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Posts na categoria "México"

Uma "hacienda" no México

03 de fevereiro de 2016 0
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Fotos Rosane Tremea

Alguns posts atrás, escrevi sobre a ida dos Cavaleiros da Paz para o México.

A essa altura, os gaúchos já estão por lá, cavalgando por entre antigas e históricas “haciendas”.

E aí lembrei que, numa viagem de quase um mês por aquele país, passei um dia numa hacienda no estado de Jalisco, na cidade de Lagos de Moreno.

Estávamos hospedados na cidade e fomos conhecer a Hacienda Las Cajas, a convite dos proprietários, a família Pedrero.

Fotos Rosane Tremea
Só a viagem curta já teria valido a pena, passando por campos gigantes de agave-azul (a planta da qual se faz a tequila), mas o melhor ainda estaria por vir.

Chegamos ao casarão colonial com pelo menos dois séculos de histórias (a propriedade data de 1576, mas não há informações exatas sobre as construções) e que, desde 1956, pertencia à família Pedrero, tradicionais criadores de touros e de cavalos quarto-de-milha.

Ali também, durante dois meses por ano, funcionava uma escola de Charrería (vou falar mais adiante sobre isso), um esporte nacional do qual um dos Pedrero, Alejandro, era um dos grandes campeões então (ele, inclusive, esteve na Expointer de Esteio em 2015).

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Como a final do campeonato nacional seria dali a uns dias em Guadalajara, a capital do estado de Jalisco, a casa estava lotada de gente da família que tinha viajado para acompanhar as provas.

Tivemos então, naquele dia, uma intensa mostra de cultura, esporte, gastronomia e convívio familiar, além de muita história.

De cara, o que se vê é a imponência da capela, com colunas dóricas.

Não era um lugar turístico àquela altura (li que agora, passados mais de 10 anos, o lugar teria se transformado em hospedagem turística, mas encontrei uma única referência sobre isso), o que tornava tudo mais autêntico.

O casarão, conta o pai de Alejandro em um vídeo de 2013 disponível no Facebook (clique aqui para assisti-lo e ver mais imagens da hacienda), estava em ruínas quando o pai dele comprou a propriedade, em 1956.

Não estava superrestaurado quando estivemos lá, e o tamanho e o custo para mantê-lo certamente eram impeditivos para manter o lugar brilhando, mas ainda assim a beleza da construção, o mobiliário e utensílios chamavam atenção.

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Almoçamos um almoço de mesa farta e comidas típicas, num ambiente alegre e festivo.

Conhecemos a propriedade, vimos algumas exibições de laço de futuros charros.

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No dia seguinte, seguimos para Guadalajara para acompanhar algumas finais do campeonato.

Passamos quase um dia inteiro acompanhando as provas e deu para perceber o quanto o esporte é levado a sério, com transmissões ao vivo, jornalistas especializados, arena que não deixa a perder para nossos estádios de futebol, em tamanho e infraestrutura.

É um pouco do que os cavaleiros gaúchos encontrarão por lá.

Gostei de eles me terem feito lembrar daquele trecho da viagem, que nunca foi esquecido, mas do qual poucas vezes falei.

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Cavaleiros da Paz no México

01 de fevereiro de 2016 0
Fotos Eduardo Rocha, divulgação

Fotos Eduardo Rocha, divulgação. O grupo na África do Sul

Pela décima quinta vez, a confraria dos Cavaleiros da Paz parte do Rio Grande do Sul para um intercâmbio fora do país.

Desta vez, o grupo formado por 25 cavaleiros, com idades que variam dos 14 aos 85 anos, vai ao México.

O roteiro de 11 dias vai percorrer a parte colonial do país, passando por fazendas dos séculos 16 e 17.

Os charros, nome dado aos cavaleiros mexicanos, emprestarão ao grupo seus cavalos quarto de milha, acompanharão o roteiro e farão apresentações de culturas equestres.

