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Posts na categoria "Roma"

Não custa lembrar, para quem for a Roma e a Paris

14 de novembro de 2014 0

As atrações são antiquíssimas, mas estão renovadas agora.

Portanto, se você for a uma das duas cidades (ou às duas, o que é melhor) e já tiver ido, talvez seja hora de voltar para ver…

AFP

AFP

EM PARIS…

Cinco anos e 52 milhões de euros depois, o Museu Picasso foi reaberto no dia 25 de outubro, dia do aniversário do pintor espanhol.

O Hôtel Salé, construído no século 17, fica no Marais.

Em 3,7 mil quadrados, reúne 400 obras do artista.

L`Osservatore Romano, AFP

L`Osservatore Romano, AFP

EM ROMA…

Há uma nova iluminação, inaugurada bem recentemente, na Capela Sistina, nos Museus Vaticanos.

Ela revela mais detalhes da incrível obra de Michelangelo.

Não se deixe impressionar nem levar pela multidão na capela, última etapa da visita aos Museus Vaticanos. Vá devagarinho para um canto dela e espere alguém dar o lugar num dos bancos laterais para pode observar de queixo erguido – no sentido literal e caído no figurado – a obra magnífica.

 

O que faz um restaurante, em Roma ou em qualquer outro lugar, é muito mais do que a comida

20 de fevereiro de 2014 0
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Eu tinha visto a indicação num guia sobre ROMA e fiquei com ideia fixa.

Falava muito pouco sobre o restaurante Romolo nel Giardino della Fornarina. Basicamente que a Fornarina do título era a amante do pintor Rafael.

E eu que, não sei exatamente o motivo, tinha evitado o Trastevere para almoçar ou jantar nas duas vezes em que estive em Roma, acabei me encaminhando para lá depois de uma manhã exaustiva no Vaticano (sim, sou do tipo que vai a Roma e vai ver o Papa).

É uma caminhada relativamente longa, mas valeu cada centímetro.

Primeiro, vou contar um pouco sobre o que se diz do restaurante para depois falar do que vi/experimentei.

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Conta-se que, no início dos anos 1500, Rafael fazia os afrescos da galeria da Villa Farnesina para o banqueiro Agostino Chigi. E diz a lenda que, durante sua temporada por ali, apaixonou-se por Margherita Luti, que passou a ser a musa de sua obra. Margherita era filha de um padeiro (fornaio, em italiano, e daí a expressão “Fornarina”) e ela teria tido uma grande influência na vida e na arte de Rafael. Também segundo a lenda, ela morava num pequeno palácio renascentista na Rua  S. Dorotea, número 20, no Trastevere, próximo à Porta Settimiana.

Reprodução da, supostamente, fornarina

Reprodução de pintura de Rafael sobre imagem da, supostamente, Fornarina

É ali que fica o restaurante e o jardim onde Rafael e Margherita passavam juntos horas românticas.

Foi nos anos 1930 que Romolo Casali se instalou para começar a história do restaurante no local da célebre padaria. Ele ficou famoso, na época, não só pela comida, mas também porque artistas e poetas o frequentavam – um deles, Trilussatinha uma mesa fixa nele.

Da cozinha, hoje, saem pratos clássicos da cozinha romana, pratos típicos regionais com produtos locais.

No dia de primavera em que estive ali, pedi fettuccine com aspargos e um vinho frascati (vinho branco típico da região) para acompanhar. Minha irmã pediu outro prato, não lembro exatamente o que era, mas era uma massa, claro, talvez com pesto.

 

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Ficamos no jardim e, acho que pela primeira vez num restaurante, ainda mais em Roma, não havia nenhuma outra mesa ocupada.

A atenção de toda a equipe de garçons era só nossa, mas não era um atendimento sufocante. Era corretíssimo e gentil.

Já de cara, me apaixonei pelos cardápios.

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Depois, no pedido de ajuda para escolher os pratos, as explicações vieram na medida certa.

A única insistência aconteceu no final, quando recusamos a sobremesa. O garçom, definitivamente, não aceitava um não como resposta.

Disse que serviam ali o tiramisú mais espetacular de Roma e que eu me arrependeria se não o provasse.

Não sei se é o melhor de Roma, mas certo é que é o melhor que eu já comi na vida. Fecho os olhos e sinto o gosto.

