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Posts na categoria "Itália"

O que faz um restaurante, em Roma ou em qualquer outro lugar, é muito mais do que a comida

20 de fevereiro de 2014 0
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Eu tinha visto a indicação num guia sobre ROMA e fiquei com ideia fixa.

Falava muito pouco sobre o restaurante Romolo nel Giardino della Fornarina. Basicamente que a Fornarina do título era a amante do pintor Rafael.

E eu que, não sei exatamente o motivo, tinha evitado o Trastevere para almoçar ou jantar nas duas vezes em que estive em Roma, acabei me encaminhando para lá depois de uma manhã exaustiva no Vaticano (sim, sou do tipo que vai a Roma e vai ver o Papa).

É uma caminhada relativamente longa, mas valeu cada centímetro.

Primeiro, vou contar um pouco sobre o que se diz do restaurante para depois falar do que vi/experimentei.

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Conta-se que, no início dos anos 1500, Rafael fazia os afrescos da galeria da Villa Farnesina para o banqueiro Agostino Chigi. E diz a lenda que, durante sua temporada por ali, apaixonou-se por Margherita Luti, que passou a ser a musa de sua obra. Margherita era filha de um padeiro (fornaio, em italiano, e daí a expressão “Fornarina”) e ela teria tido uma grande influência na vida e na arte de Rafael. Também segundo a lenda, ela morava num pequeno palácio renascentista na Rua  S. Dorotea, número 20, no Trastevere, próximo à Porta Settimiana.

Reprodução da, supostamente, fornarina

Reprodução de pintura de Rafael sobre imagem da, supostamente, Fornarina

É ali que fica o restaurante e o jardim onde Rafael e Margherita passavam juntos horas românticas.

Foi nos anos 1930 que Romolo Casali se instalou para começar a história do restaurante no local da célebre padaria. Ele ficou famoso, na época, não só pela comida, mas também porque artistas e poetas o frequentavam – um deles, Trilussatinha uma mesa fixa nele.

Da cozinha, hoje, saem pratos clássicos da cozinha romana, pratos típicos regionais com produtos locais.

No dia de primavera em que estive ali, pedi fettuccine com aspargos e um vinho frascati (vinho branco típico da região) para acompanhar. Minha irmã pediu outro prato, não lembro exatamente o que era, mas era uma massa, claro, talvez com pesto.

 

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Ficamos no jardim e, acho que pela primeira vez num restaurante, ainda mais em Roma, não havia nenhuma outra mesa ocupada.

A atenção de toda a equipe de garçons era só nossa, mas não era um atendimento sufocante. Era corretíssimo e gentil.

Já de cara, me apaixonei pelos cardápios.

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Depois, no pedido de ajuda para escolher os pratos, as explicações vieram na medida certa.

A única insistência aconteceu no final, quando recusamos a sobremesa. O garçom, definitivamente, não aceitava um não como resposta.

Disse que serviam ali o tiramisú mais espetacular de Roma e que eu me arrependeria se não o provasse.

Não sei se é o melhor de Roma, mas certo é que é o melhor que eu já comi na vida. Fecho os olhos e sinto o gosto.

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Foram quase duas horas de almoço superagradáveis, com uma temperatura ideal para ficar no jardim.

Quando íamos embora, vi uma bandeja com verduras/legumes que eu achei linda e pedi para fotografar. Pois eis que uma senhora muito gentil observou para mim que eram verdadeiras (ainda que fossem artificiais eu fotografaria, coisa de turista com uma câmera na mão).

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Mariza então nos contou, sem que perguntássemos, que era filha do primeiro proprietário. Com oitenta e tantos anos, era viúva há mais de 40 do único amor de sua vida. A morte repentina – enquanto o marido ia de um restaurante para outro – a tinha deixado com a obrigação de tocar o negócio, que ela de alguma forma coordenava até então (me refiro a maio de 2013). E estava preocupada com o futuro da Fornarina, já que a filha, psicóloga, não pensa em assumir o restaurante.