Durante seis horas por dia, os cavaleiros gaúchos cavalgarão pela região visitando fazendas históricas e vilas coloniais como San Miguel de Allende, Guanajuato e Hidalgo Dolores.

O grupo já percorreram mais de 3 mil quilômetros por nove países em cinco continentes: África do Sul, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Mongólia, Paraguai, Portugal e Uruguai.

Cavaleiros da Paz - Mongólia 2014

A cavalgada na Mongólia

 

A Índia como inspiração e outros roteiros

13 de agosto de 2014 0
Fotos Clarisse Linhares, divulgação

Fotos Clarisse Linhares, divulgação

Nesta quarta-feira, as gurias do Viajando com Arte (Mylene Rizzo e Clarisse Linhares) lançam seu calendário de roteiros para 2015.

Eles incluem México e Marrocos.

A conversa das duas sobre os destinos será emoldurada por uma exposição: a Índia Inspirations, com 30 fotos de viagens recentes assinada pela dupla (algumas delas estão neste post!)

A partir das 19h, no Pátio Ivo Rizzo (Rua Félix da Cunha, esquina com Padre Chagas), em Porto Alegre.

 

Índia_2_crédito_Clarisse Linhares

 

Índia_crédito_Mylene Rizzo

Hierve el Agua, cascatas diferentes no México

08 de agosto de 2014 0
Maira Enger, arquivo pessoal

Maira Enger, arquivo pessoal

A Maira Enger, que já tinha mandado uma contribuição falando sobre o México, onde está morando, enviou uma segunda, com texto e fotos, falando sobre Hierve el Agua.

É ela quem conta (e mais uma vez agradeço à Maira pela dica):

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“Estive viajando nos últimos dias pelo México e conheci um lugar lindo com cascatas chamado Hierve el Agua. Mas desta vez as cascatas estão petrificadas! Elas estão num vale com muitas montanhas no estado de Oaxaca.

Em cima de uma das cascatas se formou uma piscina natural de borda infinita! É demais.

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Ficamos cinco dias na cidade de Oaxaca, que é famosa pela gastronomia e artesanato.

Meu grande interesse nessa região era conhecer Hierve el Agua, um lugar indicado por uma menina que conhecemos num hostel em Chiapas.

Você pode ir a Hierve el Agua com excursão, alugar um carro ou ir com transporte público.

Como nós não queríamos gastar muito, fomos com transporte público.

Não foi tão simples chegar ao local!

De Oaxaca você pega um ônibus até o pueblo de Mitla (1h de viagem).

De Mitla você vai de camionete até Hierve el Agua (+ 50 min).

Chegando lá, a vista do lugar faz valer a pena toda a “função” da viagem!

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São cascatas petrificadas no meio de um vale de montanhas no estado de Oaxaca.

Em cima de uma das cascatas se formou uma piscina natural de borda infinita. Dizem que essa água faz bem à pele por causa dos minerais que contém. Mas confesso que meu cabelo ficou seco que nem palha!

Passamos o dia curtindo o local e voltamos à tardinha! Você pode acampar ou ficar hospedado em pequenas cabanas também.

Há área de restaurantes e artesanato dentro do parque.”

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San Luis Potosí e a beleza do México Central

21 de maio de 2014 0
Fotos arquivo pessoal

Fotos arquivo pessoal

Fiquei impressionada com a cor da água e com essa cascata.

Essa foto, e as fotos abaixo, foram enviadas pela Maira Enger, que é de Lajeado (RS).

Aos 27 anos, Maira já morou em pelo menos quatro países e, desde fevereiro, está em San Luis Potosí, no México. Fica por lá até julho – ela estudando fotografia, e o namorado, design.

Ela mandou as fotos e contou um pouco de duas andanças e de seu paradeiro atual.

Nas palavras de Maira:

 

“Estava lendo o seu blog e me identifiquei muito com a descrição do seu perfil. Muito legal!

