roupas dos soldados alemães. Nesse lugar onde estão os cabelos, por respeito aos mortos, não se pode fotografar.

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Em outro cômodo há uma vitrine com próteses dos que tinham deficiências físicas.

Como se sabe, na sua loucura, Hitler e os nazistas queriam criar uma raça perfeita e faziam experimentos científicos com as pessoas.

Nesse mundo deles, não havia lugar para quem tivesse qualquer deficiência. Outras salas têm objetos pessoais (escovas, pentes, pincéis para barbear, etc) e utensílios domésticos.

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Dos prédios que ainda se mantêm como museu, um ficou igual ao que era na época: o pavilhão número 11.

Nele há um corredor imenso com fotos das pessoas que passaram por lá (a maioria mortas no campo). Também conservam os beliches onde elas dormiam – quatro, cinco e até seis pessoas dividiam a mesma cama.

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Nesse mesmo pavilhão número 11, há um subsolo onde ficavam os “prisioneiros” do campo (todos eram prisioneiros, não podiam sair) que eram julgados sumariamente e enviados para essas solitárias do subsolo, ficando espremidos em celas minúsculas.

Foi onde fizeram as primeiras experiências de matar gente com gás. Foram mortas ali mais ou menos 600 pessoas.

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Mais tarde construíram as câmeras de gás e os fornos crematórios.

Na câmara colocavam as pessoas todas juntas, sem roupas, e inseriam o gás por meio de buracos que havia no teto para matá-las.

Depois, os corpos eram jogados no forno e viravam cinzas.

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Como eu imaginava, é muito triste ver isso tudo.

As pessoas (turistas, estudantes, professores, estudiosos, curiosos…) visitam esse lugar de uma forma muito respeitosa.

Fica todo mundo em silêncio, só ouvindo as explicações, feitas em voz baixa pelos guias.

Não se ouve ninguém falando alto nem rindo e vi muita gente chorando (eu, inclusive), porque é muito triste pensar que seres humanos fizeram isso com outros seres humanos: aprisionar, matar com crueldade, fazer experimentos científicos com cobaias humanas…

A sensação que eu tinha era de estar participando de uma imensa cerimônia fúnebre, um enterro daqueles que eu ia em Anta Gorda, a minha cidade natal, quando se caminhava da igreja até o cemitério. Eu me concentrava no silêncio das pessoas e no único ruído, o dos pés pisando o cascalho fino.

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Depois eu visitei o segundo campo, que se chama Auschwitz II-Birkenau, pior ainda que o primeiro.

Nesse as pessoas chegavam diretamente de trem e muitas eram enviadas logo para morrer nas câmaras de gás.

Quem não era morto fazia trabalhos forçados para os nazistas e vivia em condições desumanas em galpões de madeira numa região onde, no inverno, chega a fazer -30ºC.

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Uma das fotos mostra as latrinas coletivas.

Não passam de buracos onde todos eram obrigados a fazer as necessidades juntos. Faziam isso para que as pessoas fossem perdendo a dignidade.

Os prisioneiros só podiam usá-las duas vezes por dia e sob o olhar dos soldados. E tem uma história que, se não fosse trágica, poderia ser uma espécie de anedota: os soldados que vigiavam os prisioneiros preferiam trabalhar nesse galpão porque o calor dos excrementos acabava aquecendo-os no inverno. Esses vigias, por isso, eram chamados de “generais de merda”. Eu nunca tinha lido nada sobre isso, foi a guia que nos acompanhou que contou. Não sei se é verdade ou não.

Nesse mesmo campo, quando houve a libertação dos prisioneiros, os nazistas tentaram apagar as provas da crueldade que tinham feito e inclusive incendiaram muitos dos galpões.