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Foram quase duas horas de almoço superagradáveis, com uma temperatura ideal para ficar no jardim.

Quando íamos embora, vi uma bandeja com verduras/legumes que eu achei linda e pedi para fotografar. Pois eis que uma senhora muito gentil observou para mim que eram verdadeiras (ainda que fossem artificiais eu fotografaria, coisa de turista com uma câmera na mão).

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Mariza então nos contou, sem que perguntássemos, que era filha do primeiro proprietário. Com oitenta e tantos anos, era viúva há mais de 40 do único amor de sua vida. A morte repentina – enquanto o marido ia de um restaurante para outro – a tinha deixado com a obrigação de tocar o negócio, que ela de alguma forma coordenava até então (me refiro a maio de 2013). E estava preocupada com o futuro da Fornarina, já que a filha, psicóloga, não pensa em assumir o restaurante.

Ela nos mostrou os antigos fornos e o curioso tanque para resfriar a cerveja (e vinho?! já não lembro). Queridíssima, pediu para ser fotografada ao lado da minha irmã.

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Faço votos para que a Fornarina e os mistérios de seu romance com Rafael permaneçam por ali por pelo menos mais 500 anos… E que a comida e o atendimento ainda sejam os mesmos…

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Quem tem cinema vai a Roma

06 de fevereiro de 2014 1
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Se você quiser ir a ROMA no FINAL DE SEMANA, procure o cinema mais próximo antes que A GRANDE BELEZA saia de cartaz.

O filme de Paolo Sorrentino, que concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro, é, antes de tudo, um grande passeio por Roma.

A cidade, que eu tinha visitado havia 15 anos e voltei a ver no ano passado, é inesgotável, mesmo que a crise e a decadência apontadas pelo personagem Jep Gambardella (e os próprios italianos) tentem convencê-lo do contrário.

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Não precisava de muitos empurrões para assistir, mas o texto de Luis Fernando Verissimo sobre o filme (ou melhor, sobre a cidade) foi o definitivo.

Veja o que ele escreveu:

A BELEZA MAIOR

A beleza da Itália conspira contra os seus cineastas. Por mais dramáticos que sejam os filmes, eles serão sempre, antes de qualquer outra coisa, belos folhetos turísticos. E, por mais que tentem retratar a crise moral do nosso tempo, sempre acabam retratando um estilo de vida invejável, uma doce crise.

Você saía do filme seminal do Fellini sobre Roma como metáfora para o apocalipse iminente menos impressionado com a devassidão e o desespero dos seus personagens do que com o alegre rebuliço de um começo de noite na Via Veneto, e quem não queria ser Marcello Mastroianni, descrente de tudo mas comendo todas?

Os filmes do Antonioni também se esforçavam para nos dar angústia, mas nunca o vazio existencial foi tão fotogênico. Você não duvidava que os personagens de Antonioni em filmes como “A aventura”, “Noite” e “Eclipse” sofressem com a falta de sentido da vida, mas todos pareciam saídos de uma edição da “Vogue”. Eram elegantemente perdidos. E que cenários!

No filme “A grande beleza”, o diretor Paolo Sorrentino nem finge ignorar os cenários contra os quais desfilam seus personagens. Usa Roma, conscientemente, como personagem também. Convoca o cenário como cúmplice nas suas histórias cruzadas.

E usar a beleza de Roma assim, descaradamente, é covardia. A sequência final de “A grande beleza” é a câmera passeando sob as pontes do Tevere enquanto aparecem os créditos, e no dia em que vimos o filme muita gente que normalmente já teria saído do cinema ficou no lugar para se deliciar um pouco mais com o cenário.

O personagem principal do filme, Jep Gambardella (vivido por Toni Servillo, com sua cara de nobre romano num afresco mal pintado), é o Marcello Mastroianni depois de “A doce vida”, em estado de cinismo terminal. É um escritor de um livro só, e diz para quem lhe cobra outro livro que está esperando uma “grande beleza” para inspirá-lo. Enquanto isso, vai curtindo, além dos prazeres da decadência, as pequenas belezas de um cotidiano romano. Mas a beleza maior é a própria Roma, que se não inspira o personagem certamente inspirou o diretor.

O maior defeito do filme é a sua duração. Pode-se imaginar Sorrentino agoniado com a perspectiva de ter que cortar algo que filmou e no fim decidindo incluir tudo, dane-se a metragem. Você sabe que um filme passou da hora de acabar quando começa a pensar “poderia terminar aí…” — e o filme não termina.