Eu também adoro viajar, mas principalmente morar em outro país, pois assim é mais intenso o envolvimento com a cultura e os costumes do povo local.

Já morei no Canadá, no México (Cancún), nas Ilhas Mauricius e no Egito.

Estou morando novamente no México, porém desta vez no México Central, e tenho visitado lugares fantásticos pouco conhecido pelos brasileiros.

Em anexo envio uma foto da Cascata de Tamul (repare na cor natural da água) e no encantador Jardim Surrealista de Eduard James, ambos em La Huastaca – San Luis Potosí – México.

Cascatas_em_Xilitla

Bom, quando cheguei na capital San Luis Potosí (onde estou morando), fiquei impressionada com a beleza do lugar e a hospitalidade dos mexicanos.

Comecei a escrever um blog relatando as experiências vividas aqui (www.zoomlocal.blogspot.com) com a intenção de mostrar aos brasileiros outras opções de destino turístico, já que a maioria deles quando vem ao México visita Cancún e/ou Cidade do México.

A região que mais me impressionou no estado de San Luis Potosí (San Luis é capital e estado) foi La Huasteca Potosina, que é uma região bem quente e úmida, com muita natureza e cascatas.

Adorei a cascata de Tamul, a cascata de Minas Viejas e as cascatas de Micos.

Minas_Viejas

Cascata_de_Micos

Tamul

O meu lugar preferido em La Huasteca Potosina foi o Jardim Surrealista de Edward James. Edward James foi um poeta e artista inglês que morou no México e quis criar o jardim do Éden em Xilitla, porque se impressionou com a tranquilidade e beleza do lugar. No jardim tem várias cachoeiras de água cristalina e você pode se banhar. Realmente me senti no paraíso!

 

Praticando_fotos_em_Xilitla 

Jardim_Edward_James

Ainda existe muito estereótipo do México (por causa do narcotráfico, que é o que os filmes mostram), mas essa experiência mudou a imagem que eu tinha do país!

Fico muito feliz em poder divulgar esses lugares lindos e experiências tão positivas com as pessoas que adoram viajar (seja fisicamente ou através da leitura e fotos).

Abraço, Maira.”

Os datilógrafos das ruas de Guadalajara e a holografia no aeroporto de Varsóvia

25 de abril de 2014 0

Não lembro direito o contexto, mas a conversa era sobre Garcia Márquez, morto na semana passada no México, e os escrevinhadores de Guadalajara.

Lembrei deles, sentados com suas mesinhas e máquinas de escrever, à sombra de marquises, à espera de gente na porta de cartórios, prontos para redigirem uma procuração, um requerimento, uma carta…

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Fiquei me perguntando se eles estarão ainda lá, quase 10 anos depois. Tentei encontrá-los na rede, não achei.

Será que ainda existem datilógrafos como aqueles agora, tempo das redes sociais?!

Fiquei me perguntando sobre isso também por que, viajando por aí, fiquei frente a frente com uma holografia que me lembrou os datilógrafos e também Blade Runner, o filme.

No aeroporto de Varsóvia, a capital da Polônia, uma moça virtualmente bem vestida tentava ensinar, em vários idiomas, como fazer meu check-in…

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O desafio era me trazer de volta a Porto Alegre, evitar que eu acabasse em algum país do Oriente Médio, da América Central ou em qualquer outro ponto remoto do planeta.

Prefiro os datilógrafos, que não poderiam me ajudar a marcar meu assento no voo de volta, mas com quem poderia trocar uma palavra qualquer. Que mostrassem que, por trás da máquina, o bom mesmo é saber que há alguém de carne e osso.

Ir ou não ir, eis a questão

05 de outubro de 2011 0

Nessas de melhor fazer do que se arrepender de não ter feito, às vezes a gente cria armadilhas para si próprio.

Tem lugares a que eu fui, por exemplo, e que eu não deveria ter ido. Quer dizer, deveria, mas não gostei nada, nada. Pior, me senti mal.

Já aconteceu com você?!