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Depois que acabou a guerra (que durou de 1939 a 1945), a Polônia criou um museu nesses campos de concentração. Desde 1947, mais de 30 milhões de pessoas já visitaram esses locais. Em 2002, a Unesco declarou o lugar Patrimônio da Humanidade.
Calcula-se que ali mataram mais de 1,3 milhão de pessoas. É como se matassem quase toda a população de Porto Alegre. Dá para imaginar?!

Em escolas da Polônia e da Alemanha, ir aos campos de concentração é uma matéria obrigatória. Todos os estudantes precisam ir. Por quê? Para que se entenda o que aconteceu e não se repita mais uma atrocidade daquelas.
Se eu fiquei triste na visita?!

Como eu já falei, fiquei muito triste. Chorei bastante só de imaginar tanta maldade. Fiquei triste de saber que seres humanos fizeram aquilo com outros seres humanos. E é essa a principal lição que a gente aprende: que precisa lutar para que isso não se repita nunca mais.

As Cataratas, um de nossos cartões-postais, a memória e a ideia de que sempre poderia ser melhor

23 de janeiro de 2015 5
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Anos separavam minha última visita às CATARATAS DO IGUAÇU da mais recente, em meados de novembro de 2014.

Na anterior, a primeira desde que o parque havia sido concedido à iniciativa privada, me impressionou como as coisas tinham melhorado (a infraestrutura, a organização, a limpeza etc).

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Nesta última, fui poucos dias após entidades do turismo de Foz do Iguaçu terem enviado um manifesto ao governo federal reclamando sobre as políticas de turismo para o Parque Nacional do Iguaçu, um dos lugares mais visitados por estrangeiros no país.

O que eles se queixam, entre muitas outras coisas, é a suspensão de serviços como o sobrevoo de helicóptero e a falta de recursos para a revitalização da Trilha das Cataratas.

Não tive dificuldades no passeio, tudo funcionou direitinho, mas notei um certo desleixo. Percebe-se que falta manutenção e atenção aos detalhes. Fiquei preocupada também com a segurança.

Repare na (deficiente) sinalização a pouquíssimos metros da queda principal (foto abaixo).

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Aí, no último dia 9 de janeiro, o Parque Nacional do Iguaçu inaugurou o Espaço da Memória, no Centro de Visitantes, com mais de 1,5 mil fotografias digitalizadas, todas legendadas e contextualizadas, além de depoimentos históricos.

Pelas fotos, dá para ver que a coisa já foi bem pior no quesito segurança, não?

Cataratas do Iguaçu, divulgação

Fotos Cataratas do Iguaçu, divulgação

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Os visitantes também poderão apreciar objetos, móveis antigos e vídeos com documentários.

A exposição será permanente e o acesso ao local, gratuito.

Ah, e os visitantes são convidados a contribuir com suas imagens.

De minha parte, ofereceria essa abaixo, da minha primeira visita, em 1978!!! Na foto estamos meu irmão Germano e eu e, do lado, uma pessoa que eu não faço a menor ideia de quem seja!

 

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Serviço
Espaço Memória das Cataratas do Iguaçu
Todos os dias, das 9h às 17h
memoriadascataratas.com.br

Uma estância que é mais do que um parador, no Uruguai

22 de janeiro de 2015 0
Marcos Ludwig, arquivo pessoal

Marcos Ludwig, arquivo pessoal

 

Muitos gaúchos, especialmente, costumam ir ao Uruguai de carro.

Eu nunca fui, e essa é uma das minhas frustrações de turista. Minhas viagens sempre foram aéreas. O máximo que fiz foi ir de carro de Montevidéu a Punta e de ônibus de Montevidéu a Colônia do Sacramento.

Mas vou me impor a ida como desafio, depois de receber uma sugestão do leitor Marcos Ludwig, gaúcho radicado no Rio de Janeiro.

Ele sugere um parador numa viagem de carro ao Uruguai, uma estância que parece ser mesmo muito agradável.