Ela nos mostrou os antigos fornos e o curioso tanque para resfriar a cerveja (e vinho?! já não lembro). Queridíssima, pediu para ser fotografada ao lado da minha irmã.

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Faço votos para que a Fornarina e os mistérios de seu romance com Rafael permaneçam por ali por pelo menos mais 500 anos… E que a comida e o atendimento ainda sejam os mesmos…

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Um roteiro por estádios de futebol na Europa

19 de fevereiro de 2014 2

Para apaixonados por futebol, a empresa de intercâmbio CI criou um roteiro pela Europa com visitas a estádios de futebol.

Na Espanha

  • O Camp Nou, do Barcelona
  • Santiago Bernabéu, do Real Madrid

Na Itália

  • San Siro, em Milão, do Milan e da Internazionale

Na Alemanha

  • Allianz Arena, em Munique, do Bayern de Munique

Quem tem cinema vai a Roma

06 de fevereiro de 2014 1
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Se você quiser ir a ROMA no FINAL DE SEMANA, procure o cinema mais próximo antes que A GRANDE BELEZA saia de cartaz.

O filme de Paolo Sorrentino, que concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro, é, antes de tudo, um grande passeio por Roma.

A cidade, que eu tinha visitado havia 15 anos e voltei a ver no ano passado, é inesgotável, mesmo que a crise e a decadência apontadas pelo personagem Jep Gambardella (e os próprios italianos) tentem convencê-lo do contrário.

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Não precisava de muitos empurrões para assistir, mas o texto de Luis Fernando Verissimo sobre o filme (ou melhor, sobre a cidade) foi o definitivo.

Veja o que ele escreveu:

A BELEZA MAIOR

A beleza da Itália conspira contra os seus cineastas. Por mais dramáticos que sejam os filmes, eles serão sempre, antes de qualquer outra coisa, belos folhetos turísticos. E, por mais que tentem retratar a crise moral do nosso tempo, sempre acabam retratando um estilo de vida invejável, uma doce crise.

Você saía do filme seminal do Fellini sobre Roma como metáfora para o apocalipse iminente menos impressionado com a devassidão e o desespero dos seus personagens do que com o alegre rebuliço de um começo de noite na Via Veneto, e quem não queria ser Marcello Mastroianni, descrente de tudo mas comendo todas?

Os filmes do Antonioni também se esforçavam para nos dar angústia, mas nunca o vazio existencial foi tão fotogênico. Você não duvidava que os personagens de Antonioni em filmes como “A aventura”, “Noite” e “Eclipse” sofressem com a falta de sentido da vida, mas todos pareciam saídos de uma edição da “Vogue”. Eram elegantemente perdidos. E que cenários!

No filme “A grande beleza”, o diretor Paolo Sorrentino nem finge ignorar os cenários contra os quais desfilam seus personagens. Usa Roma, conscientemente, como personagem também. Convoca o cenário como cúmplice nas suas histórias cruzadas.

E usar a beleza de Roma assim, descaradamente, é covardia. A sequência final de “A grande beleza” é a câmera passeando sob as pontes do Tevere enquanto aparecem os créditos, e no dia em que vimos o filme muita gente que normalmente já teria saído do cinema ficou no lugar para se deliciar um pouco mais com o cenário.

O personagem principal do filme, Jep Gambardella (vivido por Toni Servillo, com sua cara de nobre romano num afresco mal pintado), é o Marcello Mastroianni depois de “A doce vida”, em estado de cinismo terminal. É um escritor de um livro só, e diz para quem lhe cobra outro livro que está esperando uma “grande beleza” para inspirá-lo. Enquanto isso, vai curtindo, além dos prazeres da decadência, as pequenas belezas de um cotidiano romano. Mas a beleza maior é a própria Roma, que se não inspira o personagem certamente inspirou o diretor.