Há muitas cenas finais em “A grande beleza” antes do fim pra valer. E fica uma frustração: Jep lembra do seu primeiro amor e passa todo o filme fazendo mistério sobre o que ela lhe disse, certa vez, depois de um beijo à beira do mar. Vai ser a frase definitiva do filme, pensa você. E a frase não vem. Mas tudo bem. Ainda tem o passeio da câmera pelo Tevere.

***

E aí resta muito pouco a dizer, mas acrescento, reforçando o final do texto do Verissimo. Não vá, como muitos apressados fazem, embora antes do último crédito. Acompanhe o passeio pelo Tevere.

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Ir a Roma e ver o Papa...

04 de junho de 2013 6

Todo mundo conhece o significado da expressão “ir a Roma e não ver o Papa“… Equivale a ir até algum lugar e não ver a atração principal ou deixar de fazer o que é realmente importante.

Fui pela terceira vez a ROMA e, nas outras duas, tinha visto JOÃO PAULO II, nas audiências públicas da quarta-feira, uma vez na Praça de São Pedro e outra no auditório onde ocorrem os encontros com os fiéis em dias de chuva.

Já teria cumprido minha parte do ditado, mas como o Papa é novo, o Papa é argentino, o Papa é pop, e eu estava com uma pessoa que ia pela primeira vez a Roma, lá fui eu ver o papa FRANCISCO.

Rezei pela cartilha: reservei com antecedência nosso lugar na praça no site do Vaticano.

Deveria, na sequência e como dizem as orientações no site, ter buscado os bilhetes no dia anterior à audiência (fui à do dia 22 de maio) ou no mesmo dia, entre 8h e 10h (a audiência das quartas-feiras começa pontualmente às 10h30min).

Pra não perder tempo no dia anterior, deixei para retirar os ingressos (que são gratuitos) na manhã da quarta mesmo.

Acordamos cedo e fomos bem cedo para o Vaticano. Mas, ao chegar lá, a multidão já lotava toda a praça. Entrar na fila e tentar pegar os bilhetes para o acesso mais restrito? Ou ficar por ali mesmo, onde já havia gente pra caramba?

Desistimos da fila e nos acomodamos onde dava. Isso mais de duas horas antes da audiência. E não invente de mudar de lugar. Ele nunca mais será recuperado.

O Papa pop, dizem as estatísticas, tem atraído mais do que o dobro de público que seu antecessor. É muita gente. E as pessoas deliram quando Francisco aparece, circulando nos corredores abertos entre a multidão, 15 minutos antes da audiência.

Ele esbanja simpatia e enlouquece os seguranças. Minhas fotos feitas de celular mostram um pontinho branco na multidão! É ele!

A audiência dura cerca de 1 hora e meia, mas gasta-se a manhã inteira nela. Durante a pregação, o Evangelho e a mensagem do Papa são lidos em vários idiomas, incluído o português.


Vez que outra, durante o sermão, o Papa foge do roteiro e é bem enfático, mostrando carisma e empatia com o público. Meus vídeos talvez não mostrem isso, mas dá pra ter uma ideia.


Ah, com um papa argentino, não dava para deixar por menos. O Vaticano apresenta, até 16 de junho, uma exposição sobre o gaucho argentino.

“Argentina – o Gaúcho, tradições, arte e fé” fica aberta ao público até 16 de junho, no Braço Carlos Magno.

Com mais de 200 obras, é uma homenagem às tradições argentinas.

Viagem pelo cinema italiano

26 de agosto de 2011 1

Se você quiser viajar pelo cinema italiano, a Acirs-Língua e Cultura Italiana retoma nesta sexta suas sessões de cinema em Porto Alegre.

Uma vez por mês, é apresentado um filme italiano seguido de debate.

O de hoje será Pranzo di Ferragosto (Almoço em Agosto), do diretor Gianni Di Gregorio. Os comentários ficam a cargo do professor Daniel Gonçalves. O filme conta a história de Giovanni, um homem de meia idade que mora com a mãe viúva em Roma. Endividado, ele vê no tradicional feriado de 15 de agosto um solução para os seus problemas. Sabendo de sua dificuldade financeira, o proprietário do apartamento faz uma proposta: se Giovanni hospedar sua mãe no feriado, perdoará parte de suas dívidas no aluguel.