Além dos links, abaixo, também vi um vídeo feito pelo órgão de turismo do Uruguai, que ele também indicou. Confira:

Fotos Tanara Stuermer, arquivo pessoal

Fotos Tanara Stuermer, arquivo pessoal

“Prezada Rosane,

Gaúcho residente no Rio de Janeiro, mesmo a distância sigo acompanhando a ZH e tua coluna sobre turismo. Tomo a liberdade de escrever para enviar uma sugestão de pauta com uma dica muito especial de hospedagem para quem busca uma autêntica experiência campeira no interior do nosso simpático vizinho Uruguai. Apesar de ser um destino que valha a pena por si só, é também uma boa opção para os gaúchos que viajam de carro até Punta del Este ou Montevideo e que gostariam de algo mais do que um simples “parador” para descansar no meio do caminho.

A Estancia Los Plátanos, gerida pelo casal Marina Cantera e Andrés Noblía, é ao mesmo tempo uma propriedade funcional destinada à criação de gado e ovelhas e um estabelecimento turístico rural de primeira linha. A sede é um lindo casarão de 1850 que está na família Cantera há várias gerações. Os proprietários, extremamente atenciosos, estão acostumados a receber turistas estrangeiros (principalmente europeus e americanos) há vários anos, mas curiosamente nós fomos os primeiros brasileiros que apareceram por lá no final de 2013. Gostamos tanto que voltamos há duas semanas e pretendemos continuar visitando regularmente.

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Entre as atividades, as cavalgadas pelos campos da estância são imperdíveis mesmo para iniciantes (há cavalos mansos, e Andrés é um instrutor experiente e paciente). Os mais aventureiros podem ir além da cavalgada de passeio e acompanhar as lides campo afora.

A culinária é outro ponto de destaque do estabelecimento. Marina pessoalmente prepara e serve todas as refeições, que são deliciosas ao mesclar receitas tradicionais com toques de sofisticação da melhor chef da região. O pacote recomendado oferece pensão completa: café da manhã, almoço e jantar.

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Outra característica bacana é a preocupação com o meio ambiente e auto-sustentabilidade: a energia que o estabelecimento consome provém fundamentalmente de fontes renováveis, com um moinho de vento e paineis solares instalados e mantidos pelo próprio Andrés.

A Estancia Los Plátanos fica localizada na ruta 7, entre os pueblos de Cerro Chato e Valentines, no departamento de Treinta y Tres. A viagem de carro desde Porto Alegre é um pouco longa, mas garante belas paisagens, e o destino sem dúvida vale a pena.

Recomendo hospedagem por no mínimo duas noites para os hóspedes realmente “desligarem” e aproveitarem a hospitalidade da Marina e do Andrés.”

Site da estância

Tripadvisor

Booking

E o vídeo sobre a estância no YouTube

 

A Casa da Erva-Mate, nos Caminhos de Pedra

21 de janeiro de 2015 0
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Mesmo tendo percorrido incontáveis vezes os Caminhos de Pedra, em BENTO GONÇALVES, só há pouco conheci a Casa da Erva- Mate ( uma das atrações do final do roteiro).

Imediatamente vieram à baila palavras muito ouvidas na infância, como carijos e barbaquás (quando eu tinha uns oito ou nove anos, meus colegas de escola e eu fomos, armados de pedras e paus, tentar matar o diabo que se escondia num barbaquá! Talvez porque certamente era o lugar mais quente da cidade, vá saber! Não encontramos o diabo, mas descobri o que era um barbaquá.)

Voltado à casa dos Caminhos de pedra: na visita acompanhada pelo proprietário, paga-se R$ 2 para conhecer todo o processo: das árvores plantadas no pátio da construção de 1884, passando pelo sapeco e pelo momento em que a erva é triturada em moendas antigas ( o maquinário mais recente é de 1940), quase tudo movido pela roda d’água do antigo Moinho Ceconello e recém recuperada pela família Ferrari.