O maior defeito do filme é a sua duração. Pode-se imaginar Sorrentino agoniado com a perspectiva de ter que cortar algo que filmou e no fim decidindo incluir tudo, dane-se a metragem. Você sabe que um filme passou da hora de acabar quando começa a pensar “poderia terminar aí…” — e o filme não termina.

Há muitas cenas finais em “A grande beleza” antes do fim pra valer. E fica uma frustração: Jep lembra do seu primeiro amor e passa todo o filme fazendo mistério sobre o que ela lhe disse, certa vez, depois de um beijo à beira do mar. Vai ser a frase definitiva do filme, pensa você. E a frase não vem. Mas tudo bem. Ainda tem o passeio da câmera pelo Tevere.

***

E aí resta muito pouco a dizer, mas acrescento, reforçando o final do texto do Verissimo. Não vá, como muitos apressados fazem, embora antes do último crédito. Acompanhe o passeio pelo Tevere.

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A paisagem da costa da Toscana

15 de janeiro de 2014 0

O Alessandro e a Daniella, que a essas alturas enfrentam o frio italiano depois de passar as festas com a família, mostram que a TOSCANA não é feita apenas de colinas de ciprestes, cidades históricas e monumentos.

Eles vão até a costa da região e revelam que há muito mais a ver por ali nesse vídeo sobre MONTE ARGENTARIO, sempre nas versões em português e italiano.

Confira abaixo:

Os sons de Veneza

04 de novembro de 2013 2
Rosane Tremea

Rosane Tremea

O que faz de Veneza um lugar tão diferente?

O fato de ter sido construída sobre ilhas e avançado sobre as águas (e de afundar lentamente) é um dos motivos, certamente.

A arquitetura, a história, a música etc, tudo isso também.

Mas chama a atenção o “silêncio barulhento” da cidade italiana, considerada uma das mais bonitas e das mais românticas do mundo.

Reverberam, entre os canais e praças, as vozes e o barulho de gente (muita gente, já que os visitantes são cerca de 20 milhões por ano!!!).

Do alto de seus 21 anos, um jovem que visitou a cidade neste ano pela primeira vez tentava explicar sua impressão/espanto aos dois amigos com quem viajava:

- Vocês se deram conta de que não existem carros? De que é possível uma cidade sem carros?! Que só se vê gente?!

E contou que andou saltitando por Veneza durante o pouco tempo que ficou ali, feliz.

Na verdade, não há sequer bicicletas na área central de Veneza. Elas são proibidas. Só se pode andar a pé ou de barco por seus 177 canais.

Lembrei do comentário deslumbrado de meu interlocutor ao ler um trecho de Inferno, de Dan Brown:

“Praticamente desprovida de carros ou qualquer tipo de veículos motorizados, Veneza goza de uma feliz ausência de frotas de automóveis, trens e sirenes comuns às cidades, o que proporciona espaço sonoro para a tapeçaria claramente não mecânica de vozes humanas, arrulhos de pombos e acordes dos violinos fazendo serenata para os clientes dos cafés. Nenhum outro centro metropolitano do mundo soa como Veneza.”

E é isso que faz de Veneza, também, tão diferente. O som de gente de Veneza, ainda que de turistas barulhentos, dirão alguns.

Fui buscar nos meus arquivos pequenos vídeos feitos em maio deste ano, para lembrar do silêncio barulhento da cidade. Confira abaixo:

 

Almoços e jantares em Gramado e na Itália

09 de outubro de 2013 1

Que a gastronomia move as pessoas em todo mundo não é novidade. Há cada vez mais gente disposta a viajar em busca de novos sabores e experiências gastronômicas…

Nesse post, registro duas que aconteceram recentemente. Dá vontade de subir a Serra ou cruzar o oceano vendo a mesa pronta para o banquete, não dá?

