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Posts na categoria "Siena"

Obras de arte no piso da Catedral de Siena

09 de setembro de 2014 4
Fotos Enit, divulgação

Fotos Enit, divulgação

Eu fui e não vi.

Eu não vi, mas recomendo.

Até 27 de outubro, a Catedral de Siena, na Toscana, exibe o seu piso de mármore com desenhos feitos em mosaico.

Apenas nesta época do ano é possível contemplar a atração, que normalmente é encoberta por uma proteção.

O pintor Giorgio Vasari  (1511-1574), sobre a obra, disse:

- É o piso mais lindo, maior e magnífico.

Matteo di Giovanni. Strage degli Innocenti

O chão da catedral começou a ser construído em 1300 e só foi finalizado por volta de 1800, passando por diversas gerações de artistas italianos renomados.

A igreja pode ser visitada de segunda-feira a sábado, das 10h30min às 19h30min, e, aos domingos, das 9h30min às 18h.

Custa 7 euros, incluindo a visita ao piso, à catedral e à biblioteca Piccolomini (imperdível, posso atestar!).

 

Neroccio di Bartolomeo de’ Landi. Sibilla Ellespontica

 

Neroccio di Bartolomeo de’ Landi. Sibilla Ellespontica (2)

Giovanni di Stefano. Sibilla Cumea

Pietro del Minnella su disegno del Maestro di Sant’Ansano. Morte di Assalonne

O palio, a Piazza del Campo e Siena

23 de julho de 2013 2

Não, eu nunca acompanhei um PALIO, embora tivesse muita vontade de ver e tenha estado duas vezes em SIENA, na Itália, a terra da mais famosa corrida medieval de cavalos. E, como prometido na coluna impressa do caderno Viagem, escrevo aqui um pouco mais sobre a cidade. Mais especificamente sobre a principal praça da cidade.

Siena, como diria a sempre eterna Hebe Camargo, é uma gracinha.

Fica na Toscana, tem pouco mais de 50 mil habitantes, é concentrada, tem aquelas ruas estreitas e sinuosas onde é fácil (e bom) se perder e muitas atrações para quem gosta de arte, história, arquitetura, gastronomia…

Na minha primeira vez, muitos anos atrás, passei um dia apenas ali e, como todo mundo costuma fazer, fiz um piquenique no chão de tijolos da Piazza del Campo, enorme e, ao mesmo tempo, aconchegante. Fiz essa foto da qual gosto muito.

Nesta segunda vez, pude ficar mais tempo. Me hospedei na cidade por cinco dias e ela foi o centro de um belíssimo passeio pela região (fica a uma hora e meia de trem de Florença e é uma opção para fugir da cidade mais conhecida da Toscana e, portanto, mais lotada e mais cara).

Na chegada a Siena, embora o hotel não fosse tão próximo da praça, foi por ali que começou o reencontro com Siena, da qual eu guardava uma lembrança agradável, ainda que remota.

Não estão à volta da Piazza del Campo os melhores restaurantes, mas ali mesmo eu experimentei a melhor bruschetta que já comi. Ok, talvez a fome e o adiantado da hora tenham contribuído, mas posso garantir que era deliciosa, e acompanhada de um vinho bianco toscano ficou ainda melhor.

Ao longo dos cinco dias, voltei não sei quantas vezes à praça. É nela, como já falei, que acontece o palio. A segunda e última tradicional competição entre as 17 paróquias da cidade toscana (as contrade) é sempre em 16 de agosto (a primeira foi em 2 de julho). Mas muitos eventos marcam todo o período.

Os seneses gostam de dizer que o palio não é organizado com fins turísticos: “é a vida do povo no tempo e nos seus diversos aspectos e sentimentos”, resume o site oficial.

A origem está no ano 1283, e a primeira corrida da mesma forma como é realizada hoje e nunca interrompida aconteceu em 1644. Cada corrida, sem sela, dura apenas 90 segundos. O vencedor ganha um palio (a bandeira) de seda.

Dos pontos mais fotografados da praça, considerada uma das mais bonitas da Itália, estão a prefeitura em estilo gótico, de 1342, e a Torre del Mangia, com 102 metros de altura.

Mas também chamam a atenção a Fonte Gaia, com relevos do século 19, cópias dos originais de Jacopo della Quercia, que estão expostos no prédio da prefeitura. Não vi nenhuma referência a isso, mas preste atenção no sistema de escoamento da água (mais abaixo).

E, pra finalizar, um videozinho, daqueles bem amadores, pra mostrar um pouco do clima da praça.