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Fiquei feliz em ver como uma atração simples pode ter tanto cuidado, ser tão limpa, organizada e de ver a atenção e a dedicação que lhe dispensam.

No final, é claro, se é levado à loja onde é vendida a erva- mate artesanal, uma linha de cosméticos à base do produto, acessórios para preparar chimarrão etc.

Experimentei o sorvete feito de erva-mate. Interessante.

Mas, se não quiser levar nada, ainda assim você poderá ter uma aula gratuita de como preparar o mate e degustá- lo com a erva fresquinha produzida ali.

Gostei e recomendo.

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E fiz uns videozinhos para tentar mostrar como funcionam a roda e os socadores.

 

Um bar/bistrô em Buenos Aires (7)

20 de janeiro de 2015 0

 

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea



Já faz alguns meses, mas sigo falando da minha última ida à capital argentina. Este é, como o número do título indica, o sétimo post sobre essa incursão.

Não sei exatamente o que me chamou a atenção ao passar pela esquina e ver o Torcuato & Regina.

Não tinha lido nada sobre ele. Acho que foi a fachada, só, naquela esquina da Plaza San Martín, em BUENOS AIRES.

O que oferece o material publicitário deles, eu vi depois, me faria entrar: “uma esquina emblemática de Buenos Aires, com a melhor vista da Praça San Martín que revive a romântica história de amor entre o ex-presidente Marcelo Torcuato de Alvear e a soprano Regina Pacini”.

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Talvez tenha entrado também por ele transmitir aquela ideia que nós, turistas estrangeiros, tínhamos da mítica capital argentina com seus bares, cafés e restaurantes elegantes.

Certo é que passei algumas horas agradáveis ali, vendo a vida passar (e passa gente pra caramba pelas vitrines gigantes do Torcuato & Regina) e observando a vista privilegiada da Torre dos Ingleses, do monumento a San Martín, na praça, do edifício Kavanagh e do Palácio Paz.

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Ah, também comi bem na minha última despedida da cidade: carne, o quinquagésimo bife de chorizo, que nem é a especialidade do bistrô.

Não espere um atendimento espetacular. Fui atendida por uma xará, que não se comoveu com a coincidência, mas fez um atendimento correto.

Enfim, se for, concentre-se na atmosfera.

Ah, e eventualmente há saraus, conversas sobre história e arte e tango. A programação pode ser conferida no site.

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Você encara mais uma lista de lugares para visitar em 2015? Aqui vai...

19 de janeiro de 2015 0

Eu mesma publiquei mais de uma e já estamos em meados de janeiro (meu Deus, comecemos a preparar a árvore de Natal!), mas não custa compartilhar outra relação de lugares no mundo para visitar em 2015.

Neste globo que parece cada vez menor, não faltam lugares novos a serem visitados, como os desta lista preparada pelo jornal The New York Times.

Cada um dos textos foi escrito por um autor diferente, alguns têm vídeo e eles pedem sempre a participação do leitor, com dicas, opiniões na página deles do Facebook.

São 52 sugestões (suponho que tenha a ver com o número de semanas no ano!!!).

Fiz minha listinha dos que eu conheço e ela ficou pequena…

Prefiro pensar nos que eu não conheço: são 42!!!!!!!

Dos que eles relacionaram – VEJA AQUI QUAIS SÃO – elegi meu preferido entre os que eu conheço - A PATAGÔNIA – e o que mais chamou minha atenção pra entrar numa lista futura – BAKU, AZERBAIJÃO.

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PATAGÔNIA – NYT, divulgação

 

NYT, divulgação

BAKU/AZERBAIJÃO – NYT, divulgação

Vindima na Estrada do Sabor, em Garibaldi

15 de janeiro de 2015 0

 

Fotos Estrada do Sabor, divulgação

Fotos Estrada do Sabor, divulgação

Tem uma programação bem extensa, até março, a vindima na Estrada do Sabor, em Garibaldi, um dos meus roteiros preferidos no interior do Rio Grande do Sul.