 

EM GRAMADO

O chef Floriano Spiess e Beti Brochmann promoveram a 4ª etapa do Gastronômade 2013, no dia 29 de setembro, na Estalagem e Restaurante La Hacienda, em Gramado.

O  projeto  segue o conceito do festival norte-americano Outstanding in the Field, criado em 1999, na Califórnia.

A ideia é propor um “restaurante sem paredes” para reconectar as pessoas com a terra e com a origem dos alimentos.

O banquete a céu aberto foi servido em grandes mesas coletivas, com cardápio inspirado em ingredientes regionais.

 

Fotos La Hacienda, divulgação

Fotos La Hacienda, divulgação

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NA SICÍLIA, sul da Itália

 

O Marcelus, chef e um dos idealizadores do Al Mondo, como faz em todas as edições, manda uma descrição e fotos da recém encerrada temporada de 2013 (acabou no dia 1 de outubro!).

 

Fotos Al Mondo, divulgação

Fotos Al Mondo, divulgação

“Nossa temporada na Sicília foi na zona rural de Brucoli, um borgo marinaro na província de Siracusa.

 A villa onde ficamos se chama Il Borgo, numa propriedade histórica que tem parte da construção com origem em 1350. Há nela inclusive uma gruta etrusca registrada, com veracidade atestada.

É uma fazenda que produz laranja, limão, óleo de oliva e mel.

A dona mora na propriedade e tem uma casa em Catania, uma das maiores cidades da Sicília, e foi de extrema importância e auxílio nas indicações, nos acompanhou nas compras que fizemos no La Pescheria em Catania, o mercado de peixes da cidade, indicou fornecedores de peixes, queijos, legumes…

O Pescheria é um importante mercado que escoa boa parte da produção de peixes e crustáceos, legumes, frutas, queijos, carnes e abastece a cidade de Catania e região.

Ali fizemos a maioria de nossas compras para a preparação de nossos jantares. A proposta era uma cozinha típica siciliana com receitas que contemplaram os produtos desta época: melanzane, pomodori, pomodori cilegino, pomodori pachino,pesce spada, botarga di Tonno, pasta, sarde, alicci, finocchietto selvático, pólipo, pistachio, caperi, gamberi… 

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Os hóspedes exploraram toda a região com visitas diárias a cidades como Siracusa, Catania, Taormina e o triângulo Barroco – Ragusa, Modica e Noto. Encerramos com um jantar em Marzamemi, na região de Noto, uma cidade onde se produz derivados de atum.

Fizemos um passeio de barco na baía de Siracusa em dois barcos e depois ancoramos em frente ao Castello Maniace di Frederico II em Ortigia, onde tomamos banho e pudemos fazer um pequeno almoço, com antepastos, couscous, camarões, gelo di limone, vinho e spumanti.”

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Lugares da Itália por onde passaram os pracinhas brasileiros

05 de setembro de 2013 3

Do Alessandro e da Daniella, de novo, um vídeo que mostra alguns dos lugares da ITÁLIA por onde passaram os soldados brasileiros durante a II Guerra Mundial.

De minha parte, de tanto meu pai falar (ele estava no Exército na época da guerra, entre 1943 e 1944, mas não foi requisitado para para ir!), conheci Pistoia, que fica bem perto de Florença. Passei um sábado de manhã ótimo por lá e passeei por uma feira muito bacana, da qual recordo mais do que do monumento que é mostrado neste vídeo, para dizer a verdade…

Também visitei o cemitério de Monte Grappa, onde estão enterrados centenas de soldados italianos, sobre o qual já escrevi aqui.

Visito esses monumentos à estupidez humana para lembrar que é preciso fazer de tudo para que essas tragédias não se repitam.

Mas vamos ao vídeo dos meus amigos do Dove vi porto Io:

Sestri Levante, um certo lugar ao mar, na Itália

30 de julho de 2013 1

Assim como a Daniella que, com o Alessandro Andreini, é responsável pelos vídeos do DOVE VI PORTO IO, nunca tinha ouvido falar de SESTRI LEVANTE, uma cidadezinha à beira-mar na Ligúria (Itália).