Primeiro exemplo:

Fui entrar num vulcão extinto na ILHA TERCEIRA, no arquipélago português dos Açores, o Algar do Carvão.

É um descida de 100 metros, onde se pode ver estalactites e um lago de águas claras.

Tem escadarias e um esquema de segurança que parece muito bem feito, tudo apropriado para receber turistas etc e tal.

Não tenho problemas com lugares fechados, nada contra subterrâneos e afins e recomendo a visita.

Mas quase tive de sair carregada dali. Me senti tão mal… Tive de ficar um tempão sentada no carro, tomando ar, enquanto meus dois companheiros terminavam a visita.

Não sei exatamente o que aconteceu. A partir de então acho melhor ver vulcões do lado de fora. E de longe, é claro.

Nesse vídeo abaixo, com imagens belíssimas, você pode ter uma ideia do lugar…

Segundo exemplo:

Desta vez, o lugar era o Museu das Múmias, em GUANAJUATO, no México.

Era óbvio o que eu encontraria ali e me preparei para isso. Desde 1865, acredita-se que pelas características do solo, corpos enterrados numa determinada região da cidade adquirem características de múmias e são reunidos num museu que já tem mais de 100 exemplares.

Sabendo disso, é ir ou não ir. Fui. Como eu sou do tipo que aguenta até o final mesmo filme sabidamente ruim, enfrentei até o fim aquele labirinto com corpos em sequência e fui tentando imaginar a história de cada um, com base nas descrições que ali estão.

Ao final, saí correndo e tive uma breve crise de choro. Passou, mas pra museus de múmias não me convidem mais.

Na foto abaixo, apareço em frente ao museu (não tenho nenhuma só dele!), bem faceirinha. Ainda bem que ninguém me fotografou na saída…

Perdão, leitores: a localização do Soumaya Museu

08 de março de 2011 0

Todas as terças, no caderno Viagem de Zero Hora, publico na abertura da coluna RECORTES DE VIAGEM uma seção chamada CARTÃO-POSTAL, uma foto em destaque na semana.

Nesta, publiquei uma muito bonita, como podem ver abaixo, sobre o novo Soumaya Museu, que reúne a coleção do bilionário Carlos Slim.

Por um lapso lamentável, não disse em que cidade se localiza: é na capital mexicana.

Inaugurada no dia 1º, a nova sede tem agora 16 mil metros quadrados. Na fachada, 16 mil chapas de alumínio em formato hexagonal. No interior, obras como A Mulher em Chamas, escultura de Salvador Dalí.

Há, no total, 66 mil peças _ Da Vinci, Toulouse-Lautrec, Picasso, Diego Rivera Renoirs, a segunda maior coleção de Rodin _ abrigadas na construção que custou R$ 70 milhões.

Para o público, abre só no próximo dia 29 de março.

O link do museu: www.soumaya.com.mx

Michelada mexicana

19 de março de 2008 2

Meio desfocada, a foto dá uma idéia de como é a michelada/Rosane Tremea
COISAS PARA BEBER EM VIAGENS

Voltei do MÉXICO disposta a abrir uma importadora de bebidas, só para ter, quando eu quisesse, garrafas de Negra Modelo (eu não conheço, pelo menos em Porto Alegre, nenhum lugar que tenha. Se você conhecer, por favor, me avise!). Minha resolução não desembarcou comigo nem em Garulhos.

As cervejas mexicanas, velhas conhecidas dos porto-alegrenses, são uma tradição dos imigrantes alemães mineradores. Não experimentei nenhuma que não fosse boa. As mais conhecidas são a já citada Negra Modelo, Corona e XX Dos Equis.

Mas a michelada do título eu experimentei em Taxco, no simpático bar Berta, com vista para a praça principal. É cerveja bem gelada, em copo bem gelado, com suco de limão gelado no fundo e sal na borda do copo. Se encontrar Negra Modelo por aí, experimente!

Postado por Rosane Tremea