A colheita da uva começa nesta sexta-feira, com um evento para convidados, na propriedade de Vilmar Bettú, e segue depois até 15 de março, aberta a quem quiser participar.

Confira alguns eventos do Veraneio da Vindima (a programação completa você pode conferir clicando aqui ou, para mais informações, no telefone (54) 3462 8235:

  • De 17 de janeiro a 15 de março

La Vendemmia – Vivências da Colheita*
Osteria Della Colombina –  Colheita das uvas, oficinas de geleias, almoços e jantares

Cesta Sabores da Colônia*
Família Vaccaro - Venda de cesta de produtos coloniais que pode ser degustada junto às belas paisagens - Exceto segundas e terças-feiras

Descobrindo os Sabores Orgânicos
Família Jorge Mariani –  Aula prática de agroecologia, com colheita das frutas da época

  • 1 a 28 de fevereiro

Produza seu vinho*
Vinhos Bettú - Possibilidade de participar da pisa das uvas e acompanhar a produção do vinho.

  • 7 e 8 de fevereiro

Merendim Sabores Orgânicos
Família Jorge Mariani - Visitantes recebem um lanche com produtos orgânicos, mediante agendamento.

Tem também passeios, oficinas de pizzas e risotos, degustação de vinhos, festas, carnaval de rua retrô, piqueniques… 

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E rolam atividades relacionadas à vindima no Vale dos Vinhedos, na região dos Vinhos da Campanha, etc… Se estiver a fim de festejar esse tempo das uvas, não faltam opcões…

Mais uma parada na Linha Turismo, em Porto Alegre

13 de janeiro de 2015 0
Luciano Lanes, PMPA, divulgação

Luciano Lanes, PMPA, divulgação

A partir desta terça-feira, e ainda em caráter experimental, o roteiro Zona Sul da Linha Turismo de Porto Alegre vai ter mais uma atração no turno da tarde: o Mirante do Cristal.

Serão feitas paradas de meia hora, durante um mês, para que os passageiros possam visitar o mirante e apreciar a vista do Guaíba.

O guia que acompanha o city tour também acompanha a visita ao mirante, onde há uma apresentação por uma equipe do Dmae.

No período que o roteiro piloto circular, será aplicada uma pesquisa de satisfação e aceitação da operação. Com base nela será feita a inclusão (ou não) do mirante no roteiro.

Os valores dos ingressos permanecem R$ 25 de terça-feira a sexta-feira e R$ 30 nos final de semana e feriado. A saída da Linha Turismo é na Travessa do Carmo, 84, na Cidade Baixa.

Seguindo os passos do Papa em Buenos Aires

12 de janeiro de 2015 0
Buenos Aires Ciudad, divulgação

Buenos Aires Ciudad, divulgação

Se você visitou a capital argentina pós papa Francisco, só não percebeu se não quis: ele está em tudo. Se um dos atributos divinos é a onipresença, fizeram o mesmo de Bergoglio em BUENOS AIRES. E, dito isso, você pode seguir seus passos na cidade.

  • Há um passeio em ônibus que começa e termina na Basílica de San José de Flores (Av. Rivadavia, 6.950), passa pela casa da família do Papa, pela escola onde ele estudou, pelo seminário, por locais onde costumava rezar missas, pela barbearia que frequentava, pelo local onde nasceu seu clube, o San Lorenzo…
  • O tour de ônibus pode ser feito, gratuitamente, aos sábados, domingos e feriados, às 15h, e tem duração aproximada de três horas. Vagas limitadas com inscrições pelo email circuitopapal@buenosaires.gob.ar
  • Outros dois tours são feitos a pé, durante uma hora e meia, um pelo bairro de Flores e outro em Monserrat.