É esse o tema desse vídeo que o casal nos apresenta, sempre com versão em italiano e português.

Confira:


O palio, a Piazza del Campo e Siena

23 de julho de 2013 2

Não, eu nunca acompanhei um PALIO, embora tivesse muita vontade de ver e tenha estado duas vezes em SIENA, na Itália, a terra da mais famosa corrida medieval de cavalos. E, como prometido na coluna impressa do caderno Viagem, escrevo aqui um pouco mais sobre a cidade. Mais especificamente sobre a principal praça da cidade.

Siena, como diria a sempre eterna Hebe Camargo, é uma gracinha.

Fica na Toscana, tem pouco mais de 50 mil habitantes, é concentrada, tem aquelas ruas estreitas e sinuosas onde é fácil (e bom) se perder e muitas atrações para quem gosta de arte, história, arquitetura, gastronomia…

Na minha primeira vez, muitos anos atrás, passei um dia apenas ali e, como todo mundo costuma fazer, fiz um piquenique no chão de tijolos da Piazza del Campo, enorme e, ao mesmo tempo, aconchegante. Fiz essa foto da qual gosto muito.

Nesta segunda vez, pude ficar mais tempo. Me hospedei na cidade por cinco dias e ela foi o centro de um belíssimo passeio pela região (fica a uma hora e meia de trem de Florença e é uma opção para fugir da cidade mais conhecida da Toscana e, portanto, mais lotada e mais cara).

Na chegada a Siena, embora o hotel não fosse tão próximo da praça, foi por ali que começou o reencontro com Siena, da qual eu guardava uma lembrança agradável, ainda que remota.

Não estão à volta da Piazza del Campo os melhores restaurantes, mas ali mesmo eu experimentei a melhor bruschetta que já comi. Ok, talvez a fome e o adiantado da hora tenham contribuído, mas posso garantir que era deliciosa, e acompanhada de um vinho bianco toscano ficou ainda melhor.

Ao longo dos cinco dias, voltei não sei quantas vezes à praça. É nela, como já falei, que acontece o palio. A segunda e última tradicional competição entre as 17 paróquias da cidade toscana (as contrade) é sempre em 16 de agosto (a primeira foi em 2 de julho). Mas muitos eventos marcam todo o período.

Os seneses gostam de dizer que o palio não é organizado com fins turísticos: “é a vida do povo no tempo e nos seus diversos aspectos e sentimentos”, resume o site oficial.

A origem está no ano 1283, e a primeira corrida da mesma forma como é realizada hoje e nunca interrompida aconteceu em 1644. Cada corrida, sem sela, dura apenas 90 segundos. O vencedor ganha um palio (a bandeira) de seda.

Dos pontos mais fotografados da praça, considerada uma das mais bonitas da Itália, estão a prefeitura em estilo gótico, de 1342, e a Torre del Mangia, com 102 metros de altura.

Mas também chamam a atenção a Fonte Gaia, com relevos do século 19, cópias dos originais de Jacopo della Quercia, que estão expostos no prédio da prefeitura. Não vi nenhuma referência a isso, mas preste atenção no sistema de escoamento da água (mais abaixo).

E, pra finalizar, um videozinho, daqueles bem amadores, pra mostrar um pouco do clima da praça.


Casamento em castelos na Itália

02 de julho de 2013 0

Esses dias escrevi sobre noivos em cortejos ou posando para fotos nas ruas da Itália e em Paris.

Depois, recebi da Agência Nacional Italiana de Turismo (ENIT) textos e fotos falando sobre as vantagens de se fazer festas de casamento na Itália, incluindo cenários como palácios e castelos.