Confira o trailer:


Serviço

  • Nesta sexta, dia 26, às 19h
  • ACIRS Unidade Bom Fim (Av. Osvaldo Aranha, 744, Porto Alegre)
  • Gratuito



O sono dos (gatos) justos

06 de março de 2009 2

GATOS DE VIAGEM

Vivendo em Beijing, na CHINA, já há alguns meses, nossa ex-colega PAULA CORUJA deu uma passadinha em ROMA dias atrás.

No COLISEU, como não é difícil acontecer, deparou com esse belo gato dorminhoco. Ele parece dormir desde o tempo em que os gladiadores travavam suas batalhas sangrentas por ali, não?


Fotos: Paula Coruja, Arquivo Pessoal

Paula lembrou de mim (todo mundo que me conhece e vê um gato lembra de mim, por que será?!) e enviou essa foto, com um aviso de que daqui a uns dias estará de férias em Porto Alegre. Bem-vinda de volta, Paula, nem que seja só por uns tempos.

Postado por Rosane Tremea

O vencedor do guia de Roma

01 de julho de 2008 0
  • Guilherme Carnette, de Viamão, ganhou o guia de Roma.
  • Ele respondeu à pergunta “Por que eu gostaria de conhecer Roma?” com a seguinte frase:
  • Porque é um lugar que carrega a história do mundo nas suas ruas e a palavra amor na sua grafia.”

E agora falta só o guia de São Francisco para completar a coleção de 10 guias distribuídos pelo caderno Viagem e pelo blog Recorte e Guarde. Clique aqui para participar.

Postado por Rosane Tremea

O guia da semana é Roma

24 de junho de 2008 0

Escrever sobre ROMA… Taí uma coisa muito fácil e muito difícil… Dá para falar milhares de coisas sobre Roma. É da cidade o guia que o caderno Viagem e o Recorte e Guarde vão oferecer aos seus leitores nesta semana (clique aqui para saber como participar).

Para solucionar este dilema, resolvi reproduzir aqui um texto que escrevi para o caderno Viagem em julho do ano passado, quando o COLISEU ganhou o título de uma das Sete Maravilhas do mundo moderno. Confira abaixo:



De Roma, a primeira imagem gravada na minha memória é a de um pôster. Explico: cheguei à cidade num final de tarde de dezembro, mais de uma década atrás. Escurecia. Depois de fazer o check in, instalei-me no
apartamento 308 de um simpático hotel da Via Labicana. Confortável,
apesar de pequeno.


Para vencer uma certa claustrofobia, antes de desfazer a mala ou qualquer reconhecimento de outro tipo, dirigi-me à janela. Era, na verdade, uma espécie de sacada. Afastei as cortinas e estaqueei. O que estava ali, diante de meus olhos, era um pôster. Que coisa, pensei, esses europeus: tentam ampliar os ambientes com fotografias.

Apesar do frio, abri também a janela. E o pôster permaneceu. Era nada menos do que o Coliseu iluminado. Ali, bem diante de meus olhos, à vista de minha sacada, imóvel, como há quase 2 mil anos. A obra do imperador Vespasiano à minha janela.

Foto: Andrew Medichini

A fachada, pilhada ao longo dos séculos, nunca me pareceu tão imponente, apesar das referências acumuladas durante os meus anos de vida. O espaço
para 55 mil pessoas onde mais de 9 mil animais seriam trucidados só nos combates iniciais, em 80 d.C, nunca me pareceu tão irreal. No entanto, estava ali.


O hotel de minha primeira visita a Roma passou por reformas profundas, é o que consigo ver em seu site na Internet. E acrescentou Colosseo ao seu nome fantasia. Subtraia o fato de animais e homens terem morrido em seu interior em lutas sangrentas. Melhor não pensar nisso.

O monge e historiador inglês Beda disse, em sua obra De temporibus

liber (século VII), que “enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma cairá e acabará o mundo”.


Que fique bem ali onde está. Um dia pretendo voltar ao apartamento 308 do hotel da Via Labicana. E espero rever meu pôster, uma maravilha do

mundo novo.”


O hotel que me permitiu essa visão na época se chamava Delta. Hoje é o Mercure Roma Delta Colosseo.

Postado por Rosane Tremea