Templo budista em Foz do Iguaçu

09 de janeiro de 2015 2

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Uma vez em Foz do Iguaçu, se você já visitou as famosas quedas d’água e teve uma overdose de natureza com trekkings e outros quetais, já cansou das compras no lado paraguaio e/ou argentino, uma dica é fazer um passeio bem mais tranquilo: conhecer o Templo Budista da cidade.

Ele está ali desde 1996, construído por comunidades chinesas da tríplice fronteira (para chegar até lá, é preciso tomar a mesma rodovia que leva a Itaipu). P.S.: tinha informado incorretamente que era pela estrada que levava às Cataratas, mas o leitor Lucas Takemura me corrigiu!).

Nos jardins, há um uma réplica de concreto do famoso Buda sentado Mi La Pu-San (na foto acima), com sete metros de altura, e outras 120 estátuas representando cada reencarnação de Buda.

O templo principal tem mais de 2 mil metros quadrados e dois andares.

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Para visitar

-Fica aberto à visitação de terça a domingo, das 9h30min às 17h.

- Entrada e estacionamento são gratuitos.

Rua Dr. Josivalter Vila Nova, 99

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Bancos por todo lugar

08 de janeiro de 2015 0
Fotos Rosane Tremea. No Giardino di Boboli, em Florença

Fotos Rosane Tremea. No Giardino di Boboli, em Florença

Não sou fotógrafa, bem que eu queria.

Mas dificilmente, desde que comecei a fazer fotos digitais, volto de uma viagem com menos de mil fotos, por mais curta que seja.

E vou inventando temas para mim mesma.

Às vezes, invejo ideias, como essa das artistas Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa.

No projeto Banco de Tempo, elas registraram bancos instalados em toda parte, fizeram exposição e, agora, em 2015, vão lançar um livro.

Começou no Jardim do Museu da República no Rio de Janeiro, com fotografias, video-instalações, registros/documentos e uma interferência nos bancos do parque, provocando reflexões sobre espaços, viagens e desejos ligados ao tema do tempo e à paisagem.

O ponto de partida foi uma foto do ex-presidente Nilo Peçanha, encontrada no arquivo histórico do museu, sentado em um dos bancos do jardins com seus cães.

Eu, de minha parte, gosto de fotografar bancos sozinhos, desde sempre. Vazios, me passam a ideia de solidão, de abandono, como nada nem ninguém.

Pena não ter tido a ideia (nem ter o talento) de Isabel e Patricia.

Vou esperar para ver o que o livro delas reserva.

Fotos Rosane Tremea. Na ilha do Clube Jangadeiros, em Porto Alegre

Na ilha do Clube Jangadeiros, em Porto Alegre

As primeiras conversas sobre viagens de 2015

07 de janeiro de 2015 0

PAPO VIAJANTE SOBRE LONDRES

Ricardo Sondermann, mestre em comunicação pela PUCRS, fala sobre Winston Churchill e sobre Londres no primeiro Papo Viajante de 2015.

No final de maio, Ricardo vai acompanhar uma viagem à capital da Inglaterra que tem também sua curadoria.

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Serviço

  • Papo Viajante “Nos passos de Winston Churchill”
  • Dia 8, às 19h
  • Espaço STB Bela Vista (Anita Garibaldi, 1.510, na Capital)
  • Confirmar presença pelo (51) 4001-3010 ou bv@stb.com.br

***

BATE-PAPO SOBRE INTERCÂMBIO

Na semana que vem, no dia 15, às 19h30min, a conversa é sobre intercâmbio e viagens sobre Austrália e Nova Zelândia.

O encontro é gratuito e promovido pela Egali Intercâmbio.

Será no Mezanino do Iguatemi Corporate, na Nilo Peçanha, 2.825, em Porto Alegre.

Ex-alunos estarão ali para contar suas experiências longe de casa.

Para participar é preciso confirmar presença pelo link http://goo.gl/nb6FeG ou pelo telefone (51) 3208-1021.

As vagas são limitadas e destinadas a pessoas com mais de 18 anos.