A Enit aponta o aumento do número de casamentos no Brasil (1 milhão ao ano, 35% a mais que há uma década, segundo a Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais) e os altos custos de se fazer uma festa com pompa e circunstância por aqui como bons motivos para se atravessar o oceano para casar, comparando preços de aluguéis de espaços e outros custos.

Vou colocar abaixo a lista de lugares sugeridos pela ENIT… O que eu vi, porém, foram cerimônias simples, com no máximo 40 convidados, com noivos e família e amigos reunidos em longos almoços, pós-cerimônias, em cafés e restaurantes, misturados aos frequentadores usuais.

Enfim, se você quiser casar na Itália, em cenários de sonho, lá vai.


A melhor época

  • Entre março e outubro, quando a temperatura é mais amena e há sol quase todos os dias e pode apetecer aos convidados esticar a viagem por outras cidades italianas além da escolhida pelos noivos para a cerimônia.
  • Da mesma forma, os noivos podem aproveitar mais a lua de mel, em cenários como as ilhas da Sicília, Sardenha e Capri ou outros roteiros do Mediterrâneo, como a Costa Amalfitana.


Alguns castelos

Castelo di Castellengo - Localizado próximo às colinas de Biella, em Piemonte, e construído no século 16.

Castelo Odescalchi - Um dos mais luxuosos da Itália, foi onde casaram Tom Cruise e Katie Holmes (o casamento durou seis anos, mas vá lá!). Construído em 1254, o castelo fica no Lago Bracciano, perto de Roma, e é um dos mais antigos – e ainda preservados – da região. Tem capacidade para até 500 convidados.

Castelo Di Vincingliata – Situado a poucos quilômetros do centro de Florença, foi construído no século 11 em estilo medieval.

Grande Hotel dei Castelli – Na península de Sestri Levante e o azul do Golfo do Tigullio, na região da Ligúria, com estilo medieval.



Castelo Aragenese, na região de Puglia

Castelo di Lerici, na região de Liguria

Castelo Nuovo, na região da Campanha

Castelo di Fenis, na região de Val d’Aosta




Noivos nas ruas (de Paris, Roma e outras cidades mais...)

18 de junho de 2013 1

Acho que nunca vi tantos noivos fazendo fotos nas ruas quanto na minha última viagem. Eles buscam cenários inesquecíveis para seus álbuns de casamentos. Outros desfilam pelas ruas em carros conversíveis e alegres e enfeitados cortejos. Não fotografei todos, umas vezes por discrição, outras por falta de equipamento adequado. Mas aqui vai uma mostra de uma prática que, por aqui, também virou tradição nos últimos anos.


AMALFI, Itália

Place Vendôme, PARIS

Trinitá dei Monti, ROMA

Trinitá dei Monti, ROMA

Cidade do Vaticano, ITÁLIA

Feltre, ITÁLIA

Ir a Roma e ver o Papa...

04 de junho de 2013 6

Todo mundo conhece o significado da expressão “ir a Roma e não ver o Papa“… Equivale a ir até algum lugar e não ver a atração principal ou deixar de fazer o que é realmente importante.

Fui pela terceira vez a ROMA e, nas outras duas, tinha visto JOÃO PAULO II, nas audiências públicas da quarta-feira, uma vez na Praça de São Pedro e outra no auditório onde ocorrem os encontros com os fiéis em dias de chuva.

Já teria cumprido minha parte do ditado, mas como o Papa é novo, o Papa é argentino, o Papa é pop, e eu estava com uma pessoa que ia pela primeira vez a Roma, lá fui eu ver o papa FRANCISCO.

Rezei pela cartilha: reservei com antecedência nosso lugar na praça no site do Vaticano.

Deveria, na sequência e como dizem as orientações no site, ter buscado os bilhetes no dia anterior à audiência (fui à do dia 22 de maio) ou no mesmo dia, entre 8h e 10h (a audiência das quartas-feiras começa pontualmente às 10h30min).

Pra não perder tempo no dia anterior, deixei para retirar os ingressos (que são gratuitos) na manhã da quarta mesmo.

Acordamos cedo e fomos bem cedo para o Vaticano. Mas, ao chegar lá, a multidão já lotava toda a praça. Entrar na fila e tentar pegar os bilhetes para o acesso mais restrito? Ou ficar por ali mesmo, onde já havia gente pra caramba?

Desistimos da fila e nos acomodamos onde dava. Isso mais de duas horas antes da audiência. E não invente de mudar de lugar. Ele nunca mais será recuperado.

O Papa pop, dizem as estatísticas, tem atraído mais do que o dobro de público que seu antecessor. É muita gente. E as pessoas deliram quando Francisco aparece, circulando nos corredores abertos entre a multidão, 15 minutos antes da audiência.

Ele esbanja simpatia e enlouquece os seguranças. Minhas fotos feitas de celular mostram um pontinho branco na multidão! É ele!

A audiência dura cerca de 1 hora e meia, mas gasta-se a manhã inteira nela. Durante a pregação, o Evangelho e a mensagem do Papa são lidos em vários idiomas, incluído o português.


Vez que outra, durante o sermão, o Papa foge do roteiro e é bem enfático, mostrando carisma e empatia com o público. Meus vídeos talvez não mostrem isso, mas dá pra ter uma ideia.


Ah, com um papa argentino, não dava para deixar por menos. O Vaticano apresenta, até 16 de junho, uma exposição sobre o gaucho argentino.

“Argentina – o Gaúcho, tradições, arte e fé” fica aberta ao público até 16 de junho, no Braço Carlos Magno.

Com mais de 200 obras, é uma homenagem às tradições argentinas.

A ausência de Gatos de Viagem

03 de junho de 2013 0

Gosto de fotografar gatos quando viajo, e eles são quase onipresentes. E aproveito para atualizar a seção do blog chamada… GATOS DE VIAGEM.

Mas, na ITÁLIA, desta vez, o que surpreendeu não foi a presença deles, mas a ausência.

Os de ROMA, por exemplo, que ilustram há anos material de divulgação da Cidade Eterna, sumiram do mapa… Li que a presença deles em sítios arqueológicos, no ano passado, foi motivo de uma acirrada discussão entre pesquisadores e amantes dos animais. No Coliseu, que era infestado deles, encontrei um só…

Fiz fotos de alguns, cá e lá, em várias cidades. Como eu não os encontrava, fotografei os das lojas de porcelana em SAN GIMIGNANO, e o recorte na porta para o gato entrar e sair em MONTERIGGIONI.

Campos de narcisos no norte da Itália

31 de maio de 2013 0

Nosso priminho italiano nos convidou para subir a montanha para ver os narcisos, que estavam começando a florescer, com atraso, quase no final da primavera do Hemisfério Norte.

Eu já tinha visto fotos no mesmo lugar e não titubeei: vamos ver os narcisos!

A impressão era de ter chegado ao paraíso no alto daquela montanha. Para o mundo que eu NÃO quero descer.

A flor, que é originária do Mediterrâneo, da Ásia Central e da China também é cultivada para os lados de cá, mas juro que eu nunca tinha visto (ou talvez nunca tenha reparado?!) um campo inteiro florido assim.

Isso que ainda havia poucos. Fico imaginando aquele verde todo tomado pelas flores brancas.

“Narciso não achar bonito o que não é espelho” não é de todo exagerado. Que a flor parece perfeita, parece!

A Gruta do Vento, no litoral toscano

03 de maio de 2013 1

Em mais uma das aventuras do Alessandro e da Dani pela Toscana, desta vez eles saem dos campos e das cidadezinhas para ingressar na GRUTA DO VENTO, que fica a uns 50 quilômetros de Luca e a 120 quilômetros de Florença.

Os dois descrevem a visita em português (a primeira, abaixo) e em italiano.

Confira abaixo e escolha a sua versão.